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Influenciado por energia elétrica e combustíveis, IPCA varia 0,01%


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

11/07/2019 | 09:13


O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação no País, teve variação de apenas 0,01% em junho. Com a queda de despesas importantes como o preço de combustíveis, alimentos e energia elétrica, o índice teve pouca variação em relação a maio (0,13%), o que também reflete a baixa atividade econômica do País.

O índice de junho é o menor desde novembro do ano passado, quando houve deflação de 0,21%. Para o mês, foi o menor percentual desde 2017, com deflação de 0,23%.
Em junho de 2018, a taxa foi de 1,26%. A variação acumulada no ano é de 2,23%, e a dos últimos 12 meses recuou para 3,37%, abaixo dos 4,66% registrados no período imediatamente anterior, também abaixo da meta de 4,25%.

Segundo o professor de finanças da Fipecafi George Sales, o resultado abre a possibilidade de o governo reduzir a taxa básica de juros. “Isso significa que a economia está parada. Não estamos diminuindo inflação por aumento de concorrência nos preços, mas porque temos um estoque de pessoas desempregadas e as constantes revisões de perspectiva no crescimento do PIB mostram uma baixa atividade econômica abaixo do esperado. Por isso, abre espaço para a redução da taxa, para o estímulo da economia”, analisou.

Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os grupos de alimentação, bebidas e transportes respondem, juntos, por 43% das despesas das famílias e apresentaram deflação em junho, respectivamente, de 0,25% e 0,31%. “Alimentação e bebidas teve mais impacto no último mês (-0,56%), então quem realmente puxou a queda foi a parte de transportes, que foi impactada pela redução de combustíveis anunciado pela Petrobras. Outro grupo que caiu foi o de habitação, que teve influência principalmente da energia elétrica, que teve redução em quase todas as áreas por causa das bandeiras tarifárias, que não tiveram a cobrança adicional, por conta das chuvas.”

Em compensação, o grupo saúde e cuidados pessoais foi o responsável pela maior variação (0,64%) do IPCA, devido à alta de 1,5% do item higiene pessoal.  



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Influenciado por energia elétrica e combustíveis, IPCA varia 0,01%

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

11/07/2019 | 09:13


O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação no País, teve variação de apenas 0,01% em junho. Com a queda de despesas importantes como o preço de combustíveis, alimentos e energia elétrica, o índice teve pouca variação em relação a maio (0,13%), o que também reflete a baixa atividade econômica do País.

O índice de junho é o menor desde novembro do ano passado, quando houve deflação de 0,21%. Para o mês, foi o menor percentual desde 2017, com deflação de 0,23%.
Em junho de 2018, a taxa foi de 1,26%. A variação acumulada no ano é de 2,23%, e a dos últimos 12 meses recuou para 3,37%, abaixo dos 4,66% registrados no período imediatamente anterior, também abaixo da meta de 4,25%.

Segundo o professor de finanças da Fipecafi George Sales, o resultado abre a possibilidade de o governo reduzir a taxa básica de juros. “Isso significa que a economia está parada. Não estamos diminuindo inflação por aumento de concorrência nos preços, mas porque temos um estoque de pessoas desempregadas e as constantes revisões de perspectiva no crescimento do PIB mostram uma baixa atividade econômica abaixo do esperado. Por isso, abre espaço para a redução da taxa, para o estímulo da economia”, analisou.

Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os grupos de alimentação, bebidas e transportes respondem, juntos, por 43% das despesas das famílias e apresentaram deflação em junho, respectivamente, de 0,25% e 0,31%. “Alimentação e bebidas teve mais impacto no último mês (-0,56%), então quem realmente puxou a queda foi a parte de transportes, que foi impactada pela redução de combustíveis anunciado pela Petrobras. Outro grupo que caiu foi o de habitação, que teve influência principalmente da energia elétrica, que teve redução em quase todas as áreas por causa das bandeiras tarifárias, que não tiveram a cobrança adicional, por conta das chuvas.”

Em compensação, o grupo saúde e cuidados pessoais foi o responsável pela maior variação (0,64%) do IPCA, devido à alta de 1,5% do item higiene pessoal.  

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