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'Hoje estou com a polícia, quero esclarecer o que houve', diz Flordelis

Reprodução/Tv Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


25/06/2019 | 19:12


A líder evangélica e deputada federal Flordelis (PSD-RJ), afirmou nesta terça-feira, 25, que não havia nenhuma desavença entre ela e o marido, o pastor Anderson do Carmo, e nem entre o marido e os filhos. O pastor foi assassinado na madrugada do último dia 16, dentro de casa, em Niterói (região metropolitana do Rio).

Dois dos 55 filhos de Flordelis - um biológico, Flávio, de 38 anos, de um casamento anterior, e Lucas, de 18 anos, adotado por ela e o pastor - estão presos, investigados pelo homicídio. Segundo a polícia, Flávio confessou ter cometido o crime. Os advogados dele contestam essa confissão, alegando que ele teria sido ouvido sem a presença de defensores.

Flordelis, que logo após o crime disse acreditar em latrocínio (roubo seguido de morte) e negou veementemente a participação dos filhos, nesta terça-feira não descartou que o assassinato de Carmo tenha sido cometido por algum dos filhos: "Hoje estou com a polícia, quero esclarecer o que houve, o que quer que seja".

Perguntada se desconfia de Flávio, ela disse que não acredita que ele tenha cometido o crime, mas gostaria de encontra-lo: "Eu ainda não o vi, quero que ele diga para mim se fez ou não fez", afirmou. "Eu não sei se ele fez, mas não acredito (que tenha cometido o crime). Meu filho estava lá, meu filho foi quem socorreu, foi quem buscou uma viatura (da polícia), foi quem permaneceu no local, mesmo tendo o mandado de prisão por violência doméstica. Existem muitos elementos para acreditar que não foi ele. Eu nunca ensinei isso a ele". Perguntada se faria tudo pelos filhos, ela disse que "só não passaria a mão na cabeça deles por erros que eles tenham cometido".

A deputada disse ter conhecimento do envolvimento do filho Lucas com o tráfico de drogas, e que sempre tentou ajuda-lo. "Ver um filho vivendo isso é muito sofrido". Mas ela negou que esse envolvimento com as drogas tenham causado desavenças com o pai a ponto de Lucas ter envolvimento na morte dele.

Quando perguntada sobre a arma encontrada no quarto do Flávio, ela disse acreditar que não foi ''plantada'' por alguém para incriminar seu filho, mas contou que há um fato ligado à existência dessa arma que já é conhecido pela polícia, mas não pode ser divulgado ainda, e que explicaria a existência dessa arma.

Flordelis disse que não sabe onde está o celular dela nem o do marido: "O celular do meu marido é muito mais importante para mim do que para a polícia, porque ali estão meus últimos momentos com meu marido, jogo de futebol em Brasília, passeios. E ali é que ficava minha agenda como cantora, também. Então, peço que quem estiver com esse aparelho que me devolva", clamou.

A deputada negou que a fogueira feita nos fundos da casa tenha sido usada para destruir provas do crime. "Tem muito mato ao redor, então quando o terreno é capinado sempre acaba sendo incendiado", contou.

Ao encerrar mais de uma hora e meia de entrevista, ela pediu "que não rotulem meus filhos, deixem meus filhos viverem": "Estou ferida, parte de mim morreu, mas estou de pé, e tudo o que seria realizado pelo meu marido nesta ano será feito".



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'Hoje estou com a polícia, quero esclarecer o que houve', diz Flordelis


25/06/2019 | 19:12


A líder evangélica e deputada federal Flordelis (PSD-RJ), afirmou nesta terça-feira, 25, que não havia nenhuma desavença entre ela e o marido, o pastor Anderson do Carmo, e nem entre o marido e os filhos. O pastor foi assassinado na madrugada do último dia 16, dentro de casa, em Niterói (região metropolitana do Rio).

Dois dos 55 filhos de Flordelis - um biológico, Flávio, de 38 anos, de um casamento anterior, e Lucas, de 18 anos, adotado por ela e o pastor - estão presos, investigados pelo homicídio. Segundo a polícia, Flávio confessou ter cometido o crime. Os advogados dele contestam essa confissão, alegando que ele teria sido ouvido sem a presença de defensores.

Flordelis, que logo após o crime disse acreditar em latrocínio (roubo seguido de morte) e negou veementemente a participação dos filhos, nesta terça-feira não descartou que o assassinato de Carmo tenha sido cometido por algum dos filhos: "Hoje estou com a polícia, quero esclarecer o que houve, o que quer que seja".

Perguntada se desconfia de Flávio, ela disse que não acredita que ele tenha cometido o crime, mas gostaria de encontra-lo: "Eu ainda não o vi, quero que ele diga para mim se fez ou não fez", afirmou. "Eu não sei se ele fez, mas não acredito (que tenha cometido o crime). Meu filho estava lá, meu filho foi quem socorreu, foi quem buscou uma viatura (da polícia), foi quem permaneceu no local, mesmo tendo o mandado de prisão por violência doméstica. Existem muitos elementos para acreditar que não foi ele. Eu nunca ensinei isso a ele". Perguntada se faria tudo pelos filhos, ela disse que "só não passaria a mão na cabeça deles por erros que eles tenham cometido".

A deputada disse ter conhecimento do envolvimento do filho Lucas com o tráfico de drogas, e que sempre tentou ajuda-lo. "Ver um filho vivendo isso é muito sofrido". Mas ela negou que esse envolvimento com as drogas tenham causado desavenças com o pai a ponto de Lucas ter envolvimento na morte dele.

Quando perguntada sobre a arma encontrada no quarto do Flávio, ela disse acreditar que não foi ''plantada'' por alguém para incriminar seu filho, mas contou que há um fato ligado à existência dessa arma que já é conhecido pela polícia, mas não pode ser divulgado ainda, e que explicaria a existência dessa arma.

Flordelis disse que não sabe onde está o celular dela nem o do marido: "O celular do meu marido é muito mais importante para mim do que para a polícia, porque ali estão meus últimos momentos com meu marido, jogo de futebol em Brasília, passeios. E ali é que ficava minha agenda como cantora, também. Então, peço que quem estiver com esse aparelho que me devolva", clamou.

A deputada negou que a fogueira feita nos fundos da casa tenha sido usada para destruir provas do crime. "Tem muito mato ao redor, então quando o terreno é capinado sempre acaba sendo incendiado", contou.

Ao encerrar mais de uma hora e meia de entrevista, ela pediu "que não rotulem meus filhos, deixem meus filhos viverem": "Estou ferida, parte de mim morreu, mas estou de pé, e tudo o que seria realizado pelo meu marido nesta ano será feito".

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