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Trânsito sem rivalidade


Do Diário do Grande ABC

01/07/2019 | 09:31


 Em 2018, a ONU (Organização das Nações Unidas) classificou o Brasil como o quinto país com o trânsito mais violento do mundo. O estudo levou em consideração índice epidêmico de 234 mortes para cada 100 mil veículos, com 34.850 óbitos ao ano.

Não menos alarmante é o dado trazido por este Diário hoje sobre radiografia no Grande ABC. Em apenas cinco meses de 2019, mais ciclistas na região morreram do que nos 12 de 2018 – sete a quatro na comparação. Se esse ritmo de letalidade for mantido até o fim deste ano, serão 16 vítimas fatais entre usuários deste meio de locomoção.

O índice é consequência de falhas de todos os lados. O poder público peca na morosidade para que obras para proteger a vida de adeptos das bikes sejam concluídas. Os motoristas de veículos mais pesados erram ao observar o ciclista como rival nas vias das sete cidades. E há, por muitas vezes, imprudência daqueles que estão em cima das bicicletas.

As duas imagens que retratam a reportagem que traz os preocupantes números – na Primeira Página do Diário e na capa do caderno Setecidades – são provas de que há gente errada em todas as pontas. Os ciclistas estão sem equipamentos de segurança, costurando o trânsito e um deles calça chinelo. O cenário é propício para uma tragédia.

Mas é fato também que a região pouco faz para proteger quem opta pela bicicleta. Nos 825 quilômetros quadrados do Grande ABC, são parcos 52,3 quilômetros de vias destinadas aos ciclistas. Sendo que a maioria é de ciclofaixa (35,3 quilômetros), uma área pintada na via, mas que ainda conflita com veículos de maior porte – ressaltando que parte só funciona aos domingos e feriados. As ciclovias, segregadas e mais seguras, somam 16,9 quilômetros.

Anualmente campanhas do Maio Amarelo alertam todos os agentes envolvidos para tráfego mais seguro. É importante, claro. Só que é preciso mais. É necessário haver compreensão – e ações – para que a vida seja a protagonista na discussão sobre a mobilidade urbana da região.



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Trânsito sem rivalidade

Do Diário do Grande ABC

01/07/2019 | 09:31


 Em 2018, a ONU (Organização das Nações Unidas) classificou o Brasil como o quinto país com o trânsito mais violento do mundo. O estudo levou em consideração índice epidêmico de 234 mortes para cada 100 mil veículos, com 34.850 óbitos ao ano.

Não menos alarmante é o dado trazido por este Diário hoje sobre radiografia no Grande ABC. Em apenas cinco meses de 2019, mais ciclistas na região morreram do que nos 12 de 2018 – sete a quatro na comparação. Se esse ritmo de letalidade for mantido até o fim deste ano, serão 16 vítimas fatais entre usuários deste meio de locomoção.

O índice é consequência de falhas de todos os lados. O poder público peca na morosidade para que obras para proteger a vida de adeptos das bikes sejam concluídas. Os motoristas de veículos mais pesados erram ao observar o ciclista como rival nas vias das sete cidades. E há, por muitas vezes, imprudência daqueles que estão em cima das bicicletas.

As duas imagens que retratam a reportagem que traz os preocupantes números – na Primeira Página do Diário e na capa do caderno Setecidades – são provas de que há gente errada em todas as pontas. Os ciclistas estão sem equipamentos de segurança, costurando o trânsito e um deles calça chinelo. O cenário é propício para uma tragédia.

Mas é fato também que a região pouco faz para proteger quem opta pela bicicleta. Nos 825 quilômetros quadrados do Grande ABC, são parcos 52,3 quilômetros de vias destinadas aos ciclistas. Sendo que a maioria é de ciclofaixa (35,3 quilômetros), uma área pintada na via, mas que ainda conflita com veículos de maior porte – ressaltando que parte só funciona aos domingos e feriados. As ciclovias, segregadas e mais seguras, somam 16,9 quilômetros.

Anualmente campanhas do Maio Amarelo alertam todos os agentes envolvidos para tráfego mais seguro. É importante, claro. Só que é preciso mais. É necessário haver compreensão – e ações – para que a vida seja a protagonista na discussão sobre a mobilidade urbana da região.

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