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Dinheiro, um mito em extinção


Do Diário do Grande ABC

24/06/2019 | 09:26


 Todos nós, ao longo da vida, ouvimos as mais incríveis histórias (verdadeiras ou fantasiosas) sobre o dinheiro. Ter muito dinheiro foi o sonho mais acalentado pelas crianças desde o dia em que tomaram conhecimento de que com aquelas cédulas ou moedas se adquire os doces, brinquedos e praticamente todos os produtos que facilitam a vida. O avanço da tecnologia e das comunicações, no entanto, está expulsando o dinheiro de nosso dia a dia. Embora o mercado ateste que 52% das vendas no comércio ainda sejam pagas com dinheiro vivo, estima-se que 70% dos pagamentos gerais se processem por transferências eletrônicas em diferentes formatos (cartão, documentos, ordem bancária etc.) e a tendência é que isso se estenda, cada dia mais, às transações de menor valor. Ninguém é capaz de prever, com segurança, quando o dinheiro deixará de circular, mas muitos estimam que isso poderá ocorrer em 20 anos, quando praticamente toda a população estiver integrada aos meios eletrônicos e similares.

Diz a história que o dinheiro surgiu no território onde atualmente é a Turquia, no século VII a.C., onde foram cunhadas moedas rudimentares que receberam valor na troca por mercadorias. Com o passar do tempo foi tomando formas e aperfeiçoamento até chegar ao estágio atual de cédulas e moedas garantidas pelos governos e reguladas pelo mercado. Ao mesmo tempo em que exerce verdadeira mística sobre as pessoas, traz como inconvenientes o custo de manutenção, possibilidade de contaminação e transmissão de doenças, a necessidade de transporte e, principalmente, a insegurança. Os assaltos, hoje conhecidos como ‘saidinha de banco’, são testemunhas disso. Também servem à corrupção, como demonstram as malas de dinheiro ilícito e os maços de notas apreendidos na cueca e em outros lugares improváveis de transporte e guarda.

A disseminação dos processos computadorizados, além de servir à circulação dos valores sem a movimentação física de dinheiro, também se prestam à fiscalização da licitude dos pagamentos e recebimentos. Quanto mais se aperfeiçoa a tecnologia, torna-se mais difícil esconder dinheiro. Essa talvez seja uma das fortes razões para que, em tempo não muito distante, cédulas e moedas se tornem peças de museu destinadas apenas a contar a história das relações comerciais entre governos, empresas e indivíduos que, a partir de então, farão suas transações pelos cartões, hoje conhecidos como ‘dinheiro de plástico’, ou mediante simples ordens de transferência da conta de quem paga para a do recebedor. No lugar do dinheiro físico restará o virtual, cercado de grande esquema de segurança contra ladrões, corruptos e outros malfeitores.

Dirceu Cardoso Gonçalves é tenente e dirigente da Aspomil (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo).

Palavra do Leitor

Paulo de Favari
Venho, por meio desta Palavra do Leitor, pedir ajuda sobre problemas que vêm acontecendo na Rua Paulo de Favari, no bairro Caminho do Mar, ao lado da Academia Tem, em São Bernardo. Existe prédio abandonado que virou estacionamento de ambulância. E todos os dias, inclusive no feriado de Corpus Christi, essas ambulâncias estão tocando a sirene sem necessidade e os horários são sempre muito cedo. Na quinta-feira foi às 6h40; na sexta, às 7h20; e, sábado, às 6h05. Isso virou rotina e está atrapalhando muito! Por acaso existe a Lei do Silêncio na cidade? Gravei vídeos sobre isso e vou divulgar. Assim não dá. Prédio invadido, estacionamento irregular, barulho fora de hora. O desrespeito ao contribuinte está demais.
Caio Duilio Improta
São Bernardo

Enganado
O presidente do Santos, José Carlos Peres, levou passa-moleque do Flamengo. O clube do Rio vendeu Jean Lucas ao Lyon, da França. O problema é que o jogador estava emprestado ao time da Baixada Santista como parte da negociação da venda de Bruno Henrique ao rubro-negro carioca. Dos R$ 34,7 milhões, os cariocas vão ficar com 80%, os outros 20% são do jogador e o Peixe vai ficar a ver navios, sem absolutamente nada. O Peixe já tinha sido enganado nessa mesma negociação, já que quem deveria ter vindo era o volante Ronaldo. Ou seja, duas vezes enganado pelo Flamengo, que já sinalizou que não mandará outro atleta. O Peres é o pior presidente que o meu Santos já teve. Fora, Peres!
Thiago Santos
São Caetano

