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Bebê recebe vacina vencida em São Caetano

Divulgação/PMSCS Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mãe percebeu o problema dois meses depois; Prefeitura disse que vai abrir sindicância para apurar o caso


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

05/07/2019 | 15:49


Um bebê de dois meses tomou vacina vencida contra o rotavírus no posto de Saúde Nair Spina Benedicts, no bairro Oswaldo Cruz, em São Caetano, em maio. Questionada, a Prefeitura de São Caetano disse que abrirá sindicância para apurar os fatos. Em 2015, o Diário noticiou o mesmo erro no município de Santo André (leia mais aqui).

Segundo a mãe de Caio Teixeira Piloni, a fisioterapeuta Juliana Schalch Teixeira, 39 anos, ela só se deu conta do problema na manhã desta sexta-feira (3), quando levou o filho, agora com quatro meses, para receber a segunda dose.

Ela explicou à reportagem que, ao olhar a carteira de vacinação do bebê, percebeu que a primeira aplicação estava com o prazo de validade vencido, já que foi ministrada em maio, e tinha validade para abril. “As enfermeiras colam a etiqueta da vacina na carteirinha. A dose foi dada em maio, mas a validade era para abril”, relatou.

De acordo com Juliana, ao se dirigir à unidade os funcionários disseram que ministrar a vacina até 30 dias após o vencimento “não tem problema”. Revoltada, procurou a Vigilância Sanitária, que a informou que “não poderia fazer nada”. Sem solução, ligou na ouvidoria do SUS (Sistema Único de Saúde) para registrar o ocorrido.

“O Caio não teve nenhuma complicação, mas não sei se vacina vencida tem efeito. Procurei a pediatra e ela me disse que não pode tomar a dose outra vez. Achei um absurdo isso tudo, pois administraram medicação vencida em um bebê de dois meses. Acho um descaso e um perigo com a população”, reclamou Juliana.

Professor de Infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Juvêncio Duailibe Furtado, destaca que todos os produtos, em especial da Saúde, devem seguir os prazos de validade, entretanto, no caso da vacina, caso seja ministrada já vencida, o pior resultado é não funcionar.

“Não conheço dano direto causado por uma vacina vencida. Não é praxe aplicar doses fora da validade. Deve-se considerar, entretanto, que os produtos em geral têm prazos nas tarjas dos rótulos justamente para que eventuais equívocos não causem dano, que, no caso da vacina, seria a ineficácia da imunização”, explicou o médico.

Embora confirme que até 30 dias após o vencimento a imunização ainda esteja apta, reforça que não é aconselhável o uso de nenhum medicamento após a data estipulada. “Não se deve administrar uma vacina vencida, é claro”, afirmou. Ele destaca a importância das campanhas de vacinação e de manter a carteirinha sempre atualizada.



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Bebê recebe vacina vencida em São Caetano

Mãe percebeu o problema dois meses depois; Prefeitura disse que vai abrir sindicância para apurar o caso

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

05/07/2019 | 15:49


Um bebê de dois meses tomou vacina vencida contra o rotavírus no posto de Saúde Nair Spina Benedicts, no bairro Oswaldo Cruz, em São Caetano, em maio. Questionada, a Prefeitura de São Caetano disse que abrirá sindicância para apurar os fatos. Em 2015, o Diário noticiou o mesmo erro no município de Santo André (leia mais aqui).

Segundo a mãe de Caio Teixeira Piloni, a fisioterapeuta Juliana Schalch Teixeira, 39 anos, ela só se deu conta do problema na manhã desta sexta-feira (3), quando levou o filho, agora com quatro meses, para receber a segunda dose.

Ela explicou à reportagem que, ao olhar a carteira de vacinação do bebê, percebeu que a primeira aplicação estava com o prazo de validade vencido, já que foi ministrada em maio, e tinha validade para abril. “As enfermeiras colam a etiqueta da vacina na carteirinha. A dose foi dada em maio, mas a validade era para abril”, relatou.

De acordo com Juliana, ao se dirigir à unidade os funcionários disseram que ministrar a vacina até 30 dias após o vencimento “não tem problema”. Revoltada, procurou a Vigilância Sanitária, que a informou que “não poderia fazer nada”. Sem solução, ligou na ouvidoria do SUS (Sistema Único de Saúde) para registrar o ocorrido.

“O Caio não teve nenhuma complicação, mas não sei se vacina vencida tem efeito. Procurei a pediatra e ela me disse que não pode tomar a dose outra vez. Achei um absurdo isso tudo, pois administraram medicação vencida em um bebê de dois meses. Acho um descaso e um perigo com a população”, reclamou Juliana.

Professor de Infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Juvêncio Duailibe Furtado, destaca que todos os produtos, em especial da Saúde, devem seguir os prazos de validade, entretanto, no caso da vacina, caso seja ministrada já vencida, o pior resultado é não funcionar.

“Não conheço dano direto causado por uma vacina vencida. Não é praxe aplicar doses fora da validade. Deve-se considerar, entretanto, que os produtos em geral têm prazos nas tarjas dos rótulos justamente para que eventuais equívocos não causem dano, que, no caso da vacina, seria a ineficácia da imunização”, explicou o médico.

Embora confirme que até 30 dias após o vencimento a imunização ainda esteja apta, reforça que não é aconselhável o uso de nenhum medicamento após a data estipulada. “Não se deve administrar uma vacina vencida, é claro”, afirmou. Ele destaca a importância das campanhas de vacinação e de manter a carteirinha sempre atualizada.

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