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‘Temos uma educação capenga’, afirma Oswana Fameli

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Educadora e ouvidora de Santo André acredita que a educação privada enfrenta muitas dificuldades


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

01/07/2019 | 07:33


Vice-prefeita de Santo André na gestão de Carlos Grana (2013-2016), Oswana Fameli atua como ouvidora da cidade, mantenedora do Centro Educacional Paineira e é presidente da Aesp (Associação das Escolas Particulares do Grande ABC). Ela acredita que a educação privada enfrenta muitas dificuldades, incluindo a inadimplência.

Oswana bate na tecla de que a educação precisa se modernizar, tendo como espelho países desenvolvidos. “Temos um caminho muito longo a percorrer.” Ela ainda pontua características que as famílias buscam nas entidades particulares. “Querem excelência”, afirma a andreense.

Atualmente, quantas escolas particulares estão espalhadas pelas cidades do Grande ABC?
A região conta por volta de 500 unidades particulares – estamos falando desde o berçário até o ensino superior. Este número já foi maior e também menor ao longo do tempo.

O volume de instituições abertas teve um pico há alguns anos. Como está nos dias de hoje?
Acho que houve um boom no período em que a economia estava bastante aquecida, como quando estava o mercado entre 2013 e 2014, período em que cresceu bastante. Hoje, em razão da crise econômica, esse número tem, se não diminuído, estabilizado. É possível perceber a pulverização nas escolas. Antes, as unidades tinham entre 1.500 e 2.000 alunos, em média. Atualmente, são raras as escolas que mantêm esse porte em uma única unidade. É uma tendência mundial. O que vemos são escolas menores para um volume menor de matriculados. Quando o País vai bem, economicamente, em especial, esse volume acaba ficando maior, porque a educação privada pertence ao setor de serviços. Funciona mais ou menos assim: quando as famílias melhoram um pouco o poder aquisitivo, uma das primeiras coisas que fazem é matricular o filho em uma instituição que traga maior segurança, confiança e conforto em relação à educação da prole. E, na maioria das vezes, quando o ensino privado é uma opção, as famílias acabam migrando para o particular.

Um dos fatores que sempre assustam os mantenedores é a inadimplência dos pagamentos das mensalidades. Como está essa questão nas escolas privadas da região?
No Grande ABC, por incrível que possa parecer, o indicador está estabilizado, não tem crescido. O índice varia muito de escola para escola, podendo ficar de 3% a 12%, em média – uma grande variação. O índice aceitável é zero, na minha concepção. Porque a inadimplência é um assunto muito ruim. No momento em que você contrata um serviço, o mesmo precisa ser pago. Todo serviço que não é pago necessita ser devolvido. A mesma coisa deveria acontecer com a educação. Se não consegue pagar o serviço, não o contrate. Penso que devemos mudar essa cultura do brasileiro que acha que pode tudo, a qualquer hora. Dar o conhecido ‘jeitinho’, como se isso fosse sinal de esperteza. É inadmissível. É desvalorizar o serviço dos educadores. Percebemos que, durante o período letivo, a taxa de inadimplência varia, caindo mais no fim do ano por causa da quitação das mensalidades atrasadas – com o recebimento do 13º salário, por exemplo. Além disso, se não houver a quitação, o aluno não pode realizar a rematrícula. Faz parte da regra de contratação para o ano seguinte.

Quais os motivos mais frequentes que são enumerados pelas famílias ao ficarem em situação de inadimplência?
Percebemos o perfil das famílias e dos alunos. Se é algo pontual, que nunca acontece ou que não estava previsto, como uma inesperada demissão, os responsáveis pelo estudante devem levar com rapidez o caso à escola e negociar, de alguma forma, com a instituição. Falar do problema que está sendo enfrentado é de direito da escola, até para saber e tentar ajudar. Em outros casos, como o estudante não pode deixar de frequentar as aulas, mesmo inadimplente, a família não se preocupa em atrasar e quitar no fim do ano. Mas os cofres da instituição ‘sofrem’ com isso, assim como todo o planejamento realizado. É preciso ter consciência.

