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Mauá perde prazo e atrasa em um ano obras de contenção de áreas de risco

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Recurso estava destinado para contenção de encostas no município


Aline Melo

06/07/2019 | 08:24


O atraso no envio de materiais técnicos, documentos, memoriais descritivos, orçamentos e projetos para o governo federal, pela Prefeitura de Mauá, quase resultou na perda de convênio no valor de R$ 44 milhões com o Ministério do Desenvolvimento Regional. O recurso estava destinado para contenção de encostas em alto risco e muito alto risco no município.

Com a maior parte do seu território ocupado de forma irregular, a cidade registrou, em fevereiro deste ano, as mortes de quatro crianças em decorrência de deslocamentos de terra no Jardim Zaíra 6. Ontem, após horas seguidas de chuvas, aos menos dois deslizamentos foram registrados, no Jardim Boa Vista e no Zaíra, dessa vez, sem vítimas.

Segundo a administração da prefeita Alaíde Damo (MDB), o aporte estava praticamente perdido, tendo em vista que as documentações solicitadas pela Caixa à administração do ex-prefeito Atila Jacomussi (PSB) – cassado pela Câmara em abril acusado de cometer crime de responsabilidade ao se ausentar do cargo enquanto esteve preso por suspeita de desvio de verbas da merenda – não foram entregues no prazo e as exigências contratuais não foram cumpridas. Diante do cenário, em maio, a Prefeitura protocolou pedido para que o órgão federal prorrogasse o prazo para apresentação dos dados e, dessa forma, não perder o investimento.

Diante da solicitação, o banco federal concedeu mais um ano para que a Prefeitura apresente todos os documentos. “Agora vamos correr para regularizar a situação e carimbar essa verba para Mauá, que sofre tanto no período de chuvas”, afirmou a prefeita. “Planejamento e organização são essenciais na administração pública e cobro isso da minha equipe. Não podemos perder verbas”, completou.

Conforme a administração mauaense, a equipe técnica da Secretaria de Obras iniciará discussão com o Ministério do Desenvolvimento Regional para decidir quais serão as áreas contempladas com as melhorias.

Preliminarmente, foram indicados pontos nos bairros Jardim Zaíra, Alto da Boa Vista e Jardim Rosina. Entretanto, de acordo com a Prefeitura, a lista é parcial, já que mais locais deverão ser incluídos nas próximas semanas, com base em estudos que estão em andamento. A decisão final será tomada pelo governo federal, seguindo critérios técnicos.

EPISÓDIO RECENTE
Na tarde de ontem, após várias horas de chuva, foram registrados dois escorregamentos de terra em imóveis de áreas de risco, um na Rua Luiz Aletto, no Jardim Alto da Boa Vista, que resultou em uma vítima com pequenas escoriações. O segundo episódio ocorreu Rua Mansur José Sadek, Jardim Zaíra e, neste caso, não houve feridos.

Em fevereiro, quatro crianças morreram vítimas de deslizamentos

Em período de 17 anos, Mauá contabilizou 14 mortes em decorrência de deslizamentos de terra em áreas de risco. As tragédias mais recentes ocorreram em fevereiro, quando quatro crianças foram soterradas no Jardim Zaíra 6.

Em dezembro do ano passado, reportagem do Diário alertou que pelo menos 33 bairros da região aparecem em lista de áreas vulneráveis a ocorrências de alagamentos e deslizamentos de terra, conforme mapeamento feito pelas equipes da Defesa Civil de Santo André, São Bernardo e Mauá.

A maior parte dos 33 trechos está em Mauá. São 13 os locais em estado de alerta na cidade. Além de bairros como o Zaíra, constam no mapeamento Cequeira Leite, Pajussara, Itapark, Oratório, Magini, Jardim Ipê, Jardim Elizabeth, Jardim Eden, além de locais mais sujeitos a alagamentos, como Capuava, Centro e Cecília. O Jardim Kennedy, onde criança de 10 anos morreu no dia 1º de janeiro de 2018, após escorregamento de terra, também segue na lista.



