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Para fugir ou 'se jogar' no inverno

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Temperaturas extremas geralmente dividem opiniões, caso do frio típico (e intenso) deste mês. Pensando nisso, o Diário reuniu opções tanto para quem não suporta ‘bater os dentes’, e sonha em poder se esquentar em parques aquáticos com água termal, quanto para quem quer mais é se sentir na pele o termômetro despencar. Tudo para fazer de carro.


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

11/07/2019 | 07:18


A temperatura despencou radicalmente nos últimos dias no Grande ABC e nos fez lembrar que, de fato, entramos no inverno. Que outro lugar gostaríamos de estar não fosse embaixo das cobertas, não é mesmo? Que tal em um parque aquático com águas quentinhas, chegando aos 40°C? Nada mau. Melhor ainda saber que esse paraíso não só existe, mas pode estar a apenas um tanque de combustível da sua casa.

Uma das principais opções é o recém-inaugurado Thermas da Mata, em Cotia, a 85 quilômetros de distância da região (uma hora e 15 minutos de carro). Ali está surgindo empreendimento dos mesmos donos do Thermas Water Park, em São Pedro, que tem a ambição de concorrer com os já consolidados parques de Olímpia, no Interior, e de Rio Quente e Caldas Novas, ambos em Goiás.

Inicialmente, foram investidos R$ 12 milhões no projeto, que teve como base o Clube dos Comerciários, que existia no local de 200 mil metros quadrados cercado por mata nativa. A primeira etapa foi finalizada em junho com o Hot Island, área com piscina de águas quentes, cascata de três quedas e ofurôs, com água a pelo menos 36°C. O parque conta ainda com o Bar da Ilha, palco e cabanas privativas, para quem exige exclusividade.

O cronograma prevê inauguração de espaços a cada seis meses até a conclusão do projeto, em três anos. O próximo passo será a criação de piscina com nove tipos de ondas e faixa de areia, rio lento, brinquedos aquáticos para crianças, simulador de surfe, half pipe, tênis de areia, quadra de vôlei, toboáguas, deque, lojas, restaurantes, 60 apartamentos, pousada com 20 quartos e 27 chalés duplex com lareira.

Além de ser pertinho, os preços são atrativos. Comprando pelo site (www.thermasdamata.com.br), o bilhete para o day use custa R$ 50. Crianças de 3 a 12 anos, pessoas com mais de 65 e deficientes físicos pagam R$ 40. Já a diária da hospedagem, em quarto de 23 metros quadrados, custa a partir de R$ 130 por pessoa, sendo que a capacidade é de quatro usuários. Nos chalés de 60 metros quadrados e que comportam até seis turistas, a diária sai a partir de R$ 190.

Outra opção também pertinho do Grande ABC é o Thermas Hot World, em Águas de Lindóia, a 204 quilômetros ou duas horas e cinquenta minutos de carro. O empreendimento é equipado com piscinas interligadas que, juntas, comportam mais de 2 milhões de litros de águas quentes. São diversas atrações, como escorregadores, toboáguas, espaço baby and kids, ofurô gigante, baldão de 1.250 litros, bar molhado, cascatas, quiosques e cantinho da mamãe, entre outros.

Para compensar o maior custo com combustível, o ingresso é mais em conta. Adultos pagam R$ 39,90, crianças de 1 a 5 anos, R$ 12,90, de 6 a 11, pessoas com mais de 60 anos, deficientes físicos, aniversariantes do mês, professores da rede pública R$ 29,90. Pelo site (www.thermashotworld.com) é possível parcelar.

Mais distante (312 quilômetros ou três horas e 45 minutos), mas ainda assim imperdível, está Águas de Santa Bárbara, um dos cem municípios considerados estâncias hidrominerais pelo Estado. A água, de origem vulcânica, possui propriedades terapêuticas e é recomendada para problemas digestivos, dermatológicos e respiratórios. Opção de hospedagem é o Vale das Águas, que é mistura de hotel fazenda com parque aquático. A diária em julho para casal com duas crianças sai a partir de R$ 905, com pensão completa: café da manhã, almoço, chá da tarde e jantar (bebidas são pagas à parte).