Nos trilhos
Boa notícia! O governo de São Paulo, por meio da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), estuda colocar em circulação, e depois de mais de 40 anos, trem turístico saindo da Estação Luz, na Capital, até a cidade de Santos, no Litoral. Na Baixada Santista está previsto que o trajeto será até o terminal de passageiros de Navios Cruzeiros. Inclusive, nesses últimos dias, para ajudar o estudo desse projeto, teste foi feito aproveitando os trilhos da linha de Paranapiacaba, em Santo André. Se concluído, como se espera, esse projeto certamente terá grande sucesso. Já que, hoje, é muito mal utilizado no País o seu potencial turístico.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Confisco
Em 18 de setembro de 2012 o ministro Gilmar Mendes mandou suspender todos os processos referentes ao confisco das cadernetas de Poupança para forçar poupadores a aceitar acordo indecente proposto pelos banqueiros, com o aval do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor). Em abril de 2019, esse mesmo ministro, reconhecendo a injustiça contra poupadores, liberou o andamento dos processos novamente. Só que, até agora, continuam suspensos no Complexo do Ipiranga desde a decisão do ministro. O que falta para esses processos voltarem às varas de origem para tramitar novamente? Ou a decisão de Gilmar Mendes só teve urgência quando foi para suspender os processos? Ou temos que aguardar bênçãos dos banqueiros e do Idec? Sugiro ao ministro Paulo Guedes que solicite aos banqueiros que cumpram ordem de Gilmar Mendes e liberem o dinheiro bloqueado dos poupadores. Com certeza irá movimentar a economia sem precisar só se dedicar à reforma da Previdência, como se isso fosse salvar o País. Mas talvez seja mais fácil pagar R$ 57 ao perito do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para afastar aposentados do que tirar dinheiro dos banqueiros!
Nelson Sanchez
Santo André

Ridículo
O Brasil está caindo no ridículo perante as nações internacionais em tentar condenar quem luta para acabar com a corrupção, as injustiças, as badernas etc, que tanto se alastrou pelo País afora. Portanto, presidente, está na hora de a sua equipe acionar o sinal de alerta, a fim de combater forças inimigas que queiram desestruturar aquilo que a população brasileira tanto deseja e merece, ou seja, justiça, dignidade, honestidade, segurança e políticos que realmente se proponham a trabalhar em prol do povo e da Nação brasileira. Porque, de ‘boas’ intenções de senadores, congressistas e juristas que se comprometeram em fazer Brasil melhor no inferno está cheio. Mas graças a Deus a população está vivendo e aprendendo como afastar o maligno do nosso convívio. Pois povo que é humilde e trabalhador só espera que todos os candidatos que foram eleitos tenham pelo menos o mínimo de respeito àqueles que depositaram suas esperanças nas urnas.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Tumultuada
Lendo e analisando a reportagem ‘BO registra incitação de vereadores em sessão tumultuada’ (Política, dia 21), entendo que o caso é mais sério do que se possa imaginar e não pode ficar restrito a boletim de ocorrência. Se tudo isso aconteceu na Câmara de Santo André, acho que a comissão de ética do Legislativo já deveria ter se reunido para julgar a atuação dos três vereadores envolvidos para saber se não feriram o decoro parlamentar. Até porque, vereador foi eleito para defender direitos dos munícipes, dentro dos preceitos da legislação em vigor, e não para agredi-los. É lamentável que fatos como este ainda ocorram na Câmara, local sagrado e que merece todo o respeito, não só por parte da população, mas principalmente dos vereadores. Acho que o Ministério Público até deveria ficar atento a esse episódio e cobrar apurações urgentes, por parte da polícia, para que esse inquérito não acabe indo parar no fundo de gaveta.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

* As cartas para esta seção devem ser encaminhadas pelos Correios (Rua Catequese, 562, bairro Jardim, Santo André, CEP 09090-900) ou por e-mail (palavradoleitor@dgabc.com.br). Necessário que sejam indicados nome e endereço completos e telefone para contato. Não serão publicadas ofensas pessoais. Os assuntos devem versar sobre temas abordados pelo jornal. O Diário se reserva o direito de publicar somente trechos dos textos.



