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EUA ampliam sanções e Irã ameaça espalhar conflito pelo Golfo Pérsico

Carolyn Kaster Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


24/06/2019 | 08:03


Com a imposição de novas sanções dos EUA, em vigor a partir desta segunda-feira, 24, o Irã ameaçou retomar seu programa nuclear e disse que a guerra poderia se espalhar pelo Golfo Pérsico. "Nenhum país conseguirá controlar o alcance e duração de um conflito na região", afirmou o general Gholamali Rashid, do alto comando iraniano. "Os EUA devem agir de forma responsável para proteger suas tropas."

Neste domingo, 23, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, confirmou que um novo pacote de sanções será anunciado nesta segunda. Diante da perspectiva de mais restrições econômicas, o governo iraniano tentou repassar parte da pressão para a União Europeia. Teerã estabeleceu o prazo de 8 de julho para que a UE encontre uma saída para driblar as sanções americanas.

O chefe do Conselho Estratégico do Irã, Kamal Kharazi, prometeu "novas medidas" caso o prazo não seja cumprido. "Temos de ver nas próximas duas semanas se a UE apenas promete ou se toma medidas práticas", afirmou Kharazi.

O vice-chanceler do Irã, Abbas Araqchi, disse que, se os europeus não encontrarem uma saída, o país retomará o programa nuclear. "Nossa decisão de reduzir o comprometimento com o acordo nuclear é irreversível enquanto nossas demandas não forem atendidas."

Apesar da confirmação de novas sanções, integrantes do governo americano reforçaram a disposição dos EUA para o diálogo. Pompeo afirmou que a Casa Branca está preparada "para negociar sem condições prévias". "Eles sabem precisamente como nos encontrar", disse o chefe da diplomacia americana.

Em busca de articulações, o secretário de Estado dos EUA afirmou que visitará a Arábia Saudita e os Emirados Árabes para discutir a crise provocada pela derrubada de um drone americano pelo Irã, na semana passada. "Vamos encontrar uma maneira de construir uma coalizão global contra o Irã", afirmou.

O tom adotado pelo assessor de Segurança Nacional do presidente Donald Trump, John Bolton, foi mais ameaçador. Ele alertou ao Irã para que não confunda a "prudência" dos EUA com "fraqueza". "Nem o Irã nem qualquer outro ator hostil deve confundir a prudência e a discrição dos EUA com fraqueza", afirmou Bolton no domingo, antes de se reunir, em Jerusalém, com o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu.

A nova escalada das tensões ocorreu um dia depois de a imprensa americana noticiar ataques cibernéticos desferidos pelos EUA, na quinta-feira, contra os sistemas de lançamento de mísseis e uma rede de espionagem do Irã, responsável por vigiar a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

O Washington Post afirmou que os ataques, planejados há várias semanas, teriam sido propostos por militares americanos como resposta à sabotagem de petroleiros na região. O Pentágono não quis comentar o assunto.

Em mensagem no Twitter, o chanceler iraniano, Mohamed Javad Zarif, revelou no domingo a interceptação de outra aeronave não tripulada dos EUA. Segundo ele, um drone espião americano teria invadido o espaço aéreo do país em 26 de maio. Zarif publicou o itinerário do drone e afirmou que, após três alertas, ele deixou a costa iraniana.

Em resposta, Pompeo definiu o mapa exibido por Zarif como "infantil" e acusou o Irã de "semear desinformação". "Não deveria haver dúvidas na cabeça de ninguém sobre onde estava esse drone. Estava sobrevoando o espaço aéreo internacional." (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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EUA ampliam sanções e Irã ameaça espalhar conflito pelo Golfo Pérsico


24/06/2019 | 08:03


Com a imposição de novas sanções dos EUA, em vigor a partir desta segunda-feira, 24, o Irã ameaçou retomar seu programa nuclear e disse que a guerra poderia se espalhar pelo Golfo Pérsico. "Nenhum país conseguirá controlar o alcance e duração de um conflito na região", afirmou o general Gholamali Rashid, do alto comando iraniano. "Os EUA devem agir de forma responsável para proteger suas tropas."

Neste domingo, 23, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, confirmou que um novo pacote de sanções será anunciado nesta segunda. Diante da perspectiva de mais restrições econômicas, o governo iraniano tentou repassar parte da pressão para a União Europeia. Teerã estabeleceu o prazo de 8 de julho para que a UE encontre uma saída para driblar as sanções americanas.

O chefe do Conselho Estratégico do Irã, Kamal Kharazi, prometeu "novas medidas" caso o prazo não seja cumprido. "Temos de ver nas próximas duas semanas se a UE apenas promete ou se toma medidas práticas", afirmou Kharazi.

O vice-chanceler do Irã, Abbas Araqchi, disse que, se os europeus não encontrarem uma saída, o país retomará o programa nuclear. "Nossa decisão de reduzir o comprometimento com o acordo nuclear é irreversível enquanto nossas demandas não forem atendidas."

Apesar da confirmação de novas sanções, integrantes do governo americano reforçaram a disposição dos EUA para o diálogo. Pompeo afirmou que a Casa Branca está preparada "para negociar sem condições prévias". "Eles sabem precisamente como nos encontrar", disse o chefe da diplomacia americana.

Em busca de articulações, o secretário de Estado dos EUA afirmou que visitará a Arábia Saudita e os Emirados Árabes para discutir a crise provocada pela derrubada de um drone americano pelo Irã, na semana passada. "Vamos encontrar uma maneira de construir uma coalizão global contra o Irã", afirmou.

O tom adotado pelo assessor de Segurança Nacional do presidente Donald Trump, John Bolton, foi mais ameaçador. Ele alertou ao Irã para que não confunda a "prudência" dos EUA com "fraqueza". "Nem o Irã nem qualquer outro ator hostil deve confundir a prudência e a discrição dos EUA com fraqueza", afirmou Bolton no domingo, antes de se reunir, em Jerusalém, com o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu.

A nova escalada das tensões ocorreu um dia depois de a imprensa americana noticiar ataques cibernéticos desferidos pelos EUA, na quinta-feira, contra os sistemas de lançamento de mísseis e uma rede de espionagem do Irã, responsável por vigiar a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.

O Washington Post afirmou que os ataques, planejados há várias semanas, teriam sido propostos por militares americanos como resposta à sabotagem de petroleiros na região. O Pentágono não quis comentar o assunto.

Em mensagem no Twitter, o chanceler iraniano, Mohamed Javad Zarif, revelou no domingo a interceptação de outra aeronave não tripulada dos EUA. Segundo ele, um drone espião americano teria invadido o espaço aéreo do país em 26 de maio. Zarif publicou o itinerário do drone e afirmou que, após três alertas, ele deixou a costa iraniana.

Em resposta, Pompeo definiu o mapa exibido por Zarif como "infantil" e acusou o Irã de "semear desinformação". "Não deveria haver dúvidas na cabeça de ninguém sobre onde estava esse drone. Estava sobrevoando o espaço aéreo internacional." (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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