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Vendas de autopeças crescem 9,9% em 2005


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

15/06/2005 | 08:25


Os fabricantes de autopeças se mantém com vendas em alta e conseguem se manter imunes ao dólar em queda e às notícias de redução de produção e efetivo por parte de montadoras, como a General Motors, de São Caetano. A moeda americana fraca afeta a rentabilidade das exportações e já tem levado à não-renovação de contratos de encomendas ao exterior, de acordo com empresas da região.

De janeiro a maio deste ano, o segmento registra, em todo o país, expansão de 9,9% no faturamento na comparação com igual período de 2004, conforme dados divulgados nesta terça pelo Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Peças e Componentes Automotores). O Grande ABC concentra 89 das 540 empresas de autopeças filiadas ao sindicato.

Os números do sindicato mostram que o ritmo de crescimento da atividade tem se mantido estável, próximo dos 10% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são confirmados por diversas empresas do Grande ABC. A Sogefi Filtros Fram, de São Bernardo, por exemplo, está com programação de encomendas para as montadoras sem alteração.

“Os programas (de pedidos) estão no mesmo nível do mês anterior, não estamos sentido uma desaceleração”, afirmou o diretor geral da Sogefi, Eugênio Marianno. Ele estima que em relação ao mesmo período do ano passado, a companhia está com vendas de 10% a 15% superiores. O atendimento às montadoras corresponde a 37% do faturamento. Já as exportações diretas representam 13% da receita e os restantes 50% são obtidos com o mercado de reposição.

No caso das exportações, Marianno afirma que a empresa está operando no break even (no equilíbrio, ou seja, sem lucro). “Não estamos pegando novos contratos, que são deficitários”, disse. No entanto, as vendas ao exterior se mantém aquecidas na comparação com as do ano passados já que os contratos antigos têm duração pelo menos até o final deste ano.

O cumprimento de contratos ainda em vigor é um dos fatores que explica o fato de as exportações do segmento, de janeiro a abril deste ano, totalizarem US$ 2,26 bilhões. O volume é 34% superior ao obtido pela indústria com as vendas externas no mesmo período de 2004. Nos quatro meses iniciais deste ano, o saldo comercial (exportações menos importações) é de US$ 24 milhões. De janeiro a abril de 2004, o saldo era de apenas US$ 1 milhão no setor.

Marianno ressalta que a queda do dólar, do patamar de R$ 3 no ano passado para a faixa de R$ 2,40, se soma ainda à alta das matérias-primas, como o aço, o plástico e derivados do papel, o que prejudica ainda mais a rentabilidade no segmento automotivo. O aço subiu 180% nos últimos três anos, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Com margens de lucro negativas, o esforço de pequenas empresas em alcançar o mercado externo começa a ficar comprometido. É o caso da Soumetal, de São Caetano, que exportou em maio um pedido de US$ 27 mil em eixos de caixa de câmbio para a Inglaterra. “Não se vamos ter mais pedidos, mas não compensa. Para voltar a sermos competitivos, o dólar teria de ir a R$ 2,90 a R$ 3”, afirmou o diretor, Tarcísio de Souza.

Expectativa – Outras empresas de autopeças da região também não tiveram alteração no volume de pedidos. “Mas a expectativa não é das melhores. A General Motors fez redução no volume de carros produzidos e a expectativa é de que haja redução no nível de fornecimento”, afirma o diretor da Autometal, de Diadema, Ignácio Martinez.

A Autometal tem 90% do faturamento atrelado ao atendimento às fabricantes de veículos. Dessa forma, a empresa acompanha de perto o ritmo da produção automobilística – que cresceu 15,9% no acumulado de janeiro a maio deste ano ante o mesmo período do ano passado.


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