LOGO ALI

Quem tem um pouco mais de tempo e paciência para enfrentar a estrada, ótima opção é o Blue Tree Park, em Lins, a 450 quilômetros do Grande ABC ou cinco horas e 20 minutos de carro. Esse é o maior resort de águas termais do Estado, com 2.800 metros quadrados de piscinas de águas termais, e possui infraestrutura completa com água que varia entre 36°C a 40°C. Além do parque aquático, o hotel dispõe de quadras de tênis, de vôlei de areia, de gateball (que utiliza taco e bola) e poliesportiva, campo de futebol, pistas de cooper e ciclismo, spa, fitness center e lago para pesca. Para quem curte aventura, há área de esportes radicais, como tirolesa e arvorismo, além de equipe de recreação.

Os quartos em julho são bastante concorridos. Família com dois adultos e duas crianças paga a partir de R$ 770 a diária com pensão completa.


Caldas Novas e Rio Quente são atrações na região central

Separadas por 50 quilômetros, Caldas Novas e Rio Quente, em Goiás, concentram o maior complexo de águas termais naturais do mundo, destino perfeito para quem deseja fugir do frio. Mas quem não quiser encarar as dez horas de estrada do Grande ABC até lá, o jeito é investir em voos diretos para Caldas Novas, que, em julho, dificilmente saem por menos de R$ 2.000 por pessoa. Opção mais em conta é descer em Goiânia, que custa em torno de R$ 700 o trecho, alugar um carro e dirigir duas horas até lá.

Em Rio Quente está localizado o Hot Park, nono parque aquático mais visitado do mundo, com cerca de 1,5 milhão de turistas por ano. Cercado por resorts luxuosos, tem atrações para todas as idades, em espaço de 55 mil metros quadrados e com água acima de 36°C. Entre as principais atrações estão a piscina com correnteza chamada Lazy River e a famosa Praia do Cerrado, que é uma das maiores piscinas com ondas da América do Sul. Ingressos vão de R$ 100 a R$ 130.

Ali ao lado, em Caldas Novas, está o Thermas diRoma, que tem 13 opções de hospedagem na cidade e mantém o parque aquático mais famoso da cidade, o Acqua Park. Com mais de 20 atrações em 55 mil metros quadrados, o empreendimento tem capacidade para 5.000 visitantes por dia. Em julho, as unidades do Thermas diRoma ainda estão em clima de Festa Julina e, além de dois acessos gratuitos por dia ao Acqua Park, oferece arraial com música ao vivo, bingo e cardápio repleto de delícias típicas. A diária custa a partir de R$ 788 para casal com duas crianças no sistema de meia pensão – café da manhã e almoço ou jantar.


Dois parques fazem de Olímpia a queridinha

Olímpia, no Interior de São Paulo, é um verdadeiro paraíso para quem busca águas quentes. A cidade, de 54 mil habitantes, tem nos parques Thermas dos Laranjais e Hot Beach o motor da economia local. O Thermas é o quarto mais visitado do mundo e o primeiro do Brasil, com 2 milhões de visitantes por ano. Já o segundo, inaugurado em 2017, está seguindo o mesmo caminho e já conta com 400 mil turistas a cada temporada.

Apesar de terem em comum as águas quentes, com temperaturas que variam de 26°C a 38°C, os parques são bem diferentes. Fundado em 1987 como clube e depois batizado como parque aquático em 2000, junto com a inauguração da piscina de ondas artificiais, o Thermas dos Laranjais, que tem capacidade para receber até 20 mil visitantes por dia, tem bem mais brinquedos, principalmente aqueles que exigem certa dose de coragem dos turistas.

O ingresso do Thermas dos Laranjais em julho custa R$ 100 (inteira), R$ 50 (crianças de 7 a 12 anos, pessoas com mais de 60 anos, professores e funcionários do ensino público) e R$ 10 (de 1 a 6 anos).