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Mauá perde prazo e atrasa em um ano obras de contenção de áreas de risco

Recurso estava destinado para contenção de encostas no município

Aline Melo

06/07/2019 | 08:24


O atraso no envio de materiais técnicos, documentos, memoriais descritivos, orçamentos e projetos para o governo federal, pela Prefeitura de Mauá, quase resultou na perda de convênio no valor de R$ 44 milhões com o Ministério do Desenvolvimento Regional. O recurso estava destinado para contenção de encostas em alto risco e muito alto risco no município.

Com a maior parte do seu território ocupado de forma irregular, a cidade registrou, em fevereiro deste ano, as mortes de quatro crianças em decorrência de deslocamentos de terra no Jardim Zaíra 6. Ontem, após horas seguidas de chuvas, aos menos dois deslizamentos foram registrados, no Jardim Boa Vista e no Zaíra, dessa vez, sem vítimas.

Segundo a administração da prefeita Alaíde Damo (MDB), o aporte estava praticamente perdido, tendo em vista que as documentações solicitadas pela Caixa à administração do ex-prefeito Atila Jacomussi (PSB) – cassado pela Câmara em abril acusado de cometer crime de responsabilidade ao se ausentar do cargo enquanto esteve preso por suspeita de desvio de verbas da merenda – não foram entregues no prazo e as exigências contratuais não foram cumpridas. Diante do cenário, em maio, a Prefeitura protocolou pedido para que o órgão federal prorrogasse o prazo para apresentação dos dados e, dessa forma, não perder o investimento.

Diante da solicitação, o banco federal concedeu mais um ano para que a Prefeitura apresente todos os documentos. “Agora vamos correr para regularizar a situação e carimbar essa verba para Mauá, que sofre tanto no período de chuvas”, afirmou a prefeita. “Planejamento e organização são essenciais na administração pública e cobro isso da minha equipe. Não podemos perder verbas”, completou.

Conforme a administração mauaense, a equipe técnica da Secretaria de Obras iniciará discussão com o Ministério do Desenvolvimento Regional para decidir quais serão as áreas contempladas com as melhorias.

Preliminarmente, foram indicados pontos nos bairros Jardim Zaíra, Alto da Boa Vista e Jardim Rosina. Entretanto, de acordo com a Prefeitura, a lista é parcial, já que mais locais deverão ser incluídos nas próximas semanas, com base em estudos que estão em andamento. A decisão final será tomada pelo governo federal, seguindo critérios técnicos.

EPISÓDIO RECENTE
Na tarde de ontem, após várias horas de chuva, foram registrados dois escorregamentos de terra em imóveis de áreas de risco, um na Rua Luiz Aletto, no Jardim Alto da Boa Vista, que resultou em uma vítima com pequenas escoriações. O segundo episódio ocorreu Rua Mansur José Sadek, Jardim Zaíra e, neste caso, não houve feridos.

Em fevereiro, quatro crianças morreram vítimas de deslizamentos

Em período de 17 anos, Mauá contabilizou 14 mortes em decorrência de deslizamentos de terra em áreas de risco. As tragédias mais recentes ocorreram em fevereiro, quando quatro crianças foram soterradas no Jardim Zaíra 6.

Em dezembro do ano passado, reportagem do Diário alertou que pelo menos 33 bairros da região aparecem em lista de áreas vulneráveis a ocorrências de alagamentos e deslizamentos de terra, conforme mapeamento feito pelas equipes da Defesa Civil de Santo André, São Bernardo e Mauá.

A maior parte dos 33 trechos está em Mauá. São 13 os locais em estado de alerta na cidade. Além de bairros como o Zaíra, constam no mapeamento Cequeira Leite, Pajussara, Itapark, Oratório, Magini, Jardim Ipê, Jardim Elizabeth, Jardim Eden, além de locais mais sujeitos a alagamentos, como Capuava, Centro e Cecília. O Jardim Kennedy, onde criança de 10 anos morreu no dia 1º de janeiro de 2018, após escorregamento de terra, também segue na lista.

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