Como é determinada a taxa de reajuste anual anunciada pelas escolas para o período seguinte?
Reajustes são discutidos de acordo com a planilha de custos da escola, além de índices brasileiros, como a inflação. Isso inclui reajuste salarial para os funcionários, energia elétrica e produtos de consumo, entre tantos outros. O que acontece nas escolas é que obedecem um contrato anual. As instituições precisam fazer previsão desses gastos e seguir com esse planejamento no ano todo. Isso não pode ser feito sem planejamento, mas não é algo que conseguimos prever totalmente. Cada escola procura fazer essa planilha e é por isso que cada unidade escolar apresenta seu reajuste. Fazemos isso pensando no mercado e também para mantermos a qualidade. O aumento não pode estar em desacordo com a possibilidade de pagamento.

Como a senhora observa as necessidades dos pais e responsáveis atualmente? O que buscam nas escolas particulares?
Os pais querem o melhor para os filhos, uma educação de excelência. Eu, pessoalmente, acredito que precisamos de um tripé: religiosidade, a fé, a crença como instrução da vida; em segundo vem a família, como participante; e, por último, a escola, enquanto educadora intelectual. As unidades escolares atualmente se apresentam como parceiras de primeira hora. Porque, se antes as crianças ficavam com as avós, hoje essas mulheres também trabalham e a escola passou a desempenhar esse papel, com maior procura pelo período integral. Nesse sentido, a família espera que os filhos tenham educação de qualidade, de conteúdo, de currículo, educação que traga o complemento a conhecimentos básicos, que vão desde comer sozinho à amarrar sapato, por exemplo, até o de aconselhamento e suporte familiar.

Qual a importância do Plano Nacional do Livro e da Leitura, defendido pela Aesp (Associação das Escolas Particulares do ABC)?
A leitura precisa ser uma descoberta com satisfação. Precisa ser prazeroso, afinal, é muito rico para todo ser humano. O plano nacional vem estabelecer o acesso a essa condição. O aluno precisa ser o participante e protagonista desse aprendizado para, assim, devolver à sociedade seu aprendizado em forma de conhecimento, mesmo que a ferramenta utilizada seja tecnológica, como o uso do tablets ou celulares. O grande cuidado é encontrar equilíbrio para que a informatização não entregue tudo pronto, mastigado aos futuros cidadãos. Aprendizagem, para que seja prazerosa e traga desenvolvimento, percorre longo caminho, que passa pelo livro – didático e paradidático –, pelo papel – produção do aluno –, pela tecnologia e pelo cotidiano escolar, com atividades práticas. Temos um trajeto muito longo a ser percorrido, mas é um caminho de sucesso, acredito eu. O hábito do estudo e a família enquanto espelho dos estudantes são as molas propulsoras. O segredo da aprendizagem não está na metodologia do ensino, mas na forma como tudo acontece.

De uns anos para cá, a presença do atendimento psicológico dentro das escolas ganhou muita força. Por quê?
Uma das causas do crescimento da ajuda psicológica dentro das instituições de ensino está atrelada aos avanços da pesquisa científica e da tecnologia. Em determinado momento, o cérebro precisou ser muito estudado. Os educadores perceberam que cada aluno é único, tem seu tempo de aprendizagem. Os distúrbios de aprendizagem, hoje, são mais bem compreendidos do que anos atrás. Todos têm potencialidade. Antes isso não era tão debatido. Alguns saíam da escola por conta de suas dificuldades. Hoje, esse aluno é visto de outra forma.

