Fechar
Publicidade

Sábado, 24 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Anac ouvirá aéreas sobre distribuição de voos da Avianca

EBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


25/06/2019 | 07:06


Em meio à disputa das companhias aéreas pelos slots (horários de pouso e decolagem) deixados pela Avianca Brasil no Aeroporto de Congonhas (SP), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu ouvir as empresas antes de determinar o modo pelo qual esses slots serão distribuídos. A decisão de fazer uma consulta pública saiu no mesmo dia em que o Ministério Público Federal (MPF) recomendou à agência flexibilizar as regras de distribuição.

Segundo a norma atual, quando há disputa por slots, 50% deles devem ficar com uma possível empresa novata no aeroporto e 50% repartidos entre as companhias que já atuam no local. Na semana passada, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitiu nota defendendo que o critério para classificar as "entrantes" mudasse de empresas com apenas cinco slots em um aeroporto para companhias com até 60 slots.

Marco regulatório. A alteração da regra, defendida pelo Cade e agora pelo MPF, beneficiaria a Azul, que tem a menor presença em Congonhas e passaria a ser uma novata no terminal. A empresa briga para aumentar a oferta de seus voos entre São Paulo e Rio de Janeiro. As concorrentes Latam e Gol também querem ampliar suas presenças em Congonhas, onde, juntas, detêm quase 90% dos slots.

Em comunicado, o MPF afirmou que a mudança é necessária para que "se evite a concentração do mercado de passagens aéreas nas mãos de poucas empresas, o que provocaria novos aumentos no valor das passagens".

Uma mudança de regra no modo de distribuição dos slots pode ameaçar o leilão de ativos da Avianca, que está em recuperação judicial desde dezembro. Segundo o plano de recuperação da empresa, esses slots serão divididos em seis Unidades Produtivas Isoladas (UPI), a serem leiloadas em 10 de julho.

A Gol e a Latam já se comprometeram, cada uma, a ficar com uma dessas UPIs. As duas companhias pagaram, juntas, US$ 26 milhões à Avianca e US$ 70 milhões à gestora Elliott, maior credora da companhia aérea endividada. Gol e Latam fizeram essas ofertas interessadas, principalmente, nos slots de Congonhas.

Decisão. Ontem, a Anac também suspendeu cautelarmente a concessão da Avianca Brasil para exploração do serviço de transporte aéreo. Desde o fim de maio, os voos da empresa já estavam suspensos por questão de segurança. Com o fim da concessão da Avianca, a agência reguladora determinou a redistribuição imediata dos slots da empresa nos aeroportos de Guarulhos (SP), Santos Dumont (RJ) e Recife.

Pela regra vigente, a redistribuição deveria acontecer apenas no fim desta temporada, em outubro. Agora, os slots serão repartidos entre as companhias aéreas que já mostraram interesse por eles. A Anac não informou quais empresas pediram para ficar com esses horários de pouso e decolagem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Anac ouvirá aéreas sobre distribuição de voos da Avianca


25/06/2019 | 07:06


Em meio à disputa das companhias aéreas pelos slots (horários de pouso e decolagem) deixados pela Avianca Brasil no Aeroporto de Congonhas (SP), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu ouvir as empresas antes de determinar o modo pelo qual esses slots serão distribuídos. A decisão de fazer uma consulta pública saiu no mesmo dia em que o Ministério Público Federal (MPF) recomendou à agência flexibilizar as regras de distribuição.

Segundo a norma atual, quando há disputa por slots, 50% deles devem ficar com uma possível empresa novata no aeroporto e 50% repartidos entre as companhias que já atuam no local. Na semana passada, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) emitiu nota defendendo que o critério para classificar as "entrantes" mudasse de empresas com apenas cinco slots em um aeroporto para companhias com até 60 slots.

Marco regulatório. A alteração da regra, defendida pelo Cade e agora pelo MPF, beneficiaria a Azul, que tem a menor presença em Congonhas e passaria a ser uma novata no terminal. A empresa briga para aumentar a oferta de seus voos entre São Paulo e Rio de Janeiro. As concorrentes Latam e Gol também querem ampliar suas presenças em Congonhas, onde, juntas, detêm quase 90% dos slots.

Em comunicado, o MPF afirmou que a mudança é necessária para que "se evite a concentração do mercado de passagens aéreas nas mãos de poucas empresas, o que provocaria novos aumentos no valor das passagens".

Uma mudança de regra no modo de distribuição dos slots pode ameaçar o leilão de ativos da Avianca, que está em recuperação judicial desde dezembro. Segundo o plano de recuperação da empresa, esses slots serão divididos em seis Unidades Produtivas Isoladas (UPI), a serem leiloadas em 10 de julho.

A Gol e a Latam já se comprometeram, cada uma, a ficar com uma dessas UPIs. As duas companhias pagaram, juntas, US$ 26 milhões à Avianca e US$ 70 milhões à gestora Elliott, maior credora da companhia aérea endividada. Gol e Latam fizeram essas ofertas interessadas, principalmente, nos slots de Congonhas.

Decisão. Ontem, a Anac também suspendeu cautelarmente a concessão da Avianca Brasil para exploração do serviço de transporte aéreo. Desde o fim de maio, os voos da empresa já estavam suspensos por questão de segurança. Com o fim da concessão da Avianca, a agência reguladora determinou a redistribuição imediata dos slots da empresa nos aeroportos de Guarulhos (SP), Santos Dumont (RJ) e Recife.

Pela regra vigente, a redistribuição deveria acontecer apenas no fim desta temporada, em outubro. Agora, os slots serão repartidos entre as companhias aéreas que já mostraram interesse por eles. A Anac não informou quais empresas pediram para ficar com esses horários de pouso e decolagem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;