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Ibovespa sobe 0,90% e supera marca inédita dos 100 mil pontos

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


19/06/2019 | 18:29


Com uma alta de 0,90%, o Índice Bovespa finalmente alcançou a inédita marca dos 100 mil pontos nesta quarta-feira, 19, fechando aos 100.303,41 pontos. Para isso, contou com a ajuda fundamental do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), que, ao retirar a palavra "paciente" de seu comunicado de política monetária, reforçou as apostas de cortes de juros nos Estados Unidos, beneficiando os mercados de ações em todo o mundo.

"Não foi apenas o Fed. Foi o BCE ontem (terça), o Copom hoje (quarta) e também o Banco do Japão, que tem chances reais de cortar os juros esta noite", disse Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais. O economista afirma que a tendência de afrouxamento monetário e outros estímulos econômicos pelo mundo beneficia os mercados emergentes em diversos aspectos.

Bandeira também apontou o cenário político doméstico como fator positivo nesta véspera de feriado, com indicação de que o relatório da reforma da Previdência pode ser votado na comissão especial na próxima semana, tornando crível a previsão de votação no plenário até 15 de julho, antes do recesso parlamentar.

"A alta recente do Ibovespa vai chamar alguma realização de lucros, mas a tendência primária ainda é de alta, principalmente se houver suporte ao encaminhamento da reforma e se o cenário externo se acalmar", afirmou o economista, apostando na sustentação do novo patamar.

Já para Vitor Miziara, gestor da Criteria Investimentos, a consolidação do Ibovespa no patamar acima dos 100 mil pontos no curto prazo é incerta, especialmente por conta da cautela do investidor com a reforma da Previdência.

"Ainda está longe de a reforma da Previdência passar. O investidor estrangeiro só vai entrar na bolsa depois. E os locais, com bolsa acima de 100 mil pontos, tendem a diminuir o apetite", afirmou Miziara.

Na análise por índices setoriais da B3, o principal destaque do dia ficou com os papéis do Iconsumo (ICON), que subiu 1,44%, em boa parte puxado pela expectativa de que o Copom sinalize a possibilidade de cortes da taxa Selic este ano. As ações do setor financeiro também se destacaram e deram suporte à alta do Ibovespa. Banco do Brasil ON subiu 1,65%, Bradesco ON ganhou 2,33% e Itaú Unibanco PN teve alta de 1,58%.



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Ibovespa sobe 0,90% e supera marca inédita dos 100 mil pontos


19/06/2019 | 18:29


Com uma alta de 0,90%, o Índice Bovespa finalmente alcançou a inédita marca dos 100 mil pontos nesta quarta-feira, 19, fechando aos 100.303,41 pontos. Para isso, contou com a ajuda fundamental do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), que, ao retirar a palavra "paciente" de seu comunicado de política monetária, reforçou as apostas de cortes de juros nos Estados Unidos, beneficiando os mercados de ações em todo o mundo.

"Não foi apenas o Fed. Foi o BCE ontem (terça), o Copom hoje (quarta) e também o Banco do Japão, que tem chances reais de cortar os juros esta noite", disse Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais. O economista afirma que a tendência de afrouxamento monetário e outros estímulos econômicos pelo mundo beneficia os mercados emergentes em diversos aspectos.

Bandeira também apontou o cenário político doméstico como fator positivo nesta véspera de feriado, com indicação de que o relatório da reforma da Previdência pode ser votado na comissão especial na próxima semana, tornando crível a previsão de votação no plenário até 15 de julho, antes do recesso parlamentar.

"A alta recente do Ibovespa vai chamar alguma realização de lucros, mas a tendência primária ainda é de alta, principalmente se houver suporte ao encaminhamento da reforma e se o cenário externo se acalmar", afirmou o economista, apostando na sustentação do novo patamar.

Já para Vitor Miziara, gestor da Criteria Investimentos, a consolidação do Ibovespa no patamar acima dos 100 mil pontos no curto prazo é incerta, especialmente por conta da cautela do investidor com a reforma da Previdência.

"Ainda está longe de a reforma da Previdência passar. O investidor estrangeiro só vai entrar na bolsa depois. E os locais, com bolsa acima de 100 mil pontos, tendem a diminuir o apetite", afirmou Miziara.

Na análise por índices setoriais da B3, o principal destaque do dia ficou com os papéis do Iconsumo (ICON), que subiu 1,44%, em boa parte puxado pela expectativa de que o Copom sinalize a possibilidade de cortes da taxa Selic este ano. As ações do setor financeiro também se destacaram e deram suporte à alta do Ibovespa. Banco do Brasil ON subiu 1,65%, Bradesco ON ganhou 2,33% e Itaú Unibanco PN teve alta de 1,58%.

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