A inclusão de crianças com deficiência ainda é um desafio. De que forma essa questão tem sido trabalhada?
Todas as escolas fazem inclusão, mas esse atendimento tem melhorado. Para as unidades escolares ainda é um desafio, por isso a parceria da família é essencial. E, olhando para essa realidade, é preciso voltar a bater na mesma tecla: é necessário repensar a formação dos profissionais de educação, porque, para o professor identificar e trabalhar esse aluno com necessidades diferenciadas, precisa ser capacitado. É necessário modificar os cursos de formações, revisá-los. Isso faz parte de uma formação continuada, em todas as áreas.

O que acha da reforma no currículo, principalmente em se tratando do ensino médio?
Deve ser algo extremamente estudado, analisado. Em 20 anos, o que mudou na educação? Para muitos, nada. No entanto, mudou muita coisa. A reforma do ensino superior, por exemplo, precisa ser feita, atualizada e modernizada. O do ensino médio, com a proposta das disciplinas itinerantes, ainda não diz muita coisa. Quanto à educação a distância para os três anos de colégio, não acredito ser boa medida, por conta de disciplina, maturidade. O EAD (Ensino a Distância) é boa se for além do curso, mas, no Brasil, ainda não temos esse preparo. O que sei é que alguma coisa precisa ser feita. Há tendências mundiais que precisam ser debatidas. Faço parte de um grupo de educadores brasileiros que realiza visitas técnicas a outros países, a fim de entendermos os rumos da educação. Basta olharmos para o Enem, por exemplo. As notas são baixas. Temos uma educação capenga. Precisamos fazer um raio X disso tudo para trabalharmos a educação como um todo. Quanto custa um aluno do ensino público em comparação com o que frequenta a rede privada? Se aqueles da escola particular conquistam as melhores posições, por que não fazermos uma aproximação das escolas, com subsídios? É preciso olhar para as referências que deram certo. É necessário que a condição de aprendizado seja opção para os pais e para as famílias e não uma condição financeira. Porque, senão, do jeito que vivemos hoje, nem a escola pública faz nem deixa a escola particular fazer. É para pensar e amadurecer. Temos um caminho muito longo a percorrer.  



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‘Temos uma educação capenga’, afirma Oswana Fameli

Educadora e ouvidora de Santo André acredita que a educação privada enfrenta muitas dificuldades

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

01/07/2019 | 07:33


Vice-prefeita de Santo André na gestão de Carlos Grana (2013-2016), Oswana Fameli atua como ouvidora da cidade, mantenedora do Centro Educacional Paineira e é presidente da Aesp (Associação das Escolas Particulares do Grande ABC). Ela acredita que a educação privada enfrenta muitas dificuldades, incluindo a inadimplência.

Oswana bate na tecla de que a educação precisa se modernizar, tendo como espelho países desenvolvidos. “Temos um caminho muito longo a percorrer.” Ela ainda pontua características que as famílias buscam nas entidades particulares. “Querem excelência”, afirma a andreense.

Atualmente, quantas escolas particulares estão espalhadas pelas cidades do Grande ABC?
A região conta por volta de 500 unidades particulares – estamos falando desde o berçário até o ensino superior. Este número já foi maior e também menor ao longo do tempo.

O volume de instituições abertas teve um pico há alguns anos. Como está nos dias de hoje?
Acho que houve um boom no período em que a economia estava bastante aquecida, como quando estava o mercado entre 2013 e 2014, período em que cresceu bastante. Hoje, em razão da crise econômica, esse número tem, se não diminuído, estabilizado. É possível perceber a pulverização nas escolas. Antes, as unidades tinham entre 1.500 e 2.000 alunos, em média. Atualmente, são raras as escolas que mantêm esse porte em uma única unidade. É uma tendência mundial. O que vemos são escolas menores para um volume menor de matriculados. Quando o País vai bem, economicamente, em especial, esse volume acaba ficando maior, porque a educação privada pertence ao setor de serviços. Funciona mais ou menos assim: quando as famílias melhoram um pouco o poder aquisitivo, uma das primeiras coisas que fazem é matricular o filho em uma instituição que traga maior segurança, confiança e conforto em relação à educação da prole. E, na maioria das vezes, quando o ensino privado é uma opção, as famílias acabam migrando para o particular.

