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O que é melhor para o meio ambiente: asfalto ou paralelepípedo?

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dois diferentes tipos são utilizados em ruas e avenidas espalhadas pelas cidades


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

23/06/2019 | 07:00


O paralelepípedo é melhor ao meio ambiente do que o asfalto. Isso porque esse sistema consiste na reunião de rochas chamadas granito, sendo extraídos da própria natureza. Já a outra opção, derivada do petróleo, demanda muita energia extra para ser produzida, fazendo com que o processo todo elimine certo nível de poluição, o que contribui – e muito – para o aquecimento global.

A presença de paralelepípedos em vias é capaz de fazer, por exemplo, com que a água proveniente das chuvas seja drenada pelo solo com maior facilidade por meio dos vãos entre uma rocha e outra. Caso sejam assentadas sobre areia, o resultado é ainda melhor e isso ajuda a evitar enchentes. Na contramão, o asfalto absorve mais calor no cotidiano e tem grandes dificuldades de escoar resquícios de tempo chuvoso.

Atualmente, já existe pavimentação asfáltica moderna feita a partir de material antigo em mescla com restos de pneu e outros itens que drenam a água de maneira mais rápida e eficiente. No Grande ABC, há mais ruas e avenidas com asfalto do que com paralelepípedos. Essas vias, no entanto, são pavimentadas com opções mais baratas para os cofres públicos, sendo feitas com material de menor custo e de baixa tecnologia.

CUIDADOS - A manutenção de cada tipo também conta com diferenças. As pedras geram custos mais ‘salgados’, porque o processo é demorado e depende de trabalhadores com conhecimento deste tipo de rocha, o que hoje está em desuso. O acerto de reparos no meio de local asfaltado é mais rápido e barato, além de facilitar a instalação de sensores para medir o número de veículos e velocidade máxima para controle e monitoramento dos departamentos de engenharia de tráfego.

Apesar de pior à natureza, o asfalto permite melhor deslocamento dos veículos, principalmente quando falamos em vias com grande fluxo. O paralelepípedo acaba por ser a opção ideal em relação a ruas locais e de baixa intensidade de trânsito.
Para os pedestres, nenhum desses dois materiais é recomendado, já que as calçadas devem ser drenantes e acessíveis. A melhor solução para quem caminha por aí é piso que permita acessibilidade e que ainda tenha áreas permeáveis para o plantio de árvores, gramas e arbustos.

Consultoria de Enio Moro Junior, professor e gestor do curso de arquitetura e urbanismo da USCS (Universidade Municipal
de São Caetano). 



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O que é melhor para o meio ambiente: asfalto ou paralelepípedo?

Dois diferentes tipos são utilizados em ruas e avenidas espalhadas pelas cidades

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

23/06/2019 | 07:00


O paralelepípedo é melhor ao meio ambiente do que o asfalto. Isso porque esse sistema consiste na reunião de rochas chamadas granito, sendo extraídos da própria natureza. Já a outra opção, derivada do petróleo, demanda muita energia extra para ser produzida, fazendo com que o processo todo elimine certo nível de poluição, o que contribui – e muito – para o aquecimento global.

A presença de paralelepípedos em vias é capaz de fazer, por exemplo, com que a água proveniente das chuvas seja drenada pelo solo com maior facilidade por meio dos vãos entre uma rocha e outra. Caso sejam assentadas sobre areia, o resultado é ainda melhor e isso ajuda a evitar enchentes. Na contramão, o asfalto absorve mais calor no cotidiano e tem grandes dificuldades de escoar resquícios de tempo chuvoso.

Atualmente, já existe pavimentação asfáltica moderna feita a partir de material antigo em mescla com restos de pneu e outros itens que drenam a água de maneira mais rápida e eficiente. No Grande ABC, há mais ruas e avenidas com asfalto do que com paralelepípedos. Essas vias, no entanto, são pavimentadas com opções mais baratas para os cofres públicos, sendo feitas com material de menor custo e de baixa tecnologia.

CUIDADOS - A manutenção de cada tipo também conta com diferenças. As pedras geram custos mais ‘salgados’, porque o processo é demorado e depende de trabalhadores com conhecimento deste tipo de rocha, o que hoje está em desuso. O acerto de reparos no meio de local asfaltado é mais rápido e barato, além de facilitar a instalação de sensores para medir o número de veículos e velocidade máxima para controle e monitoramento dos departamentos de engenharia de tráfego.

Apesar de pior à natureza, o asfalto permite melhor deslocamento dos veículos, principalmente quando falamos em vias com grande fluxo. O paralelepípedo acaba por ser a opção ideal em relação a ruas locais e de baixa intensidade de trânsito.
Para os pedestres, nenhum desses dois materiais é recomendado, já que as calçadas devem ser drenantes e acessíveis. A melhor solução para quem caminha por aí é piso que permita acessibilidade e que ainda tenha áreas permeáveis para o plantio de árvores, gramas e arbustos.

Consultoria de Enio Moro Junior, professor e gestor do curso de arquitetura e urbanismo da USCS (Universidade Municipal
de São Caetano). 

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