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Notas que compõem a partitura da vida

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Centro Livre de Música de São Bernardo, reativado há dois anos, traz motivação aos alunos


Miriam Gimenes

23/06/2019 | 07:59


O morador de São Bernardo Amauri Alves Pinto, 56, está ‘em casa’ há dois anos. Nas últimas três décadas fez parte do quadro de funcionários da montadora Volkswagen, também na cidade. Uma vez aposentado, ficou sem saber como ocupar as horas do dia, que teimavam em demorar para passar. Mas algumas notas – mais precisamente um monte delas juntas – trataram de ocupar não só grande parte de sua rotina como também mudaram o seu rumo de vida.

É que ele, e outras 945 pessoas, fazem parte do grupo de alunos do CLM (Centro Livre de Música), de São Bernardo. Retomado há dois anos, o espaço, que funciona no Teatro Martins Pena, na Vila Gonçalves, que quase viu as portas fecharem, vê cada dia mais a lista de interessados em participar dos cursos aumentar. O aposentado, morador do Jardim Telma, faz aula de flauta transversal, de rítmica e teoria, de segunda, terça e quarta. “Eu fiz música há muito tempo e tive de parar. Agora aposentado, encontrei aqui (no CLM) uma oportunidade. O curso é ótimo, os professores também. Passo grande parte dos meus dias aqui”, diz Pinto.

O projeto, na verdade, sempre existiu. “O que aconteceu é que ele foi sucateado nas gestões anteriores e, na última (Luiz Marinho), praticamente desapareceu. Como eu tenho a diretriz da cultura, que é a de formação, resolvemos retomar os cursos aqui, mas não só oficinas, cursos com mais duração”, explica o secretário de Cultura e Juventude, Adalberto Guazzelli. Além disso, ele tinha ligação emocional com o espaço, já que durante a adolescência frequentou lá por diversas vezes para assistir a filmes. “Quando assumi vim entender como estava e fiquei impressionado, porque estava sucateado. Foi uma das intervenções mais fortes que fizemos”, completa.

Em maio de 2017, portanto, o CLM foi retomado – o que acaba de completar dois anos. Desde o início, a responsável em coordenar o espaço foi a maestrina Simone Strublic. “Quando entrei aqui havia um monte de partituras, algumas até históricas, todas jogadas, instrumentos perdidos e quebrados nos armários. Uma tristeza. Chamei o Guazzelli e recomeçamos a retomada”, lembra.

Estruturaram, então, cursos em que as pessoas não passassem apenas seis meses e fossem embora. “O nosso tem quatro semestres, com toda base de formação musical. Queremos, para quem tiver interesse, formar profissionais”, diz Simone.

Entre as opções disponibilizadas estão os instrumentos de sopro de madeira (saxofone, clarinete, flauta transversal), os metais (trompete, trombone e tuba), percussão (populares e sinfônicos), violão, viola caipira, acordeon, violino, violoncelo e contra-baixo. Agora contam com três corais também (infantil, musical e o coral de formação).

A quantidade de opções e o trabalho dos professores deram resultado. A iniciativa reiniciou suas atividades em 2017 com 352 alunos; em 2018, foi para 628 alunos; e, em 2019, saltou para para 946 alunos. E o melhor: para alunos de todas as idades de forma gratuita. “O meu sonho é ver esse povo tocando nos palcos e cada vez mais que as pessoas interessem pela educação musical, vejam como isso faz bem e equilibra suas vidas”, diz a maestrina.

Novas vagas serão abertas em julho e as inscrições poderão ser feitas pessoalmente no local (Praça Marquês de Alegrete, 44), nos dias 29, 30 e 31 de julho (levar apenas documento de identificação e comprovante de residência). Os cursos são abertos a todos os moradores do Grande ABC.  



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Notas que compõem a partitura da vida

Centro Livre de Música de São Bernardo, reativado há dois anos, traz motivação aos alunos

Miriam Gimenes

23/06/2019 | 07:59


O morador de São Bernardo Amauri Alves Pinto, 56, está ‘em casa’ há dois anos. Nas últimas três décadas fez parte do quadro de funcionários da montadora Volkswagen, também na cidade. Uma vez aposentado, ficou sem saber como ocupar as horas do dia, que teimavam em demorar para passar. Mas algumas notas – mais precisamente um monte delas juntas – trataram de ocupar não só grande parte de sua rotina como também mudaram o seu rumo de vida.

É que ele, e outras 945 pessoas, fazem parte do grupo de alunos do CLM (Centro Livre de Música), de São Bernardo. Retomado há dois anos, o espaço, que funciona no Teatro Martins Pena, na Vila Gonçalves, que quase viu as portas fecharem, vê cada dia mais a lista de interessados em participar dos cursos aumentar. O aposentado, morador do Jardim Telma, faz aula de flauta transversal, de rítmica e teoria, de segunda, terça e quarta. “Eu fiz música há muito tempo e tive de parar. Agora aposentado, encontrei aqui (no CLM) uma oportunidade. O curso é ótimo, os professores também. Passo grande parte dos meus dias aqui”, diz Pinto.

O projeto, na verdade, sempre existiu. “O que aconteceu é que ele foi sucateado nas gestões anteriores e, na última (Luiz Marinho), praticamente desapareceu. Como eu tenho a diretriz da cultura, que é a de formação, resolvemos retomar os cursos aqui, mas não só oficinas, cursos com mais duração”, explica o secretário de Cultura e Juventude, Adalberto Guazzelli. Além disso, ele tinha ligação emocional com o espaço, já que durante a adolescência frequentou lá por diversas vezes para assistir a filmes. “Quando assumi vim entender como estava e fiquei impressionado, porque estava sucateado. Foi uma das intervenções mais fortes que fizemos”, completa.

Em maio de 2017, portanto, o CLM foi retomado – o que acaba de completar dois anos. Desde o início, a responsável em coordenar o espaço foi a maestrina Simone Strublic. “Quando entrei aqui havia um monte de partituras, algumas até históricas, todas jogadas, instrumentos perdidos e quebrados nos armários. Uma tristeza. Chamei o Guazzelli e recomeçamos a retomada”, lembra.

Estruturaram, então, cursos em que as pessoas não passassem apenas seis meses e fossem embora. “O nosso tem quatro semestres, com toda base de formação musical. Queremos, para quem tiver interesse, formar profissionais”, diz Simone.

Entre as opções disponibilizadas estão os instrumentos de sopro de madeira (saxofone, clarinete, flauta transversal), os metais (trompete, trombone e tuba), percussão (populares e sinfônicos), violão, viola caipira, acordeon, violino, violoncelo e contra-baixo. Agora contam com três corais também (infantil, musical e o coral de formação).

A quantidade de opções e o trabalho dos professores deram resultado. A iniciativa reiniciou suas atividades em 2017 com 352 alunos; em 2018, foi para 628 alunos; e, em 2019, saltou para para 946 alunos. E o melhor: para alunos de todas as idades de forma gratuita. “O meu sonho é ver esse povo tocando nos palcos e cada vez mais que as pessoas interessem pela educação musical, vejam como isso faz bem e equilibra suas vidas”, diz a maestrina.

Novas vagas serão abertas em julho e as inscrições poderão ser feitas pessoalmente no local (Praça Marquês de Alegrete, 44), nos dias 29, 30 e 31 de julho (levar apenas documento de identificação e comprovante de residência). Os cursos são abertos a todos os moradores do Grande ABC.  

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