Já o Hot Beach, que tem capacidade para 8.000 visitantes por dia, é menor e mais moderno, com decoração impecável e que, muitas vezes, faz com que o visitante esqueça que está curtindo praia mesmo estando no Interior de São Paulo. Diferente do Thermas dos Laranjais, a proposta ali é relaxar.

Para passar o dia no Hot Beach, o visitante paga R$ 110 (inteira), R$ 55 (meia-entrada), sendo que crianças até 6 anos não pagam.

ONDE FICAR

São inúmeras opções de hospedagem em Olímpia. Há desde hotéis mais simples, espalhados pela cidade, como os luxuosos resorts construídos nas redondezas dos dois parques aquáticos e que, além do ingresso, oferecem vantagem como acesso exclusivo e piscinas também com águas quentes.

Excelente opção é o Enjoy Olímpia Park Resort, que fica bem ao lado do Thermas dos Laranjais e tem como público-alvo as famílias. O empreendimento está equipado com 456 apartamentos e conta com piscinas exclusivas. A diária para família com dois adultos e duas crianças até 12 anos sai a partir de R$ 557 nas férias de julho.


Aquífero Guarani é o segredo da água termal

A água quente que brota do chão em várias cidades de São Paulo é um mistério para a maioria das pessoas. Na verdade, não é mágica; são perfurações feitas no Aquífero Guarani, segundo maior reservatório subterrâneo de água doce do planeta – atrás apenas do Aquífero Alter do Chão, recentemente descoberto e que passa por Amazonas, Pará e Amapá –, com extensão de 1,2 milhão de quilômetros e que atravessa Uruguai, Argentina e Paraguai, apesar de que 70% está sob o território brasileiro.

O volume de água encontrado ali é imensurável, mas estima-se que seria suficiente para abastecer a população brasileira durante 2.500 anos, principalmente porque tem a capacidade de recarregar até 160 quilômetros quadrados por ano de acordo com as chuvas.

O mais incrível desta história é que toda essa água límpida e quente foi descoberta por acaso. Com a criação da Petrobras, em 1953, a estatal passou a fazer perfurações no solo em várias cidades brasileiras em busca de petróleo. Em Olímpia, no Interior, a 460 quilômetros do Grande ABC, foi feito um furo profundo, e os técnicos encontraram apenas água quente. Em um primeiro momento, os acessos foram fechados, mas a partir da década de 1980 percebeu-se que ali estava escondido um outro tesouro, que mudou o destino da cidade e da região Noroeste do Estado de São Paulo.

Grupos de fazendeiros e empresários resolveram aproveitar a perfuração e criaram, em 1987, clube para moradores de Olímpia desfrutarem das águas quentes. A fama do local foi crescendo até que, em 2000, o local passou a ser chamado Thermas dos Laranjais, que se transformou no maior parque aquático do Brasil, com mais de 2 milhões de visitantes por ano.

A disputa pela água do Aquífero Guarani, no entanto, foi parar várias vezes na Justiça. A prefeitura de Olímpia diz que o Thermas dos Laranjais tem autorização, concedida nos anos de 1980, para explorar o furo feito pela Petrobras. O parque, inclusive, fez outra perfuração, em 2004, para retirar mais água do reservatório. Em 2009, os poços chegaram a ser lacrados por alguns dias, mas, na sequência, foram liberados, e iniciou-se intensa batalha jurídica que continua até hoje.

PISCINAS DIFERENTES

Com abundância de água, o Thermas dos Laranjais criou várias atrações, algumas inéditas no Brasil, como as chamadas piscinas de ressurgência, que é a junção das águas termais com sais minerais que proporciona intenso relaxamento e impede que a pessoa afunde. Uma delas, mais conhecida como Mar de Israel, simula as mesmas condições do Mar Morto, com alta concentração de sal na água. Neste caso, o problema é entrar com algum ferimento, que provoca ardência instantânea, mas também ajuda na cicatrização do machucado. 



