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Bolsas de NY fecham sem sinal único com tensões geopolíticas e Fed no foco



24/06/2019 | 17:50


Os principais indicadores acionários americanos encerraram a sessão desta segunda-feira, 24, sem direção única à medida que os investidores se mantiveram atentos a questões geopolíticas e a sinais dados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos. A possibilidade de redução nas taxas de juros no país continuou no radar dos agentes e pesou sobre papéis de grandes bancos, mas o dia foi marcado por baixo volume de negociações.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o índice Dow Jones fechou em alta de 0,03%, com 26.727,54 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,17%, para 2.945,35 pontos, e o Nasdaq recuou 0,32%, para 8.005,70 pontos.

Em um dia marcado por fraco volume de negócios em Wall Street, os investidores apenas monitoraram os riscos geopolíticos em meio à escalada nas tensões entre EUA e Irã. No início da tarde, o presidente Donald Trump assinou um decreto que impõe novas sanções ao país persa, incluindo o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. As sanções foram defendidas, brevemente, pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, que se recusou a falar sobre possíveis ações militares americanas contra o Irã. Entre os papéis ligados ao setor de defesa, a ação da Raytheon subiu 0,49% e a da Boeing apresentou ganho de 0,58%.

De forma mais abrangente, os investidores continuaram atentos a sinais do Fed quanto aos rumos da política monetária em solo americano. O presidente da distrital de Dallas do banco central, Robert Kaplan, argumentou que talvez seja "muito cedo" para cortar as taxas de juros e pediu para que o banco central espere que os eventos aconteçam. Apesar das palavras do dirigente, as apostas de que haverá ao menos um corte de 25 pontos-base nos juros americanos em julho continuaram em 100%, de acordo com os contratos futuros dos Fed funds compilados pelo CME Group. Não por acaso, ações de bancos voltaram a ser penalizadas: Morgan Stanley caiu 1,17% e Wells Fargo cedeu 1,32%.

O viés mais "dovish" adotado pelo Fed pode ser confirmado nesta quarta, durante discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, à tarde. Em relatório a clientes, o estrategista-chefe de ações americanas do Credit Suisse, Jonathan Golub, reiterou sua projeção para o S&P 500 no fim do ano em 3.025 pontos, o que indica um avanço de 2% a 3% em relação aos níveis de hoje. "A desaceleração da atividade econômica, bem como a queda nas taxas de juros e nas expectativas de inflação, deve apoiar, dado que o cenário permanece não recessivo, proporcionando um piso para os preços das ações", escreveu o economista.



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Bolsas de NY fecham sem sinal único com tensões geopolíticas e Fed no foco


24/06/2019 | 17:50


Os principais indicadores acionários americanos encerraram a sessão desta segunda-feira, 24, sem direção única à medida que os investidores se mantiveram atentos a questões geopolíticas e a sinais dados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos. A possibilidade de redução nas taxas de juros no país continuou no radar dos agentes e pesou sobre papéis de grandes bancos, mas o dia foi marcado por baixo volume de negociações.

Na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), o índice Dow Jones fechou em alta de 0,03%, com 26.727,54 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,17%, para 2.945,35 pontos, e o Nasdaq recuou 0,32%, para 8.005,70 pontos.

Em um dia marcado por fraco volume de negócios em Wall Street, os investidores apenas monitoraram os riscos geopolíticos em meio à escalada nas tensões entre EUA e Irã. No início da tarde, o presidente Donald Trump assinou um decreto que impõe novas sanções ao país persa, incluindo o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. As sanções foram defendidas, brevemente, pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, que se recusou a falar sobre possíveis ações militares americanas contra o Irã. Entre os papéis ligados ao setor de defesa, a ação da Raytheon subiu 0,49% e a da Boeing apresentou ganho de 0,58%.

De forma mais abrangente, os investidores continuaram atentos a sinais do Fed quanto aos rumos da política monetária em solo americano. O presidente da distrital de Dallas do banco central, Robert Kaplan, argumentou que talvez seja "muito cedo" para cortar as taxas de juros e pediu para que o banco central espere que os eventos aconteçam. Apesar das palavras do dirigente, as apostas de que haverá ao menos um corte de 25 pontos-base nos juros americanos em julho continuaram em 100%, de acordo com os contratos futuros dos Fed funds compilados pelo CME Group. Não por acaso, ações de bancos voltaram a ser penalizadas: Morgan Stanley caiu 1,17% e Wells Fargo cedeu 1,32%.

O viés mais "dovish" adotado pelo Fed pode ser confirmado nesta quarta, durante discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, à tarde. Em relatório a clientes, o estrategista-chefe de ações americanas do Credit Suisse, Jonathan Golub, reiterou sua projeção para o S&P 500 no fim do ano em 3.025 pontos, o que indica um avanço de 2% a 3% em relação aos níveis de hoje. "A desaceleração da atividade econômica, bem como a queda nas taxas de juros e nas expectativas de inflação, deve apoiar, dado que o cenário permanece não recessivo, proporcionando um piso para os preços das ações", escreveu o economista.

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