Um dos fatores que sempre assustam os mantenedores é a inadimplência dos pagamentos das mensalidades. Como está essa questão nas escolas privadas da região?
No Grande ABC, por incrível que possa parecer, o indicador está estabilizado, não tem crescido. O índice varia muito de escola para escola, podendo ficar de 3% a 12%, em média – uma grande variação. O índice aceitável é zero, na minha concepção. Porque a inadimplência é um assunto muito ruim. No momento em que você contrata um serviço, o mesmo precisa ser pago. Todo serviço que não é pago necessita ser devolvido. A mesma coisa deveria acontecer com a educação. Se não consegue pagar o serviço, não o contrate. Penso que devemos mudar essa cultura do brasileiro que acha que pode tudo, a qualquer hora. Dar o conhecido ‘jeitinho’, como se isso fosse sinal de esperteza. É inadmissível. É desvalorizar o serviço dos educadores. Percebemos que, durante o período letivo, a taxa de inadimplência varia, caindo mais no fim do ano por causa da quitação das mensalidades atrasadas – com o recebimento do 13º salário, por exemplo. Além disso, se não houver a quitação, o aluno não pode realizar a rematrícula. Faz parte da regra de contratação para o ano seguinte.

Quais os motivos mais frequentes que são enumerados pelas famílias ao ficarem em situação de inadimplência?
Percebemos o perfil das famílias e dos alunos. Se é algo pontual, que nunca acontece ou que não estava previsto, como uma inesperada demissão, os responsáveis pelo estudante devem levar com rapidez o caso à escola e negociar, de alguma forma, com a instituição. Falar do problema que está sendo enfrentado é de direito da escola, até para saber e tentar ajudar. Em outros casos, como o estudante não pode deixar de frequentar as aulas, mesmo inadimplente, a família não se preocupa em atrasar e quitar no fim do ano. Mas os cofres da instituição ‘sofrem’ com isso, assim como todo o planejamento realizado. É preciso ter consciência.

Como é determinada a taxa de reajuste anual anunciada pelas escolas para o período seguinte?
Reajustes são discutidos de acordo com a planilha de custos da escola, além de índices brasileiros, como a inflação. Isso inclui reajuste salarial para os funcionários, energia elétrica e produtos de consumo, entre tantos outros. O que acontece nas escolas é que obedecem um contrato anual. As instituições precisam fazer previsão desses gastos e seguir com esse planejamento no ano todo. Isso não pode ser feito sem planejamento, mas não é algo que conseguimos prever totalmente. Cada escola procura fazer essa planilha e é por isso que cada unidade escolar apresenta seu reajuste. Fazemos isso pensando no mercado e também para mantermos a qualidade. O aumento não pode estar em desacordo com a possibilidade de pagamento.

Como a senhora observa as necessidades dos pais e responsáveis atualmente? O que buscam nas escolas particulares?
Os pais querem o melhor para os filhos, uma educação de excelência. Eu, pessoalmente, acredito que precisamos de um tripé: religiosidade, a fé, a crença como instrução da vida; em segundo vem a família, como participante; e, por último, a escola, enquanto educadora intelectual. As unidades escolares atualmente se apresentam como parceiras de primeira hora. Porque, se antes as crianças ficavam com as avós, hoje essas mulheres também trabalham e a escola passou a desempenhar esse papel, com maior procura pelo período integral. Nesse sentido, a família espera que os filhos tenham educação de qualidade, de conteúdo, de currículo, educação que traga o complemento a conhecimentos básicos, que vão desde comer sozinho à amarrar sapato, por exemplo, até o de aconselhamento e suporte familiar.