Comentários

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Para fugir ou 'se jogar' no inverno

Temperaturas extremas geralmente dividem opiniões, caso do frio típico (e intenso) deste mês. Pensando nisso, o Diário reuniu opções tanto para quem não suporta ‘bater os dentes’, e sonha em poder se esquentar em parques aquáticos com água termal, quanto para quem quer mais é se sentir na pele o termômetro despencar. Tudo para fazer de carro.

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

11/07/2019 | 07:18


A temperatura despencou radicalmente nos últimos dias no Grande ABC e nos fez lembrar que, de fato, entramos no inverno. Que outro lugar gostaríamos de estar não fosse embaixo das cobertas, não é mesmo? Que tal em um parque aquático com águas quentinhas, chegando aos 40°C? Nada mau. Melhor ainda saber que esse paraíso não só existe, mas pode estar a apenas um tanque de combustível da sua casa.

Uma das principais opções é o recém-inaugurado Thermas da Mata, em Cotia, a 85 quilômetros de distância da região (uma hora e 15 minutos de carro). Ali está surgindo empreendimento dos mesmos donos do Thermas Water Park, em São Pedro, que tem a ambição de concorrer com os já consolidados parques de Olímpia, no Interior, e de Rio Quente e Caldas Novas, ambos em Goiás.

Inicialmente, foram investidos R$ 12 milhões no projeto, que teve como base o Clube dos Comerciários, que existia no local de 200 mil metros quadrados cercado por mata nativa. A primeira etapa foi finalizada em junho com o Hot Island, área com piscina de águas quentes, cascata de três quedas e ofurôs, com água a pelo menos 36°C. O parque conta ainda com o Bar da Ilha, palco e cabanas privativas, para quem exige exclusividade.

O cronograma prevê inauguração de espaços a cada seis meses até a conclusão do projeto, em três anos. O próximo passo será a criação de piscina com nove tipos de ondas e faixa de areia, rio lento, brinquedos aquáticos para crianças, simulador de surfe, half pipe, tênis de areia, quadra de vôlei, toboáguas, deque, lojas, restaurantes, 60 apartamentos, pousada com 20 quartos e 27 chalés duplex com lareira.

Além de ser pertinho, os preços são atrativos. Comprando pelo site (www.thermasdamata.com.br), o bilhete para o day use custa R$ 50. Crianças de 3 a 12 anos, pessoas com mais de 65 e deficientes físicos pagam R$ 40. Já a diária da hospedagem, em quarto de 23 metros quadrados, custa a partir de R$ 130 por pessoa, sendo que a capacidade é de quatro usuários. Nos chalés de 60 metros quadrados e que comportam até seis turistas, a diária sai a partir de R$ 190.

Outra opção também pertinho do Grande ABC é o Thermas Hot World, em Águas de Lindóia, a 204 quilômetros ou duas horas e cinquenta minutos de carro. O empreendimento é equipado com piscinas interligadas que, juntas, comportam mais de 2 milhões de litros de águas quentes. São diversas atrações, como escorregadores, toboáguas, espaço baby and kids, ofurô gigante, baldão de 1.250 litros, bar molhado, cascatas, quiosques e cantinho da mamãe, entre outros.

Para compensar o maior custo com combustível, o ingresso é mais em conta. Adultos pagam R$ 39,90, crianças de 1 a 5 anos, R$ 12,90, de 6 a 11, pessoas com mais de 60 anos, deficientes físicos, aniversariantes do mês, professores da rede pública R$ 29,90. Pelo site (www.thermashotworld.com) é possível parcelar.

Mais distante (312 quilômetros ou três horas e 45 minutos), mas ainda assim imperdível, está Águas de Santa Bárbara, um dos cem municípios considerados estâncias hidrominerais pelo Estado. A água, de origem vulcânica, possui propriedades terapêuticas e é recomendada para problemas digestivos, dermatológicos e respiratórios. Opção de hospedagem é o Vale das Águas, que é mistura de hotel fazenda com parque aquático. A diária em julho para casal com duas crianças sai a partir de R$ 905, com pensão completa: café da manhã, almoço, chá da tarde e jantar (bebidas são pagas à parte).

