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Bebê recebe vacina vencida em unidade de saúde de São Caetano


Bia Moço

06/07/2019 | 09:11


Um bebê de 2 meses foi imunizado com vacina vencida contra o rotavírus na unidade de Saúde Nair Spina Benedicts, no bairro Oswaldo Cruz, em São Caetano, em maio. Questionada, a Prefeitura prometeu abrir sindicância para apurar os fatos.

Segundo a mãe de Caio Teixeira Piloni, a fisioterapeuta Juliana Schalch Teixeira, 39 anos, ela só se deu conta do problema na manhã de ontem, quando levou o filho, agora com 4 meses, para receber a segunda dose da proteção.

Juliana explicou à equipe do Diário que, ao olhar a carteira de vacinação do bebê, percebeu que a primeira dose aplicada estava com o prazo de validade vencido. “As enfermeiras colam a etiqueta da vacina na carteirinha. A dose foi dada em maio, mas a validade era abril”, relatou.

De acordo com Juliana, na unidade de saúde, foi informada pelos funcionários que a aplicação da vacina até 30 dias após o vencimento “não traria problemas”. Revoltada, a mãe procurou a Vigilância Sanitária do município e, segundo ela, foi dito que o órgão “não poderia fazer nada”. Posteriormente, ela recorreu à ouvidoria do SUS (Sistema Único de Saúde) para registrar o ocorrido.

“O Caio não teve nenhuma complicação, mas não sei se vacina vencida tem efeito. Procurei a pediatra e ela me disse que ele não pode tomar a segunda dose outra vez. Achei um absurdo isso tudo, pois administraram medicação vencida em um bebê de 2 meses. É descaso e um risco à população”, reclamou Juliana.
Professor de infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Juvêncio Duailibe Furtado destaca que todos os produtos, em especial da saúde, devem seguir os prazos de validade. No caso da vacina, caso seja ministrada já vencida, o principal problema é não funcionar.

“Não conheço dano direto causado por uma vacina vencida. Não é praxe aplicar doses fora da validade. Deve-se considerar, entretanto, que os produtos em geral têm prazos nas tarjas dos rótulos justamente para que eventuais equívocos não causem danos. No caso da vacina, (o prejuízo) seria a ineficácia da imunização”, explicou Furtado.

Embora o médico confirme que até 30 dias após o vencimento a imunização ainda está apta ao uso, ele reforça que o ato não é aconselhável. “Não se deve administrar uma vacina vencida”, afirmou. Ele destacou ainda a importância das campanhas de imunização e de manter a carteira de vacinação atualizada. 



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Bebê recebe vacina vencida em unidade de saúde de São Caetano

Bia Moço

06/07/2019 | 09:11


Um bebê de 2 meses foi imunizado com vacina vencida contra o rotavírus na unidade de Saúde Nair Spina Benedicts, no bairro Oswaldo Cruz, em São Caetano, em maio. Questionada, a Prefeitura prometeu abrir sindicância para apurar os fatos.

Segundo a mãe de Caio Teixeira Piloni, a fisioterapeuta Juliana Schalch Teixeira, 39 anos, ela só se deu conta do problema na manhã de ontem, quando levou o filho, agora com 4 meses, para receber a segunda dose da proteção.

Juliana explicou à equipe do Diário que, ao olhar a carteira de vacinação do bebê, percebeu que a primeira dose aplicada estava com o prazo de validade vencido. “As enfermeiras colam a etiqueta da vacina na carteirinha. A dose foi dada em maio, mas a validade era abril”, relatou.

De acordo com Juliana, na unidade de saúde, foi informada pelos funcionários que a aplicação da vacina até 30 dias após o vencimento “não traria problemas”. Revoltada, a mãe procurou a Vigilância Sanitária do município e, segundo ela, foi dito que o órgão “não poderia fazer nada”. Posteriormente, ela recorreu à ouvidoria do SUS (Sistema Único de Saúde) para registrar o ocorrido.

“O Caio não teve nenhuma complicação, mas não sei se vacina vencida tem efeito. Procurei a pediatra e ela me disse que ele não pode tomar a segunda dose outra vez. Achei um absurdo isso tudo, pois administraram medicação vencida em um bebê de 2 meses. É descaso e um risco à população”, reclamou Juliana.
Professor de infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Juvêncio Duailibe Furtado destaca que todos os produtos, em especial da saúde, devem seguir os prazos de validade. No caso da vacina, caso seja ministrada já vencida, o principal problema é não funcionar.

“Não conheço dano direto causado por uma vacina vencida. Não é praxe aplicar doses fora da validade. Deve-se considerar, entretanto, que os produtos em geral têm prazos nas tarjas dos rótulos justamente para que eventuais equívocos não causem danos. No caso da vacina, (o prejuízo) seria a ineficácia da imunização”, explicou Furtado.

Embora o médico confirme que até 30 dias após o vencimento a imunização ainda está apta ao uso, ele reforça que o ato não é aconselhável. “Não se deve administrar uma vacina vencida”, afirmou. Ele destacou ainda a importância das campanhas de imunização e de manter a carteira de vacinação atualizada. 

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