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Metrô é o que a região quer


Do Diário do Grande ABC

19/06/2019 | 12:21


São preocupantes as declarações do sr. vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia (DEM), sobre o futuro da Linha 18-Bronze, prestadas ontem em visita a Santo André, onde esteve para inaugurar o primeiro COI (Centro de Operações Integradas) do Grande ABC. A impressão que se tem ao ouvi-lo falar sobre o projeto é que o governo do Estado está disposto a correr todos os riscos para jogar na lata de lixo o maior sonho da população regional no que diz respeito ao transporte coletivo: a implantação do Metrô entre São Bernardo e a Capital.

Rodrigo Garcia tinha na ponta da língua justificativas às principais reportagens publicadas pelo Diário nos últimos dias. Inclusive disse que pode pagar os R$ 50 milhões que o Consórcio Vem ABC, vencedor da licitação para implantação do Metrô, ameaça cobrar na Justiça caso o contrato seja desrespeitado. Interessante notar como, para o Estado, encontrar dinheiro só parece ser problema quando o objetivo é executar o plano original esperado pela imensa maioria dos 2,7 milhões de moradores das sete cidades.

Também é possível depreender das declarações de Garcia que o governo do Estado entende que a sociedade regional prefere ver algum modal implantado na Linha 18 a modal nenhum. Trata-se de sofisma. O que o Grande ABC quer – basta a qualquer representante do governo paulista percorrer as ruas das sete cidades para comprovar – é o Metrô. M-E-T-R-Ô.

O próprio vice-governador, aliás, deixa claro que sabe qual o sentimento da população. Afinal, ele expressou com todas as letras que o Estado reconhece que o Grande ABC “carece de um modal além do rodoviário”. Exatamente por isso é que os ouvidos do Palácio dos Bandeirantes deveriam ser mais sensíveis aos clamores da comunidade e também dos representantes da sociedade civil organizada e da classe política. Não adianta ao governo paulista encontrar mil justificativas para pôr fim ao sonho regional do Metrô; do outro lado, haverá mil e uma razões para que a promessa feita há tanto tempo seja, enfim, concretizada. O resto é desculpa esfarrapada. 



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Metrô é o que a região quer

Do Diário do Grande ABC

19/06/2019 | 12:21


São preocupantes as declarações do sr. vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia (DEM), sobre o futuro da Linha 18-Bronze, prestadas ontem em visita a Santo André, onde esteve para inaugurar o primeiro COI (Centro de Operações Integradas) do Grande ABC. A impressão que se tem ao ouvi-lo falar sobre o projeto é que o governo do Estado está disposto a correr todos os riscos para jogar na lata de lixo o maior sonho da população regional no que diz respeito ao transporte coletivo: a implantação do Metrô entre São Bernardo e a Capital.

Rodrigo Garcia tinha na ponta da língua justificativas às principais reportagens publicadas pelo Diário nos últimos dias. Inclusive disse que pode pagar os R$ 50 milhões que o Consórcio Vem ABC, vencedor da licitação para implantação do Metrô, ameaça cobrar na Justiça caso o contrato seja desrespeitado. Interessante notar como, para o Estado, encontrar dinheiro só parece ser problema quando o objetivo é executar o plano original esperado pela imensa maioria dos 2,7 milhões de moradores das sete cidades.

Também é possível depreender das declarações de Garcia que o governo do Estado entende que a sociedade regional prefere ver algum modal implantado na Linha 18 a modal nenhum. Trata-se de sofisma. O que o Grande ABC quer – basta a qualquer representante do governo paulista percorrer as ruas das sete cidades para comprovar – é o Metrô. M-E-T-R-Ô.

O próprio vice-governador, aliás, deixa claro que sabe qual o sentimento da população. Afinal, ele expressou com todas as letras que o Estado reconhece que o Grande ABC “carece de um modal além do rodoviário”. Exatamente por isso é que os ouvidos do Palácio dos Bandeirantes deveriam ser mais sensíveis aos clamores da comunidade e também dos representantes da sociedade civil organizada e da classe política. Não adianta ao governo paulista encontrar mil justificativas para pôr fim ao sonho regional do Metrô; do outro lado, haverá mil e uma razões para que a promessa feita há tanto tempo seja, enfim, concretizada. O resto é desculpa esfarrapada. 

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