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Fora do pacote de mobilidade, Lauro critica governo estadual

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de Diadema declara que anúncio feito por governador é perda para a cidade e que é hora de separar administração de eleição e governar


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

05/07/2019 | 09:36


Um dia depois de ver Diadema ser a única cidade da região excluída do pacote de mobilidade urbana para o Grande ABC anunciado pelo governo do Estado, o prefeito Lauro Michels (PV) reagiu e disse que o Palácio dos Bandeirantes demonstrou falta de conhecimento das necessidades da cidade.

Na quarta-feira, Doria apresentou plano de transporte para a região. Trocou o monotrilho pelo BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade) na Linha 18-Bronze, mas resgatou a Linha 20-Rosa do Metrô (que ligará o bairro Rudge Ramos, em São Bernardo, ao bairro da Lapa, na Capital), a Estação Pirelli da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e renovação dos trens da Linha 10-Turquesa. Nenhum desses tópicos contempla Diadema.

“Essa é grande perda para a população de Diadema e para toda a região, pois demonstra a falta de conhecimento da cidade e das necessidades do povo que utiliza transporte público não só aqui (em Diadema), mas em todo o entorno. Está na hora de separar a eleição da gestão e governar para todos”, disparou Lauro.

O prefeito de Diadema apoiou a tentativa de reeleição do ex-governador Márcio França (PSB), rival de Doria, no ano passado. A maioria dos eleitores do município votou no socialista – no segundo turno, França bateu o tucano por 130,4 mil votos a 77,4 mil em território diademense.

“Esse resultado (ausência da cidade no pacote de mobilidade) mostra que a derrota do governador Doria nas urnas de Diadema está fazendo com que o povo de nossa cidade pague pela falta de atendimento às necessidades”, disparou o prefeito. Em sua fala, Lauro ainda lembrou que a unidade da Rede Lucy Montoro, que ficaria no Quarteirão da Saúde e que seria equipada pelo governo do Estado, segue sem funcionamento.

De alguma maneira, todos os municípios foram contemplados no pacote. Santo André é atendida pela Linha 10-Turquesa e terá a nova Estação Pirelli – além de contar com o BRT da Linha 18. O mesmo serve para São Caetano. A prometida modernização de trens da Linha 10 impactará Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Já São Bernardo, além do BRT da Linha 18, contará com a Linha 20, que deve dispor de duas a três estações no município.

CONSÓRCIO
Ao mesmo tempo em que criticou o governo do Estado, Lauro tem dado passos para o retorno ao Consórcio Intermunicipal. Em 2017, o verde bancou a saída da entidade, rompendo de forma inédita unidade entre cidades criada nos anos 1990. Etapa para a reinclusão ao colegiado foi cumprida ontem.

Pela manhã, o secretário de Assuntos Jurídicos de Diadema, Fernando Moreira Machado, recebeu em seu gabinete o diretor jurídico do Consórcio, Eduardo Barros Moura, para tratar das questões jurídicas referentes ao retorno.
“Estamos nos antecipando para que, quando houver a solução para a equação financeira, já estejamos com o processo adiantado”, comentou Fernando Machado.

A cidade deixou o Consórcio devendo cerca de R$ 10 milhões à entidade – referente a repasses mensais atrasados. O colegiado cobrou judicialmente a quantia. Essa questão tem emperrado o regresso e, por ora, as partes negociam parcelamento do passivo. 



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Fora do pacote de mobilidade, Lauro critica governo estadual

Prefeito de Diadema declara que anúncio feito por governador é perda para a cidade e que é hora de separar administração de eleição e governar

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

05/07/2019 | 09:36


Um dia depois de ver Diadema ser a única cidade da região excluída do pacote de mobilidade urbana para o Grande ABC anunciado pelo governo do Estado, o prefeito Lauro Michels (PV) reagiu e disse que o Palácio dos Bandeirantes demonstrou falta de conhecimento das necessidades da cidade.

Na quarta-feira, Doria apresentou plano de transporte para a região. Trocou o monotrilho pelo BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade) na Linha 18-Bronze, mas resgatou a Linha 20-Rosa do Metrô (que ligará o bairro Rudge Ramos, em São Bernardo, ao bairro da Lapa, na Capital), a Estação Pirelli da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e renovação dos trens da Linha 10-Turquesa. Nenhum desses tópicos contempla Diadema.

“Essa é grande perda para a população de Diadema e para toda a região, pois demonstra a falta de conhecimento da cidade e das necessidades do povo que utiliza transporte público não só aqui (em Diadema), mas em todo o entorno. Está na hora de separar a eleição da gestão e governar para todos”, disparou Lauro.

O prefeito de Diadema apoiou a tentativa de reeleição do ex-governador Márcio França (PSB), rival de Doria, no ano passado. A maioria dos eleitores do município votou no socialista – no segundo turno, França bateu o tucano por 130,4 mil votos a 77,4 mil em território diademense.

“Esse resultado (ausência da cidade no pacote de mobilidade) mostra que a derrota do governador Doria nas urnas de Diadema está fazendo com que o povo de nossa cidade pague pela falta de atendimento às necessidades”, disparou o prefeito. Em sua fala, Lauro ainda lembrou que a unidade da Rede Lucy Montoro, que ficaria no Quarteirão da Saúde e que seria equipada pelo governo do Estado, segue sem funcionamento.

De alguma maneira, todos os municípios foram contemplados no pacote. Santo André é atendida pela Linha 10-Turquesa e terá a nova Estação Pirelli – além de contar com o BRT da Linha 18. O mesmo serve para São Caetano. A prometida modernização de trens da Linha 10 impactará Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Já São Bernardo, além do BRT da Linha 18, contará com a Linha 20, que deve dispor de duas a três estações no município.

CONSÓRCIO
Ao mesmo tempo em que criticou o governo do Estado, Lauro tem dado passos para o retorno ao Consórcio Intermunicipal. Em 2017, o verde bancou a saída da entidade, rompendo de forma inédita unidade entre cidades criada nos anos 1990. Etapa para a reinclusão ao colegiado foi cumprida ontem.

Pela manhã, o secretário de Assuntos Jurídicos de Diadema, Fernando Moreira Machado, recebeu em seu gabinete o diretor jurídico do Consórcio, Eduardo Barros Moura, para tratar das questões jurídicas referentes ao retorno.
“Estamos nos antecipando para que, quando houver a solução para a equação financeira, já estejamos com o processo adiantado”, comentou Fernando Machado.

A cidade deixou o Consórcio devendo cerca de R$ 10 milhões à entidade – referente a repasses mensais atrasados. O colegiado cobrou judicialmente a quantia. Essa questão tem emperrado o regresso e, por ora, as partes negociam parcelamento do passivo. 

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