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'Há movimento claro para anular condenações e impedir investigações', diz Moro



19/06/2019 | 11:32


Em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, apontou que há movimento de um "grupo criminoso" para anular condenações, impedir investigações e atacar instituições por trás da divulgação de supostas mensagens trocadas por ele com procuradores da Lava Jato durante a operação.

"Todas as hipóteses estão abertas. Não é um grupo de pessoas despreparadas; me parece ser um grupo de pessoas que parece ter muito dinheiro", declarou Moro, ao ser perguntado pelo senador Marcos do Val (Cidadania-ES) se suspeitava do envolvimento de estrangeiros na invasão de celulares. "Pode ser que tenha havido um estrangeiro, não necessariamente poder estrangeiro", respondeu.

O ministro afirmou que a Polícia Federal está investigando o caso e manifestou expectativa de que o trabalho chegue nos responsáveis. Ele declarou que não interfere nem acompanha as diligências.

Moro fez um apelo para que o Congresso se concentre no presente e no futuro, e não em "falsos escândalos". "Não tenho nenhum problema com a divulgação de material, desde que não adulterado ou veiculado como sensacionalismo, como de fato foi feito." Ele negou que tenha sido parcial na condução dos julgamentos e disse que as decisões foram submetidas a instâncias recursais superiores.

"Qual é o conluio? Qual é a convergência? O que havia no fundo era muita divergência. Agora, também houve parcial convergência, não quer dizer que eu, absolvendo alguém, tenha conluio com advogado e que, condenado alguém, tenha conluio com o Ministério Público", declarou, citando que, dos 291 acusados, 211 foram condenados e 63 foram absolvidos.



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'Há movimento claro para anular condenações e impedir investigações', diz Moro


19/06/2019 | 11:32


Em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, apontou que há movimento de um "grupo criminoso" para anular condenações, impedir investigações e atacar instituições por trás da divulgação de supostas mensagens trocadas por ele com procuradores da Lava Jato durante a operação.

"Todas as hipóteses estão abertas. Não é um grupo de pessoas despreparadas; me parece ser um grupo de pessoas que parece ter muito dinheiro", declarou Moro, ao ser perguntado pelo senador Marcos do Val (Cidadania-ES) se suspeitava do envolvimento de estrangeiros na invasão de celulares. "Pode ser que tenha havido um estrangeiro, não necessariamente poder estrangeiro", respondeu.

O ministro afirmou que a Polícia Federal está investigando o caso e manifestou expectativa de que o trabalho chegue nos responsáveis. Ele declarou que não interfere nem acompanha as diligências.

Moro fez um apelo para que o Congresso se concentre no presente e no futuro, e não em "falsos escândalos". "Não tenho nenhum problema com a divulgação de material, desde que não adulterado ou veiculado como sensacionalismo, como de fato foi feito." Ele negou que tenha sido parcial na condução dos julgamentos e disse que as decisões foram submetidas a instâncias recursais superiores.

"Qual é o conluio? Qual é a convergência? O que havia no fundo era muita divergência. Agora, também houve parcial convergência, não quer dizer que eu, absolvendo alguém, tenha conluio com advogado e que, condenado alguém, tenha conluio com o Ministério Público", declarou, citando que, dos 291 acusados, 211 foram condenados e 63 foram absolvidos.

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