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Estudo estima que aeroporto na região injetaria R$ 12 bi

Contri Creative Commons Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Levantamento apresenta que 187 mil postos de trabalhos diretos e indiretos poderiam ser gerados com construção de terminal aéreo no Grande ABC


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

09/07/2019 | 08:58


Estudo divulgado neste mês estima que possível instalação de aeroporto no Grande ABC injetaria R$ 12 bilhões à economia da região. O levantamento está presente na 8ª edição da chamada Carta de Conjuntura, formulada pelo Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano).

O documento, assinado pelos pesquisadores Volney Gouveia e Lúcio Flávio da Silva Freitas, projeta cenários econômicos para as sete cidades com a construção de um terminal aéreo na região, pauta defendida por agentes públicos do Grande ABC nos últimos anos.

Os R$ 12 bilhões projetados pelo estudo tratam-se da soma dos ganhos com o processo de instalação do equipamento (R$ 9,6 bilhões) – o que é chamado de “efeito para trás” – e com o impacto na produção de diversos setores com a existência do aeroporto (R$ 2,4 bilhões) – batizado de “efeito para frente”.

O impacto na receita das companhias aéreas com um aeroporto, segundo o levantamento, seria de R$ 7,7 bilhões e poderia proporcionar desenvolvimento até para a Região Metropolitana e para o próprio Estado – são listadas as companhias Gol, Azul, Latam e Avianca.

O documento destaca ainda que a existência do equipamento ajudaria a desafogar o crescente tráfego de passageiros dos dois principais aeroportos paulistas: Congonhas, na Capital, e Cumbica, em Guarulhos. Nesse contexto, prevê o levantamento, a taxa de expansão da capacidade seria de 5% ao ano para Congonhas e de 6,9% para Guarulhos.

EMPREGO E RENDA
A instalação de eventual aeroporto na região também causaria efeitos positivos nos índices de emprego e renda, segundo o levantamento. Os números do estudo dão conta de que a geração de renda elevaria em R$ 2,5 bilhões e o número de oportunidades chegaria a 187 mil postos de trabalhos diretos e indiretos.

INDÚSTRIA
O momento delicado da indústria no Grande ABC é outro item citado no documento, que, inclusive, coloca os possíveis ganhos com o aeroporto como alternativa às recentes perdas no setor. Com o equipamento, a fatia de participação da indústria no no PIB (Produto Interno Bruto) da região subiria de 20% para 29%. “Identificar novos nichos de mercado, como a indústria de aviação comercial e seus derivados (indústria aeronáutica, projetos de aeroportos), contribuirá para manter o protagonismo econômico da região em âmbito nacional, principalmente depois da recente decisão da montadora Ford de fechar suas operações na cidade de São Bernardo, o que impactaria diretamente nos níveis de emprego e renda do município”, defende o documento.

A construção de aeroporto na região é debatida pelo menos desde 2013, quando o assunto foi levantado por Luiz Marinho (PT), então prefeito de São Bernardo. No último estudo, em sua sétima edição, Volney Garcia apontou pelo menos três possíveis áreas no município que poderiam abrigar o novo aeroporto, sendo todos eles em solo são-bernardense. 



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Estudo estima que aeroporto na região injetaria R$ 12 bi

Levantamento apresenta que 187 mil postos de trabalhos diretos e indiretos poderiam ser gerados com construção de terminal aéreo no Grande ABC

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

09/07/2019 | 08:58


Estudo divulgado neste mês estima que possível instalação de aeroporto no Grande ABC injetaria R$ 12 bilhões à economia da região. O levantamento está presente na 8ª edição da chamada Carta de Conjuntura, formulada pelo Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano).

O documento, assinado pelos pesquisadores Volney Gouveia e Lúcio Flávio da Silva Freitas, projeta cenários econômicos para as sete cidades com a construção de um terminal aéreo na região, pauta defendida por agentes públicos do Grande ABC nos últimos anos.

Os R$ 12 bilhões projetados pelo estudo tratam-se da soma dos ganhos com o processo de instalação do equipamento (R$ 9,6 bilhões) – o que é chamado de “efeito para trás” – e com o impacto na produção de diversos setores com a existência do aeroporto (R$ 2,4 bilhões) – batizado de “efeito para frente”.

O impacto na receita das companhias aéreas com um aeroporto, segundo o levantamento, seria de R$ 7,7 bilhões e poderia proporcionar desenvolvimento até para a Região Metropolitana e para o próprio Estado – são listadas as companhias Gol, Azul, Latam e Avianca.

O documento destaca ainda que a existência do equipamento ajudaria a desafogar o crescente tráfego de passageiros dos dois principais aeroportos paulistas: Congonhas, na Capital, e Cumbica, em Guarulhos. Nesse contexto, prevê o levantamento, a taxa de expansão da capacidade seria de 5% ao ano para Congonhas e de 6,9% para Guarulhos.

EMPREGO E RENDA
A instalação de eventual aeroporto na região também causaria efeitos positivos nos índices de emprego e renda, segundo o levantamento. Os números do estudo dão conta de que a geração de renda elevaria em R$ 2,5 bilhões e o número de oportunidades chegaria a 187 mil postos de trabalhos diretos e indiretos.

INDÚSTRIA
O momento delicado da indústria no Grande ABC é outro item citado no documento, que, inclusive, coloca os possíveis ganhos com o aeroporto como alternativa às recentes perdas no setor. Com o equipamento, a fatia de participação da indústria no no PIB (Produto Interno Bruto) da região subiria de 20% para 29%. “Identificar novos nichos de mercado, como a indústria de aviação comercial e seus derivados (indústria aeronáutica, projetos de aeroportos), contribuirá para manter o protagonismo econômico da região em âmbito nacional, principalmente depois da recente decisão da montadora Ford de fechar suas operações na cidade de São Bernardo, o que impactaria diretamente nos níveis de emprego e renda do município”, defende o documento.

A construção de aeroporto na região é debatida pelo menos desde 2013, quando o assunto foi levantado por Luiz Marinho (PT), então prefeito de São Bernardo. No último estudo, em sua sétima edição, Volney Garcia apontou pelo menos três possíveis áreas no município que poderiam abrigar o novo aeroporto, sendo todos eles em solo são-bernardense. 

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