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Aprovação da Previdência na comissão eleva aposta em corte da Selic e juros caem



04/07/2019 | 18:31


O mercado continuou a reduzir prêmios na curva de juros mesmo depois da aprovação do texto-base da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, no começo da tarde, e as taxas sustentaram queda até o fechamento da sessão regular. O destaque foram os vencimentos curtos. Com a aprovação do relatório, o mercado aumentou as apostas no corte da Selic nos próximos meses, uma vez que os diretores do Copom indicaram que o início do ciclo de afrouxamento monetário depende de "avanços concretos" na agenda de reformas.

Como a aprovação do parecer da reforma era o cenário principal da maioria dos investidores, em tese, o fato consumado poderia atrair alguma realização de lucros, dado que as taxas vêm renovando pisos históricos, mas o mercado continuou vendo espaço para aplicar. Com Brasília a todo vapor, o feriado norte-americano do Dia da Independência não chegou a atrapalhar e a liquidez foi boa, especialmente nos trechos curto e intermediário.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para outubro de 2019 encerrou em 6,194%, de 6,255% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 terminou em 5,875%, de 5,967% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 fechou em 5,72%, de 5,788%. A do DI para janeiro de 2023 recuou de 6,550% para 6,48%. A do DI para janeiro de 2025 terminou em 6,98%, de 7,030% ontem no ajuste.

O parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), foi aprovado na comissão por um placar elástico, de 36 a favor a 13 contrários, o que também foi visto como uma boa sinalização para o que será a tramitação no plenário.

Segundo o trader da Sicredi Asset Cassio Andrade Xavier, pelo contrato com vencimento em outubro de 2019, o DI de curtíssimo prazo mais líquido, o mercado já precifica duas quedas da Selic em 0,25 ponto porcentual nas reuniões do Copom de julho e de setembro. "Há uma discussão em torno do que já seria suficiente para a Selic começar a cair em termos de tramitação da reforma. Boa parte acredita que é preciso aprovar no plenário, mas outros acham que o que tivemos hoje, ou seja, passar na comissão especial, já seria suficiente", afirmou.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, que participou de evento da XP em São Paulo, disse que espera aprovação nos dois turnos no plenário da Câmara ainda antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho. Também presente ao evento, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que nos documentos recentes os diretores disseram "muito claramente que estamos mais confortáveis com inflação" e que a preocupação com o crescimento é "enorme".

Xavier afirma que "já está na conta de muita gente um corte de 1 ponto" na taxa básica. "Nesse cenário, os prêmios da curva já estão bem magros", disse. Porém, admite que "alguns vão até além", esperando mais de 1 ponto, diante da possível demora do BC em abrir o processo. A percepção de que a autoridade monetária estaria "atrás da curva" também alimenta o debate sobre qual será o perfil do ciclo. "Se teremos quedas de maior magnitude ou se o BC vai optar por prolongar", explicou.



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Aprovação da Previdência na comissão eleva aposta em corte da Selic e juros caem


04/07/2019 | 18:31


O mercado continuou a reduzir prêmios na curva de juros mesmo depois da aprovação do texto-base da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, no começo da tarde, e as taxas sustentaram queda até o fechamento da sessão regular. O destaque foram os vencimentos curtos. Com a aprovação do relatório, o mercado aumentou as apostas no corte da Selic nos próximos meses, uma vez que os diretores do Copom indicaram que o início do ciclo de afrouxamento monetário depende de "avanços concretos" na agenda de reformas.

Como a aprovação do parecer da reforma era o cenário principal da maioria dos investidores, em tese, o fato consumado poderia atrair alguma realização de lucros, dado que as taxas vêm renovando pisos históricos, mas o mercado continuou vendo espaço para aplicar. Com Brasília a todo vapor, o feriado norte-americano do Dia da Independência não chegou a atrapalhar e a liquidez foi boa, especialmente nos trechos curto e intermediário.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para outubro de 2019 encerrou em 6,194%, de 6,255% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2020 terminou em 5,875%, de 5,967% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 fechou em 5,72%, de 5,788%. A do DI para janeiro de 2023 recuou de 6,550% para 6,48%. A do DI para janeiro de 2025 terminou em 6,98%, de 7,030% ontem no ajuste.

O parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), foi aprovado na comissão por um placar elástico, de 36 a favor a 13 contrários, o que também foi visto como uma boa sinalização para o que será a tramitação no plenário.

Segundo o trader da Sicredi Asset Cassio Andrade Xavier, pelo contrato com vencimento em outubro de 2019, o DI de curtíssimo prazo mais líquido, o mercado já precifica duas quedas da Selic em 0,25 ponto porcentual nas reuniões do Copom de julho e de setembro. "Há uma discussão em torno do que já seria suficiente para a Selic começar a cair em termos de tramitação da reforma. Boa parte acredita que é preciso aprovar no plenário, mas outros acham que o que tivemos hoje, ou seja, passar na comissão especial, já seria suficiente", afirmou.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, que participou de evento da XP em São Paulo, disse que espera aprovação nos dois turnos no plenário da Câmara ainda antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho. Também presente ao evento, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que nos documentos recentes os diretores disseram "muito claramente que estamos mais confortáveis com inflação" e que a preocupação com o crescimento é "enorme".

Xavier afirma que "já está na conta de muita gente um corte de 1 ponto" na taxa básica. "Nesse cenário, os prêmios da curva já estão bem magros", disse. Porém, admite que "alguns vão até além", esperando mais de 1 ponto, diante da possível demora do BC em abrir o processo. A percepção de que a autoridade monetária estaria "atrás da curva" também alimenta o debate sobre qual será o perfil do ciclo. "Se teremos quedas de maior magnitude ou se o BC vai optar por prolongar", explicou.

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