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Dinheiro, um mito em extinção

Do Diário do Grande ABC

24/06/2019 | 09:26


 Todos nós, ao longo da vida, ouvimos as mais incríveis histórias (verdadeiras ou fantasiosas) sobre o dinheiro. Ter muito dinheiro foi o sonho mais acalentado pelas crianças desde o dia em que tomaram conhecimento de que com aquelas cédulas ou moedas se adquire os doces, brinquedos e praticamente todos os produtos que facilitam a vida. O avanço da tecnologia e das comunicações, no entanto, está expulsando o dinheiro de nosso dia a dia. Embora o mercado ateste que 52% das vendas no comércio ainda sejam pagas com dinheiro vivo, estima-se que 70% dos pagamentos gerais se processem por transferências eletrônicas em diferentes formatos (cartão, documentos, ordem bancária etc.) e a tendência é que isso se estenda, cada dia mais, às transações de menor valor. Ninguém é capaz de prever, com segurança, quando o dinheiro deixará de circular, mas muitos estimam que isso poderá ocorrer em 20 anos, quando praticamente toda a população estiver integrada aos meios eletrônicos e similares.

Diz a história que o dinheiro surgiu no território onde atualmente é a Turquia, no século VII a.C., onde foram cunhadas moedas rudimentares que receberam valor na troca por mercadorias. Com o passar do tempo foi tomando formas e aperfeiçoamento até chegar ao estágio atual de cédulas e moedas garantidas pelos governos e reguladas pelo mercado. Ao mesmo tempo em que exerce verdadeira mística sobre as pessoas, traz como inconvenientes o custo de manutenção, possibilidade de contaminação e transmissão de doenças, a necessidade de transporte e, principalmente, a insegurança. Os assaltos, hoje conhecidos como ‘saidinha de banco’, são testemunhas disso. Também servem à corrupção, como demonstram as malas de dinheiro ilícito e os maços de notas apreendidos na cueca e em outros lugares improváveis de transporte e guarda.

A disseminação dos processos computadorizados, além de servir à circulação dos valores sem a movimentação física de dinheiro, também se prestam à fiscalização da licitude dos pagamentos e recebimentos. Quanto mais se aperfeiçoa a tecnologia, torna-se mais difícil esconder dinheiro. Essa talvez seja uma das fortes razões para que, em tempo não muito distante, cédulas e moedas se tornem peças de museu destinadas apenas a contar a história das relações comerciais entre governos, empresas e indivíduos que, a partir de então, farão suas transações pelos cartões, hoje conhecidos como ‘dinheiro de plástico’, ou mediante simples ordens de transferência da conta de quem paga para a do recebedor. No lugar do dinheiro físico restará o virtual, cercado de grande esquema de segurança contra ladrões, corruptos e outros malfeitores.

Dirceu Cardoso Gonçalves é tenente e dirigente da Aspomil (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo).

Palavra do Leitor

Paulo de Favari
Venho, por meio desta Palavra do Leitor, pedir ajuda sobre problemas que vêm acontecendo na Rua Paulo de Favari, no bairro Caminho do Mar, ao lado da Academia Tem, em São Bernardo. Existe prédio abandonado que virou estacionamento de ambulância. E todos os dias, inclusive no feriado de Corpus Christi, essas ambulâncias estão tocando a sirene sem necessidade e os horários são sempre muito cedo. Na quinta-feira foi às 6h40; na sexta, às 7h20; e, sábado, às 6h05. Isso virou rotina e está atrapalhando muito! Por acaso existe a Lei do Silêncio na cidade? Gravei vídeos sobre isso e vou divulgar. Assim não dá. Prédio invadido, estacionamento irregular, barulho fora de hora. O desrespeito ao contribuinte está demais.
Caio Duilio Improta
São Bernardo

Enganado
O presidente do Santos, José Carlos Peres, levou passa-moleque do Flamengo. O clube do Rio vendeu Jean Lucas ao Lyon, da França. O problema é que o jogador estava emprestado ao time da Baixada Santista como parte da negociação da venda de Bruno Henrique ao rubro-negro carioca. Dos R$ 34,7 milhões, os cariocas vão ficar com 80%, os outros 20% são do jogador e o Peixe vai ficar a ver navios, sem absolutamente nada. O Peixe já tinha sido enganado nessa mesma negociação, já que quem deveria ter vindo era o volante Ronaldo. Ou seja, duas vezes enganado pelo Flamengo, que já sinalizou que não mandará outro atleta. O Peres é o pior presidente que o meu Santos já teve. Fora, Peres!
Thiago Santos
São Caetano

