Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 22 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Gastos das Câmaras da região têm média de R$ 80 per capita

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Valor despendido no âmbito regional dentro do exercício de 2018 fica abaixo do índice estadual


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

08/07/2019 | 09:10


 Em levantamento do denominado Mapa das Câmaras, feito pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), os Legislativos do Grande ABC têm despesa média per capita no valor de R$ 80,16, quantia um pouco abaixo, mas bem próxima do índice estadual, que atinge R$ 81,76, baseado no exercício de 2018. Foram registrados gastos da ordem de R$ 222,1 milhões nos sete municípios durante o ano passado. A região congrega 142 vereadores, com subsídios fixos que variam de R$ 6.000 (de Rio Grande da Serra) a R$ 15 mil (referente a Santo André e São Bernardo). São, ao todo, 1.285 servidores entre as casas (confira arte acima).

A maioria das Câmaras do Grande ABC registra montante inferior ao percentual analisado na esfera paulista, só que São Caetano encabeça a lista regional e puxa o número para cima, com gasto de R$ 287,44 per capita – a cidade possui 160,2 mil habitantes versus dispêndio total de R$ 46 milhões no último ano. No ranking geral, liderado por municípios pequenos em extensão e na quantidade de moradores, a exemplo de Borá (R$ 854), Nova Castilho (R$ 603) e Flora Rica (R$ 529), São Caetano fica na 39ª posição.

A Câmara de Ribeirão Pires registrou desembolso de R$ 77,51 per capita, enquanto que Diadema relatou despesa de R$ 76,75. Maior cidade da região, São Bernardo aparece no quadro com gasto de R$ 70,16 – foram R$ 58,4 milhões no período. Os Legislativos de Santo André e Rio Grande apresentaram custos de R$ 63,81 (R$ 45,6 milhões no total) e R$ 60,66 (ao todo, R$ 3 milhões), respectivamente. O município do Grande ABC com menor consumo per capita foi Mauá, que fechou a conta com R$ 57,89 – a casa computou R$ 27 milhões ante 468,1 mil habitantes.

A lista do TCE é composta por 644 cidades, pois exclui-se São Paulo. Do outro lado da tabela, Orlândia, no interior do Estado, é o município com valor mais baixo per capita, com registro de R$ 23,19 – a Câmara gastou R$ 1,013 milhão e tem 43,6 mil habitantes. Na sequência aparecem as cidades de Bariri (R$ 23,82) e São João da Boa Vista (R$ 27,01).

O repasse mensal de valores do Executivo ao Legislativo observa preceitos constitucionais. O percentual do duodécimo transferido é estabelecido respeitando faixas de limites atreladas ao número de habitantes, com variação de 3,5% (para municípios com população acima de 8 milhões) a 7%, quando a quantidade de moradores vai até 100 mil. A respectiva Câmara, por sua vez, pode fazer a devolução dos recursos que não forem utilizados.

OUTRO LADO
Em resposta ao Diário, o Legislativo de São Caetano elencou série de medidas para conter os custos, citando enxugamento de contratos. Sobre as despesas, alegou que tomando por base o Mapa das Câmaras, em comparação com as demais do Grande ABC, o valor do gasto total da casa é, por exemplo, próximo ao das Câmaras de Santo André e São Bernardo. “Entretanto, o número de habitantes, comparado a essas duas cidades, é bem menor, fazendo com que o valor do gasto per capita seja alto. Ressaltamos que São Caetano, por lei, recebe o repasse de 6% do orçamento especificado na LOA (Lei Orçamentária Anual), sendo o orçamento da casa para o ano de 2018 aprovado em R$ 50,4 milhões.”



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Gastos das Câmaras da região têm média de R$ 80 per capita

Valor despendido no âmbito regional dentro do exercício de 2018 fica abaixo do índice estadual

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

08/07/2019 | 09:10


 Em levantamento do denominado Mapa das Câmaras, feito pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), os Legislativos do Grande ABC têm despesa média per capita no valor de R$ 80,16, quantia um pouco abaixo, mas bem próxima do índice estadual, que atinge R$ 81,76, baseado no exercício de 2018. Foram registrados gastos da ordem de R$ 222,1 milhões nos sete municípios durante o ano passado. A região congrega 142 vereadores, com subsídios fixos que variam de R$ 6.000 (de Rio Grande da Serra) a R$ 15 mil (referente a Santo André e São Bernardo). São, ao todo, 1.285 servidores entre as casas (confira arte acima).

A maioria das Câmaras do Grande ABC registra montante inferior ao percentual analisado na esfera paulista, só que São Caetano encabeça a lista regional e puxa o número para cima, com gasto de R$ 287,44 per capita – a cidade possui 160,2 mil habitantes versus dispêndio total de R$ 46 milhões no último ano. No ranking geral, liderado por municípios pequenos em extensão e na quantidade de moradores, a exemplo de Borá (R$ 854), Nova Castilho (R$ 603) e Flora Rica (R$ 529), São Caetano fica na 39ª posição.

A Câmara de Ribeirão Pires registrou desembolso de R$ 77,51 per capita, enquanto que Diadema relatou despesa de R$ 76,75. Maior cidade da região, São Bernardo aparece no quadro com gasto de R$ 70,16 – foram R$ 58,4 milhões no período. Os Legislativos de Santo André e Rio Grande apresentaram custos de R$ 63,81 (R$ 45,6 milhões no total) e R$ 60,66 (ao todo, R$ 3 milhões), respectivamente. O município do Grande ABC com menor consumo per capita foi Mauá, que fechou a conta com R$ 57,89 – a casa computou R$ 27 milhões ante 468,1 mil habitantes.

A lista do TCE é composta por 644 cidades, pois exclui-se São Paulo. Do outro lado da tabela, Orlândia, no interior do Estado, é o município com valor mais baixo per capita, com registro de R$ 23,19 – a Câmara gastou R$ 1,013 milhão e tem 43,6 mil habitantes. Na sequência aparecem as cidades de Bariri (R$ 23,82) e São João da Boa Vista (R$ 27,01).

O repasse mensal de valores do Executivo ao Legislativo observa preceitos constitucionais. O percentual do duodécimo transferido é estabelecido respeitando faixas de limites atreladas ao número de habitantes, com variação de 3,5% (para municípios com população acima de 8 milhões) a 7%, quando a quantidade de moradores vai até 100 mil. A respectiva Câmara, por sua vez, pode fazer a devolução dos recursos que não forem utilizados.

OUTRO LADO
Em resposta ao Diário, o Legislativo de São Caetano elencou série de medidas para conter os custos, citando enxugamento de contratos. Sobre as despesas, alegou que tomando por base o Mapa das Câmaras, em comparação com as demais do Grande ABC, o valor do gasto total da casa é, por exemplo, próximo ao das Câmaras de Santo André e São Bernardo. “Entretanto, o número de habitantes, comparado a essas duas cidades, é bem menor, fazendo com que o valor do gasto per capita seja alto. Ressaltamos que São Caetano, por lei, recebe o repasse de 6% do orçamento especificado na LOA (Lei Orçamentária Anual), sendo o orçamento da casa para o ano de 2018 aprovado em R$ 50,4 milhões.”

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;