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Baldy frustra expectativa sobre futuro da Linha 18

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em audiência, secretário de Transportes evitou detalhar estudo que trata de eventual mudança do modal


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

25/06/2019 | 20:49


 O secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, Alexandre Baldy, frustrou expectativas sobre o futuro da Linha 18-Bronze, que ligará o Grande ABC ao sistema metroviário da Capital, durante audiência na Assembleia Legislativa, na tarde desta terça-feira (25). Em vez de dar detalhes do estudo feito pela pasta sobre a viabilidade do monotrilho, Baldy evitou esmiuçar o planejamento a respeito do modal.

Em três horas, Baldy se apegou a questões orçamentárias para justificar a reavaliação da Linha 18. Citou, por exemplo, que há necessidade de atualização dos custos após cinco anos de sua assinatura – a PPP (Parceria Público-Privada) foi homologada em agosto de 2014, ao custo de R$ 4,26 bilhões, com expectativa inicial de entrega em quatro anos.

“Ainda não temos concluídos os estudos. Não podemos ainda apresentar o melhor modelo, seja pela continuidade do processo da Linha 18 ou outra modalidade porque não há a finalização desses estudos”, disse o secretário. “Serão apresentados ao governador estudos técnicos do ponto de vista legal, de planejamento, orçamentário e financeiro, para que não tenhamos, em São Paulo, experiências negativas de obras que acontecem no País. Precisamos atualizar, calcular. Isso tudo com critério técnico”, emendou ele, que foi ministro das Cidades no governo de Michel Temer (MDB).

Baldy assegurou que vai apresentar esse planejamento até o fim da semana ao governador João Doria (PSDB). O tucano, em março, prometeu que até o dia 30 de junho iria tornar pública a decisão do Estado, dizendo que havia possibilidade de manutenção do monotrilho ou adoção do BRT (sistema de ônibus de alta velocidade, na sigla em inglês).

As frases de Baldy não convenceram os deputados do Grande ABC que acompanharam a audiência. Luiz Fernando Teixeira (PT), de São Bernardo, foi o mais crítico à passagem do secretário pela Assembleia nesta terça-feira. “Saio com sentimento ruim. O secretário deu muitas voltas para dizer que ainda está com estudo”, sintetizou o petista. Luiz Fernando avisou que entrará em contato com os prefeitos da região para última cartada na semana decisiva sobre o futuro da Linha 18.

Thiago Auricchio (PL), de São Caetano, declarou que não nutria muitas expectativas de que Baldy fosse detalhar os estudos da Linha 18. Entretanto, avaliou que há chance de o grupo técnico da Secretaria dos Transportes Metropolitanos acolher a demanda para a região – ou seja, pela continuidade do monotrilho. “Havia preocupação de que pudesse se tornar tapa buraco e que lá na frente, quatro ou cinco anos depois, se percebesse que o monotrilho é o melhor caminho. Acredito que isso não vai acontecer.”

Líder do PSDB na Assembleia Legislativa, Carla Morando, pela primeira vez publicamente, disse que o monotrilho seria melhor que o BRT para o Grande ABC. Porém, ressaltou que vai acompanhar os estudos técnicos do governo do Estado. “Se eu pudesse escolher, o melhor seria o Metrô. A população prefere Metrô, claro. Agora, prefere também que termine. Não adianta falar que vai fazer Metrô, para tudo e fica obra inacabada. Essa coisa de começar obra e não terminar, ficar pelo meio do caminho acho muito pior. Estudo técnico para verificação do que realmente seria melhor é o mais viável para todo mundo.”



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Baldy frustra expectativa sobre futuro da Linha 18

Em audiência, secretário de Transportes evitou detalhar estudo que trata de eventual mudança do modal

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

25/06/2019 | 20:49


 O secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado, Alexandre Baldy, frustrou expectativas sobre o futuro da Linha 18-Bronze, que ligará o Grande ABC ao sistema metroviário da Capital, durante audiência na Assembleia Legislativa, na tarde desta terça-feira (25). Em vez de dar detalhes do estudo feito pela pasta sobre a viabilidade do monotrilho, Baldy evitou esmiuçar o planejamento a respeito do modal.

Em três horas, Baldy se apegou a questões orçamentárias para justificar a reavaliação da Linha 18. Citou, por exemplo, que há necessidade de atualização dos custos após cinco anos de sua assinatura – a PPP (Parceria Público-Privada) foi homologada em agosto de 2014, ao custo de R$ 4,26 bilhões, com expectativa inicial de entrega em quatro anos.

“Ainda não temos concluídos os estudos. Não podemos ainda apresentar o melhor modelo, seja pela continuidade do processo da Linha 18 ou outra modalidade porque não há a finalização desses estudos”, disse o secretário. “Serão apresentados ao governador estudos técnicos do ponto de vista legal, de planejamento, orçamentário e financeiro, para que não tenhamos, em São Paulo, experiências negativas de obras que acontecem no País. Precisamos atualizar, calcular. Isso tudo com critério técnico”, emendou ele, que foi ministro das Cidades no governo de Michel Temer (MDB).

Baldy assegurou que vai apresentar esse planejamento até o fim da semana ao governador João Doria (PSDB). O tucano, em março, prometeu que até o dia 30 de junho iria tornar pública a decisão do Estado, dizendo que havia possibilidade de manutenção do monotrilho ou adoção do BRT (sistema de ônibus de alta velocidade, na sigla em inglês).

As frases de Baldy não convenceram os deputados do Grande ABC que acompanharam a audiência. Luiz Fernando Teixeira (PT), de São Bernardo, foi o mais crítico à passagem do secretário pela Assembleia nesta terça-feira. “Saio com sentimento ruim. O secretário deu muitas voltas para dizer que ainda está com estudo”, sintetizou o petista. Luiz Fernando avisou que entrará em contato com os prefeitos da região para última cartada na semana decisiva sobre o futuro da Linha 18.

Thiago Auricchio (PL), de São Caetano, declarou que não nutria muitas expectativas de que Baldy fosse detalhar os estudos da Linha 18. Entretanto, avaliou que há chance de o grupo técnico da Secretaria dos Transportes Metropolitanos acolher a demanda para a região – ou seja, pela continuidade do monotrilho. “Havia preocupação de que pudesse se tornar tapa buraco e que lá na frente, quatro ou cinco anos depois, se percebesse que o monotrilho é o melhor caminho. Acredito que isso não vai acontecer.”

Líder do PSDB na Assembleia Legislativa, Carla Morando, pela primeira vez publicamente, disse que o monotrilho seria melhor que o BRT para o Grande ABC. Porém, ressaltou que vai acompanhar os estudos técnicos do governo do Estado. “Se eu pudesse escolher, o melhor seria o Metrô. A população prefere Metrô, claro. Agora, prefere também que termine. Não adianta falar que vai fazer Metrô, para tudo e fica obra inacabada. Essa coisa de começar obra e não terminar, ficar pelo meio do caminho acho muito pior. Estudo técnico para verificação do que realmente seria melhor é o mais viável para todo mundo.”

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