Nos trilhos
Boa notícia! O governo de São Paulo, por meio da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), estuda colocar em circulação, e depois de mais de 40 anos, trem turístico saindo da Estação Luz, na Capital, até a cidade de Santos, no Litoral. Na Baixada Santista está previsto que o trajeto será até o terminal de passageiros de Navios Cruzeiros. Inclusive, nesses últimos dias, para ajudar o estudo desse projeto, teste foi feito aproveitando os trilhos da linha de Paranapiacaba, em Santo André. Se concluído, como se espera, esse projeto certamente terá grande sucesso. Já que, hoje, é muito mal utilizado no País o seu potencial turístico.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)

Confisco
Em 18 de setembro de 2012 o ministro Gilmar Mendes mandou suspender todos os processos referentes ao confisco das cadernetas de Poupança para forçar poupadores a aceitar acordo indecente proposto pelos banqueiros, com o aval do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor). Em abril de 2019, esse mesmo ministro, reconhecendo a injustiça contra poupadores, liberou o andamento dos processos novamente. Só que, até agora, continuam suspensos no Complexo do Ipiranga desde a decisão do ministro. O que falta para esses processos voltarem às varas de origem para tramitar novamente? Ou a decisão de Gilmar Mendes só teve urgência quando foi para suspender os processos? Ou temos que aguardar bênçãos dos banqueiros e do Idec? Sugiro ao ministro Paulo Guedes que solicite aos banqueiros que cumpram ordem de Gilmar Mendes e liberem o dinheiro bloqueado dos poupadores. Com certeza irá movimentar a economia sem precisar só se dedicar à reforma da Previdência, como se isso fosse salvar o País. Mas talvez seja mais fácil pagar R$ 57 ao perito do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para afastar aposentados do que tirar dinheiro dos banqueiros!
Nelson Sanchez
Santo André

Ridículo
O Brasil está caindo no ridículo perante as nações internacionais em tentar condenar quem luta para acabar com a corrupção, as injustiças, as badernas etc, que tanto se alastrou pelo País afora. Portanto, presidente, está na hora de a sua equipe acionar o sinal de alerta, a fim de combater forças inimigas que queiram desestruturar aquilo que a população brasileira tanto deseja e merece, ou seja, justiça, dignidade, honestidade, segurança e políticos que realmente se proponham a trabalhar em prol do povo e da Nação brasileira. Porque, de ‘boas’ intenções de senadores, congressistas e juristas que se comprometeram em fazer Brasil melhor no inferno está cheio. Mas graças a Deus a população está vivendo e aprendendo como afastar o maligno do nosso convívio. Pois povo que é humilde e trabalhador só espera que todos os candidatos que foram eleitos tenham pelo menos o mínimo de respeito àqueles que depositaram suas esperanças nas urnas.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Tumultuada
Lendo e analisando a reportagem ‘BO registra incitação de vereadores em sessão tumultuada’ (Política, dia 21), entendo que o caso é mais sério do que se possa imaginar e não pode ficar restrito a boletim de ocorrência. Se tudo isso aconteceu na Câmara de Santo André, acho que a comissão de ética do Legislativo já deveria ter se reunido para julgar a atuação dos três vereadores envolvidos para saber se não feriram o decoro parlamentar. Até porque, vereador foi eleito para defender direitos dos munícipes, dentro dos preceitos da legislação em vigor, e não para agredi-los. É lamentável que fatos como este ainda ocorram na Câmara, local sagrado e que merece todo o respeito, não só por parte da população, mas principalmente dos vereadores. Acho que o Ministério Público até deveria ficar atento a esse episódio e cobrar apurações urgentes, por parte da polícia, para que esse inquérito não acabe indo parar no fundo de gaveta.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

* As cartas para esta seção devem ser encaminhadas pelos Correios (Rua Catequese, 562, bairro Jardim, Santo André, CEP 09090-900) ou por e-mail (palavradoleitor@dgabc.com.br). Necessário que sejam indicados nome e endereço completos e telefone para contato. Não serão publicadas ofensas pessoais. Os assuntos devem versar sobre temas abordados pelo jornal. O Diário se reserva o direito de publicar somente trechos dos textos.

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