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Quem tem um pouco mais de tempo e paciência para enfrentar a estrada, ótima opção é o Blue Tree Park, em Lins, a 450 quilômetros do Grande ABC ou cinco horas e 20 minutos de carro. Esse é o maior resort de águas termais do Estado, com 2.800 metros quadrados de piscinas de águas termais, e possui infraestrutura completa com água que varia entre 36°C a 40°C. Além do parque aquático, o hotel dispõe de quadras de tênis, de vôlei de areia, de gateball (que utiliza taco e bola) e poliesportiva, campo de futebol, pistas de cooper e ciclismo, spa, fitness center e lago para pesca. Para quem curte aventura, há área de esportes radicais, como tirolesa e arvorismo, além de equipe de recreação.

Os quartos em julho são bastante concorridos. Família com dois adultos e duas crianças paga a partir de R$ 770 a diária com pensão completa.


Caldas Novas e Rio Quente são atrações na região central

Separadas por 50 quilômetros, Caldas Novas e Rio Quente, em Goiás, concentram o maior complexo de águas termais naturais do mundo, destino perfeito para quem deseja fugir do frio. Mas quem não quiser encarar as dez horas de estrada do Grande ABC até lá, o jeito é investir em voos diretos para Caldas Novas, que, em julho, dificilmente saem por menos de R$ 2.000 por pessoa. Opção mais em conta é descer em Goiânia, que custa em torno de R$ 700 o trecho, alugar um carro e dirigir duas horas até lá.

Em Rio Quente está localizado o Hot Park, nono parque aquático mais visitado do mundo, com cerca de 1,5 milhão de turistas por ano. Cercado por resorts luxuosos, tem atrações para todas as idades, em espaço de 55 mil metros quadrados e com água acima de 36°C. Entre as principais atrações estão a piscina com correnteza chamada Lazy River e a famosa Praia do Cerrado, que é uma das maiores piscinas com ondas da América do Sul. Ingressos vão de R$ 100 a R$ 130.

Ali ao lado, em Caldas Novas, está o Thermas diRoma, que tem 13 opções de hospedagem na cidade e mantém o parque aquático mais famoso da cidade, o Acqua Park. Com mais de 20 atrações em 55 mil metros quadrados, o empreendimento tem capacidade para 5.000 visitantes por dia. Em julho, as unidades do Thermas diRoma ainda estão em clima de Festa Julina e, além de dois acessos gratuitos por dia ao Acqua Park, oferece arraial com música ao vivo, bingo e cardápio repleto de delícias típicas. A diária custa a partir de R$ 788 para casal com duas crianças no sistema de meia pensão – café da manhã e almoço ou jantar.


Dois parques fazem de Olímpia a queridinha

Olímpia, no Interior de São Paulo, é um verdadeiro paraíso para quem busca águas quentes. A cidade, de 54 mil habitantes, tem nos parques Thermas dos Laranjais e Hot Beach o motor da economia local. O Thermas é o quarto mais visitado do mundo e o primeiro do Brasil, com 2 milhões de visitantes por ano. Já o segundo, inaugurado em 2017, está seguindo o mesmo caminho e já conta com 400 mil turistas a cada temporada.

Apesar de terem em comum as águas quentes, com temperaturas que variam de 26°C a 38°C, os parques são bem diferentes. Fundado em 1987 como clube e depois batizado como parque aquático em 2000, junto com a inauguração da piscina de ondas artificiais, o Thermas dos Laranjais, que tem capacidade para receber até 20 mil visitantes por dia, tem bem mais brinquedos, principalmente aqueles que exigem certa dose de coragem dos turistas.

O ingresso do Thermas dos Laranjais em julho custa R$ 100 (inteira), R$ 50 (crianças de 7 a 12 anos, pessoas com mais de 60 anos, professores e funcionários do ensino público) e R$ 10 (de 1 a 6 anos).

