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Pela 10ª vez seguida, taxa de juros é mantida em 6,5%

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Decisão do Banco Central leva em conta incertezas da economia e a espera por reformas


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

20/06/2019 | 07:22


Pela décima reunião consecutiva, o Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central) manteve a taxa básica de juros brasileira em 6,5% ao ano. A decisão foi calcada nas incertezas que ainda assombram a economia e na expectativa de que reformas sejam aprovadas, apesar do risco de recessão.

No primeiro trimestre, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostraram que o PIB (Produto Interno Bruto) apresentou retração de 0,2% ante os três meses anteriores. E, em abril, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC), considerado prévia do PIB, registrou recuo de 0,47%. Ou seja, mesmo com a luz vermelha acesa em relação à saída da crise, o Copom não reduziu os juros.

“Indicadores recentes da atividade econômica indicam interrupção do processo de recuperação da economia brasileira nos últimos trimestres. O cenário externo mostra-se menos adverso, em decorrência das mudanças nas perspectivas para a política monetária nas principais economias. Entretanto, os riscos associados à desaceleração da economia global permanecem”, assinalou o BC, em comunicado.

No início da semana, boletim Focus mostrou que o mercado aposta na redução da Selic, aos 5,75% ao ano, apenas no fim de 2019, quando o PIB deve registrar avanço de apenas 0,93%.

REAÇÃO

Na avaliação do presidente da Força Sindical, Miguel Torres, a decisão de manter a taxa beneficia apenas a especulação financeira em detrimento da recuperação da economia e do setor produtivo e compromete o emprego e a renda. “Em que país está o Copom? A manutenção da Selic é uma clara demonstração de que o País está à deriva, sem projetos político e econômico, abduzido pelos delírios palacianos. Assim, perdeu-se mais uma oportunidade para promover redução na taxa básica de juros capaz de estimular a retomada do crescimento econômico, a criação de novos empregos e o aumento da produção no País.”

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) também acredita que a Selic poderia ter sido reduzida. “A economia brasileira segue com elevada ociosidade nos fatores de produção e, com isso, a atividade econômica segue abaixo do seu potencial, sem pressionar a inflação e suas expectativas. Nesse cenário, e diante das sucessivas reduções das expectativas de crescimento para o ano, a Firjan entende que havia espaço para o Copom reduzir a taxa básica de juros, estimulando a atividade econômica sem comprometer a meta de inflação.”

A Firjan reiterou, contudo, que a aprovação da reforma previdenciária é condição fundamental para a ancoragem das expectativas de inflação e a retomada da expansão sustentável. “Sem isso, corremos o risco de voltar a conviver com ambiente de baixo crescimento e inflação e juros altos.”

O BC enfatizou que a continuidade do processo de reformas (da Previdência e tributária), e ajustes necessários na economia brasileira são essenciais para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia.
 



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Pela 10ª vez seguida, taxa de juros é mantida em 6,5%

Decisão do Banco Central leva em conta incertezas da economia e a espera por reformas

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

20/06/2019 | 07:22


Pela décima reunião consecutiva, o Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central) manteve a taxa básica de juros brasileira em 6,5% ao ano. A decisão foi calcada nas incertezas que ainda assombram a economia e na expectativa de que reformas sejam aprovadas, apesar do risco de recessão.

No primeiro trimestre, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostraram que o PIB (Produto Interno Bruto) apresentou retração de 0,2% ante os três meses anteriores. E, em abril, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC), considerado prévia do PIB, registrou recuo de 0,47%. Ou seja, mesmo com a luz vermelha acesa em relação à saída da crise, o Copom não reduziu os juros.

“Indicadores recentes da atividade econômica indicam interrupção do processo de recuperação da economia brasileira nos últimos trimestres. O cenário externo mostra-se menos adverso, em decorrência das mudanças nas perspectivas para a política monetária nas principais economias. Entretanto, os riscos associados à desaceleração da economia global permanecem”, assinalou o BC, em comunicado.

No início da semana, boletim Focus mostrou que o mercado aposta na redução da Selic, aos 5,75% ao ano, apenas no fim de 2019, quando o PIB deve registrar avanço de apenas 0,93%.

REAÇÃO

Na avaliação do presidente da Força Sindical, Miguel Torres, a decisão de manter a taxa beneficia apenas a especulação financeira em detrimento da recuperação da economia e do setor produtivo e compromete o emprego e a renda. “Em que país está o Copom? A manutenção da Selic é uma clara demonstração de que o País está à deriva, sem projetos político e econômico, abduzido pelos delírios palacianos. Assim, perdeu-se mais uma oportunidade para promover redução na taxa básica de juros capaz de estimular a retomada do crescimento econômico, a criação de novos empregos e o aumento da produção no País.”

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) também acredita que a Selic poderia ter sido reduzida. “A economia brasileira segue com elevada ociosidade nos fatores de produção e, com isso, a atividade econômica segue abaixo do seu potencial, sem pressionar a inflação e suas expectativas. Nesse cenário, e diante das sucessivas reduções das expectativas de crescimento para o ano, a Firjan entende que havia espaço para o Copom reduzir a taxa básica de juros, estimulando a atividade econômica sem comprometer a meta de inflação.”

A Firjan reiterou, contudo, que a aprovação da reforma previdenciária é condição fundamental para a ancoragem das expectativas de inflação e a retomada da expansão sustentável. “Sem isso, corremos o risco de voltar a conviver com ambiente de baixo crescimento e inflação e juros altos.”

O BC enfatizou que a continuidade do processo de reformas (da Previdência e tributária), e ajustes necessários na economia brasileira são essenciais para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia.
 

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