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Perigosa negligência


Do Diário do Grande ABC

24/06/2019 | 09:24


O Código de Trânsito Brasileiro tornou obrigatório o uso de cinto de segurança para motoristas e passageiros, em todas as vias do território nacional, há 21 anos. Mas, apesar de campanhas educativas ao longo de todo esse tempo, da aplicação de multas e dos já mais do que sabidos riscos inerentes à negligência quanto ao uso do equipamento, a determinação continua a ser ignorada por boa parte dos brasileiros, sobretudo aqueles que se aboletam nos bancos traseiros dos veículos. Não por acaso, pesquisa mostra que 93% destes passageiros se negam a colocar o item que lhes garante maior segurança na viagem. Quando questionados, a resposta está na ponta da língua: é desconfortável.

Negligenciar a própria segurança ou a de passageiros, sobretudo crianças, demonstra total falta de responsabilidade para com a vida ou a saúde, porque não são raros os casos de acidentes dos quais milhares de vítimas que estavam sem o cinto se salvam, mas ficam com sequelas gravíssimas. Todos os ocupantes dos veículos devem se preocupar em colocar o equipamento antes de iniciar o trajeto. No entanto, cabe ao condutor verificar e, caso alguém esteja sem, se negar a dar a partida enquanto a regra não seja obedecida.

Reportagem de hoje deste Diário mostra que nada menos do que 19.962 infrações foram anotadas nas sete cidades, em 2018, pelo não uso do cinto de segurança. Algo em torno de 54 a cada dia. Algum incauto pode até dizer que é pouco quando se sabe que o Grande ABC tem frota de 1,89 milhão de veículos, e cerca de 2,7 milhões de habitantes. Não é, e ainda seria muito se apenas uma multa tivesse sido aplicada por tal motivo. Afinal, se cobra mais segurança pública para combater a violência e a criminalidade.

Não seria o caso também de cobrar mais responsabilidade de motoristas e passageiros quanto a respeitar a própria vida e a de outros, e fazer do uso do cinto de segurança algo tão corriqueiro quanto caminhar?



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Perigosa negligência

Do Diário do Grande ABC

24/06/2019 | 09:24


O Código de Trânsito Brasileiro tornou obrigatório o uso de cinto de segurança para motoristas e passageiros, em todas as vias do território nacional, há 21 anos. Mas, apesar de campanhas educativas ao longo de todo esse tempo, da aplicação de multas e dos já mais do que sabidos riscos inerentes à negligência quanto ao uso do equipamento, a determinação continua a ser ignorada por boa parte dos brasileiros, sobretudo aqueles que se aboletam nos bancos traseiros dos veículos. Não por acaso, pesquisa mostra que 93% destes passageiros se negam a colocar o item que lhes garante maior segurança na viagem. Quando questionados, a resposta está na ponta da língua: é desconfortável.

Negligenciar a própria segurança ou a de passageiros, sobretudo crianças, demonstra total falta de responsabilidade para com a vida ou a saúde, porque não são raros os casos de acidentes dos quais milhares de vítimas que estavam sem o cinto se salvam, mas ficam com sequelas gravíssimas. Todos os ocupantes dos veículos devem se preocupar em colocar o equipamento antes de iniciar o trajeto. No entanto, cabe ao condutor verificar e, caso alguém esteja sem, se negar a dar a partida enquanto a regra não seja obedecida.

Reportagem de hoje deste Diário mostra que nada menos do que 19.962 infrações foram anotadas nas sete cidades, em 2018, pelo não uso do cinto de segurança. Algo em torno de 54 a cada dia. Algum incauto pode até dizer que é pouco quando se sabe que o Grande ABC tem frota de 1,89 milhão de veículos, e cerca de 2,7 milhões de habitantes. Não é, e ainda seria muito se apenas uma multa tivesse sido aplicada por tal motivo. Afinal, se cobra mais segurança pública para combater a violência e a criminalidade.

Não seria o caso também de cobrar mais responsabilidade de motoristas e passageiros quanto a respeitar a própria vida e a de outros, e fazer do uso do cinto de segurança algo tão corriqueiro quanto caminhar?

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