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Ajustes e risco de desidratação na Previdência empurram Ibovespa para baixo

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


11/07/2019 | 11:09


Depois de cinco dias de valorização, o Ibovespa cai nesta quinta-feira, 11, a despeito da aprovação do texto-base da proposta de reforma previdenciária na quarta-feira. Foram 379 votos favoráveis e 131 contrários. O resultado surpreendeu o governo. Porém, o temor de desidratação em pontos da reforma gera certa cautela na Bolsa. Na quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão antes do esperado pois havia possibilidade de mudanças nas regras de aposentadoria dos professores, que poderiam comprometer a economia fiscal.

Nesta manhã, a Câmara suspendeu o início dos trabalhos por conta do baixo quórum. A sessão deve ser retomada no final da manhã. Algumas alterações já acordadas ainda podem ser revistas, como o tempo de contribuição de mulheres e regras de aposentadoria para policiais.

Apesar da abertura em alta das bolsas em Nova York, o Ibovespa recua e, ao contrário do dia anterior, várias ações têm queda, com destaque para perdas acima de 1,00% do índice que mede os papéis do setor financeiro na B3. Eletrobras, por sua vez, sobe em torno de 0,50%. Da mesma forma, a alta dos papéis da Petrobras, 1,20% (ON) e 0,6% (PN), ajuda a limitar a queda do Ibovespa, bem como Sabesp. Os papéis da companhia avançam mais de 5%, após entrevista do governador de São Paulo, João Doria, nesta manhã em Londres, dizendo que a privatização da empresa é a melhor opção.

O economista Antônio Madeira, da MCM Consultores, não descarta a hipótese de mais um dia positivo na B3. "O resultado surpreendente da votação do texto-base pode animar mais uma vez. Nem o mais otimista esperava aquele número de votos", afirma. Para ele, a eventual desidratação de alguns pontos da proposta de reforma da Previdência tende a ter pouca influência sobre os negócios. "Já deve estar no preço", diz.

Conforme Madeira, o externo favorável para os ativos de risco, ainda ecoando o sinal ''''dovish'''' do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, na quarta, também ajuda a limitar as perdas na Bolsa. A expectativa é que o Fed corte a taxa de juros dos EUA no fim deste mês.

Às 10h57, o Ibovespa caía 0,14%, aos 105.670,44 pontos, após encerrar em recorde de pontuação na quarta (105.817,06), com alta de 1,23%. Para o economista da MCM, as perspectivas são positivas para a bolsa. O Bank of America (BofA) Merrill Lynch mantém previsão de Ibovespa a 120 mil pontos no final do ano.



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Ajustes e risco de desidratação na Previdência empurram Ibovespa para baixo


11/07/2019 | 11:09


Depois de cinco dias de valorização, o Ibovespa cai nesta quinta-feira, 11, a despeito da aprovação do texto-base da proposta de reforma previdenciária na quarta-feira. Foram 379 votos favoráveis e 131 contrários. O resultado surpreendeu o governo. Porém, o temor de desidratação em pontos da reforma gera certa cautela na Bolsa. Na quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão antes do esperado pois havia possibilidade de mudanças nas regras de aposentadoria dos professores, que poderiam comprometer a economia fiscal.

Nesta manhã, a Câmara suspendeu o início dos trabalhos por conta do baixo quórum. A sessão deve ser retomada no final da manhã. Algumas alterações já acordadas ainda podem ser revistas, como o tempo de contribuição de mulheres e regras de aposentadoria para policiais.

Apesar da abertura em alta das bolsas em Nova York, o Ibovespa recua e, ao contrário do dia anterior, várias ações têm queda, com destaque para perdas acima de 1,00% do índice que mede os papéis do setor financeiro na B3. Eletrobras, por sua vez, sobe em torno de 0,50%. Da mesma forma, a alta dos papéis da Petrobras, 1,20% (ON) e 0,6% (PN), ajuda a limitar a queda do Ibovespa, bem como Sabesp. Os papéis da companhia avançam mais de 5%, após entrevista do governador de São Paulo, João Doria, nesta manhã em Londres, dizendo que a privatização da empresa é a melhor opção.

O economista Antônio Madeira, da MCM Consultores, não descarta a hipótese de mais um dia positivo na B3. "O resultado surpreendente da votação do texto-base pode animar mais uma vez. Nem o mais otimista esperava aquele número de votos", afirma. Para ele, a eventual desidratação de alguns pontos da proposta de reforma da Previdência tende a ter pouca influência sobre os negócios. "Já deve estar no preço", diz.

Conforme Madeira, o externo favorável para os ativos de risco, ainda ecoando o sinal ''''dovish'''' do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, na quarta, também ajuda a limitar as perdas na Bolsa. A expectativa é que o Fed corte a taxa de juros dos EUA no fim deste mês.

Às 10h57, o Ibovespa caía 0,14%, aos 105.670,44 pontos, após encerrar em recorde de pontuação na quarta (105.817,06), com alta de 1,23%. Para o economista da MCM, as perspectivas são positivas para a bolsa. O Bank of America (BofA) Merrill Lynch mantém previsão de Ibovespa a 120 mil pontos no final do ano.

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