Já o Hot Beach, que tem capacidade para 8.000 visitantes por dia, é menor e mais moderno, com decoração impecável e que, muitas vezes, faz com que o visitante esqueça que está curtindo praia mesmo estando no Interior de São Paulo. Diferente do Thermas dos Laranjais, a proposta ali é relaxar.

Para passar o dia no Hot Beach, o visitante paga R$ 110 (inteira), R$ 55 (meia-entrada), sendo que crianças até 6 anos não pagam.

ONDE FICAR

São inúmeras opções de hospedagem em Olímpia. Há desde hotéis mais simples, espalhados pela cidade, como os luxuosos resorts construídos nas redondezas dos dois parques aquáticos e que, além do ingresso, oferecem vantagem como acesso exclusivo e piscinas também com águas quentes.

Excelente opção é o Enjoy Olímpia Park Resort, que fica bem ao lado do Thermas dos Laranjais e tem como público-alvo as famílias. O empreendimento está equipado com 456 apartamentos e conta com piscinas exclusivas. A diária para família com dois adultos e duas crianças até 12 anos sai a partir de R$ 557 nas férias de julho.


Aquífero Guarani é o segredo da água termal

A água quente que brota do chão em várias cidades de São Paulo é um mistério para a maioria das pessoas. Na verdade, não é mágica; são perfurações feitas no Aquífero Guarani, segundo maior reservatório subterrâneo de água doce do planeta – atrás apenas do Aquífero Alter do Chão, recentemente descoberto e que passa por Amazonas, Pará e Amapá –, com extensão de 1,2 milhão de quilômetros e que atravessa Uruguai, Argentina e Paraguai, apesar de que 70% está sob o território brasileiro.

O volume de água encontrado ali é imensurável, mas estima-se que seria suficiente para abastecer a população brasileira durante 2.500 anos, principalmente porque tem a capacidade de recarregar até 160 quilômetros quadrados por ano de acordo com as chuvas.

O mais incrível desta história é que toda essa água límpida e quente foi descoberta por acaso. Com a criação da Petrobras, em 1953, a estatal passou a fazer perfurações no solo em várias cidades brasileiras em busca de petróleo. Em Olímpia, no Interior, a 460 quilômetros do Grande ABC, foi feito um furo profundo, e os técnicos encontraram apenas água quente. Em um primeiro momento, os acessos foram fechados, mas a partir da década de 1980 percebeu-se que ali estava escondido um outro tesouro, que mudou o destino da cidade e da região Noroeste do Estado de São Paulo.

Grupos de fazendeiros e empresários resolveram aproveitar a perfuração e criaram, em 1987, clube para moradores de Olímpia desfrutarem das águas quentes. A fama do local foi crescendo até que, em 2000, o local passou a ser chamado Thermas dos Laranjais, que se transformou no maior parque aquático do Brasil, com mais de 2 milhões de visitantes por ano.

A disputa pela água do Aquífero Guarani, no entanto, foi parar várias vezes na Justiça. A prefeitura de Olímpia diz que o Thermas dos Laranjais tem autorização, concedida nos anos de 1980, para explorar o furo feito pela Petrobras. O parque, inclusive, fez outra perfuração, em 2004, para retirar mais água do reservatório. Em 2009, os poços chegaram a ser lacrados por alguns dias, mas, na sequência, foram liberados, e iniciou-se intensa batalha jurídica que continua até hoje.

PISCINAS DIFERENTES

Com abundância de água, o Thermas dos Laranjais criou várias atrações, algumas inéditas no Brasil, como as chamadas piscinas de ressurgência, que é a junção das águas termais com sais minerais que proporciona intenso relaxamento e impede que a pessoa afunde. Uma delas, mais conhecida como Mar de Israel, simula as mesmas condições do Mar Morto, com alta concentração de sal na água. Neste caso, o problema é entrar com algum ferimento, que provoca ardência instantânea, mas também ajuda na cicatrização do machucado. 

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