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Alaíde emprega aliados de vereadores favoráveis à cassação de Atila

Banco de dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

27/06/2019 | 07:50


Efetivada como prefeita de Mauá após a cassação de Atila Jacomussi (PSB), Alaíde Damo (MDB) abriu de vez espaço para os vereadores no governo. O Diário mapeou ao menos 37 funcionários indicados por parlamentares que votaram a favor do impeachment do socialista, em abril, em cargos comissionados. O governo de Alaíde diz que as nomeações seguiram critérios estritamente técnicos.

Há, inclusive, servidores que se desligaram dos gabinetes desses políticos e, no dia seguinte, estavam na administração. São seis secretários e outros três adjuntos com ligações com os vereadores.

Atila foi cassado no dia 18 de abril por infringir a LOM (Lei Orgânica do Município) por vacância do cargo. O socialista foi preso – pela segunda vez – em dezembro, no âmbito da Operação Trato Feito, acusado de pagar Mensalinho aos parlamentares (o que ele e os demais políticos negam). Sob custódia no presídio em Tremembé, Atila ficou mais do que os 15 dias que a LOM permite de ausência das funções sem autorização legislativa.

Foram 16 votos favoráveis ao impeachment – cinco contrários, uma ausência e uma abstenção.
Alaíde tomou posse no mesmo dia. E, diferentemente das outras passagens interinas, a emedebista mudou sua relação com a Câmara. Antes, havia distanciamento visível – o secretariado era composto por muitos parentes do clã Damo. Agora, o que se observa é abertura com a classe política, em especial com aqueles que a colocaram no poder.

Presidente da casa, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar, emplacou Luiz Carlos Perlatti como secretário de Planejamento Urbano. Airton dos Santos era assessor em seu gabinete até o dia 6 de maio. No dia 7, foi nomeado como chefe de equipamento de saúde, com salário de R$ 5.240. O mesmo caminho fez Jean Vinicius de Souza Batista, cuja portaria foi assinada no dia 16 de maio.

No secretariado, outros cinco nutrem relação próxima com vereadores que sustentaram o impeachment. Clóvis Cirilo Bosquetti, servidor de carreira, foi alçado ao comando de Serviços Urbanos por sugestão de Chico do Judô (Patriota), líder do governo na casa. Rinaldo Vargas Lage (Esportes e Lazer) tem ligação com Ivan Stella (Avante). Matheus de Oliveira Batista Ferreira (Segurança Alimentar) integra o grupo de Cincinato Freire (PDT). Marco Antonio Ratti (Desenvolvimento Econômico) circula no bloco de Chiquinho do Zaíra (Avante). Daniel do Amaral (Cultura), no de Fernando Rubinelli (PDT).

OUTRO LADO

A administração de Alaíde Damo assegurou que os “quadros foram escolhidos tecnicamente, baseado no trabalho demonstrado por cada um na administração pública ao longo dos anos”. “As escolhas da atual administração para os cargos de confiança são baseadas nos currículos e experiências de cada funcionário podendo, dessa forma, contribuir de forma eficiente para que a população seja bem atendida pela municipalidade.”

A gestão citou que há funcionários de carreira – Clóvis Bosquetti – e nomes que atuaram em governos passados – Vanessa Ilana de Souza, Waldir Luiz da Silva e Cristina Soto Espinosa. Citou ainda que os secretários têm liberdade de definir suas equipes. 



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Alaíde emprega aliados de vereadores favoráveis à cassação de Atila

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

27/06/2019 | 07:50


Efetivada como prefeita de Mauá após a cassação de Atila Jacomussi (PSB), Alaíde Damo (MDB) abriu de vez espaço para os vereadores no governo. O Diário mapeou ao menos 37 funcionários indicados por parlamentares que votaram a favor do impeachment do socialista, em abril, em cargos comissionados. O governo de Alaíde diz que as nomeações seguiram critérios estritamente técnicos.

Há, inclusive, servidores que se desligaram dos gabinetes desses políticos e, no dia seguinte, estavam na administração. São seis secretários e outros três adjuntos com ligações com os vereadores.

Atila foi cassado no dia 18 de abril por infringir a LOM (Lei Orgânica do Município) por vacância do cargo. O socialista foi preso – pela segunda vez – em dezembro, no âmbito da Operação Trato Feito, acusado de pagar Mensalinho aos parlamentares (o que ele e os demais políticos negam). Sob custódia no presídio em Tremembé, Atila ficou mais do que os 15 dias que a LOM permite de ausência das funções sem autorização legislativa.

Foram 16 votos favoráveis ao impeachment – cinco contrários, uma ausência e uma abstenção.
Alaíde tomou posse no mesmo dia. E, diferentemente das outras passagens interinas, a emedebista mudou sua relação com a Câmara. Antes, havia distanciamento visível – o secretariado era composto por muitos parentes do clã Damo. Agora, o que se observa é abertura com a classe política, em especial com aqueles que a colocaram no poder.

Presidente da casa, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar, emplacou Luiz Carlos Perlatti como secretário de Planejamento Urbano. Airton dos Santos era assessor em seu gabinete até o dia 6 de maio. No dia 7, foi nomeado como chefe de equipamento de saúde, com salário de R$ 5.240. O mesmo caminho fez Jean Vinicius de Souza Batista, cuja portaria foi assinada no dia 16 de maio.

No secretariado, outros cinco nutrem relação próxima com vereadores que sustentaram o impeachment. Clóvis Cirilo Bosquetti, servidor de carreira, foi alçado ao comando de Serviços Urbanos por sugestão de Chico do Judô (Patriota), líder do governo na casa. Rinaldo Vargas Lage (Esportes e Lazer) tem ligação com Ivan Stella (Avante). Matheus de Oliveira Batista Ferreira (Segurança Alimentar) integra o grupo de Cincinato Freire (PDT). Marco Antonio Ratti (Desenvolvimento Econômico) circula no bloco de Chiquinho do Zaíra (Avante). Daniel do Amaral (Cultura), no de Fernando Rubinelli (PDT).

OUTRO LADO

A administração de Alaíde Damo assegurou que os “quadros foram escolhidos tecnicamente, baseado no trabalho demonstrado por cada um na administração pública ao longo dos anos”. “As escolhas da atual administração para os cargos de confiança são baseadas nos currículos e experiências de cada funcionário podendo, dessa forma, contribuir de forma eficiente para que a população seja bem atendida pela municipalidade.”

A gestão citou que há funcionários de carreira – Clóvis Bosquetti – e nomes que atuaram em governos passados – Vanessa Ilana de Souza, Waldir Luiz da Silva e Cristina Soto Espinosa. Citou ainda que os secretários têm liberdade de definir suas equipes. 

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