Qual a importância do Plano Nacional do Livro e da Leitura, defendido pela Aesp (Associação das Escolas Particulares do ABC)?
A leitura precisa ser uma descoberta com satisfação. Precisa ser prazeroso, afinal, é muito rico para todo ser humano. O plano nacional vem estabelecer o acesso a essa condição. O aluno precisa ser o participante e protagonista desse aprendizado para, assim, devolver à sociedade seu aprendizado em forma de conhecimento, mesmo que a ferramenta utilizada seja tecnológica, como o uso do tablets ou celulares. O grande cuidado é encontrar equilíbrio para que a informatização não entregue tudo pronto, mastigado aos futuros cidadãos. Aprendizagem, para que seja prazerosa e traga desenvolvimento, percorre longo caminho, que passa pelo livro – didático e paradidático –, pelo papel – produção do aluno –, pela tecnologia e pelo cotidiano escolar, com atividades práticas. Temos um trajeto muito longo a ser percorrido, mas é um caminho de sucesso, acredito eu. O hábito do estudo e a família enquanto espelho dos estudantes são as molas propulsoras. O segredo da aprendizagem não está na metodologia do ensino, mas na forma como tudo acontece.

De uns anos para cá, a presença do atendimento psicológico dentro das escolas ganhou muita força. Por quê?
Uma das causas do crescimento da ajuda psicológica dentro das instituições de ensino está atrelada aos avanços da pesquisa científica e da tecnologia. Em determinado momento, o cérebro precisou ser muito estudado. Os educadores perceberam que cada aluno é único, tem seu tempo de aprendizagem. Os distúrbios de aprendizagem, hoje, são mais bem compreendidos do que anos atrás. Todos têm potencialidade. Antes isso não era tão debatido. Alguns saíam da escola por conta de suas dificuldades. Hoje, esse aluno é visto de outra forma.

A inclusão de crianças com deficiência ainda é um desafio. De que forma essa questão tem sido trabalhada?
Todas as escolas fazem inclusão, mas esse atendimento tem melhorado. Para as unidades escolares ainda é um desafio, por isso a parceria da família é essencial. E, olhando para essa realidade, é preciso voltar a bater na mesma tecla: é necessário repensar a formação dos profissionais de educação, porque, para o professor identificar e trabalhar esse aluno com necessidades diferenciadas, precisa ser capacitado. É necessário modificar os cursos de formações, revisá-los. Isso faz parte de uma formação continuada, em todas as áreas.

O que acha da reforma no currículo, principalmente em se tratando do ensino médio?
Deve ser algo extremamente estudado, analisado. Em 20 anos, o que mudou na educação? Para muitos, nada. No entanto, mudou muita coisa. A reforma do ensino superior, por exemplo, precisa ser feita, atualizada e modernizada. O do ensino médio, com a proposta das disciplinas itinerantes, ainda não diz muita coisa. Quanto à educação a distância para os três anos de colégio, não acredito ser boa medida, por conta de disciplina, maturidade. O EAD (Ensino a Distância) é boa se for além do curso, mas, no Brasil, ainda não temos esse preparo. O que sei é que alguma coisa precisa ser feita. Há tendências mundiais que precisam ser debatidas. Faço parte de um grupo de educadores brasileiros que realiza visitas técnicas a outros países, a fim de entendermos os rumos da educação. Basta olharmos para o Enem, por exemplo. As notas são baixas. Temos uma educação capenga. Precisamos fazer um raio X disso tudo para trabalharmos a educação como um todo. Quanto custa um aluno do ensino público em comparação com o que frequenta a rede privada? Se aqueles da escola particular conquistam as melhores posições, por que não fazermos uma aproximação das escolas, com subsídios? É preciso olhar para as referências que deram certo. É necessário que a condição de aprendizado seja opção para os pais e para as famílias e não uma condição financeira. Porque, senão, do jeito que vivemos hoje, nem a escola pública faz nem deixa a escola particular fazer. É para pensar e amadurecer. Temos um caminho muito longo a percorrer.  

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