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Tinder de bolos: site conecta fornecedores caseiros a compradores

Lançada em modo experimental no início de 2019, já bateu a casa de 25 mil visitas

Da Redação, com assessoria

18/06/2019 | 10:18


A Vem de Bolo é um marketplace especializado na venda de bolos e doces caseiros. Na prática, a plataforma conecta boleiros caseiros com pessoas que queiram adquirir delícias artesanais. Lançada em modo experimental no início de 2019, já bateu a casa de 25 mil visitas. O atendimento, que começou pela região sul da cidade de São Paulo, começa a se expandir para toda a capital. Está nos planos atingir as principais metrópoles do Brasil até o ano que vem.

Atualmente, 20 boleiros oferecem seus produtos. A meta é dobrar o número de fornecedores ainda neste semestre. “Não colocamos qualquer profissional dentro da plataforma. Visitamos suas casas, provamos os bolos e doces para verificar sua qualidade e conferimos o armazenamento de insumos. Não colocamos quem não segue as boas práticas para manipulação de alimentos”, garante Pedro Santelmo, CEO da Vem de Bolo.

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A ideia da Vem de Bolo surgiu a partir do mapeamento do mercado informal, que, diante do aumento do desemprego, cresce exponencialmente. Segundo dados do IBRE/FGV, esta modalidade de trabalho movimenta R$ 1 trilhão por ano. Somente a parte de confeitaria cresce 3% ao ano e soma R$ 25 bilhões.

“Criamos uma solução voltada especificamente para o mundo de confeitaria. Buscamos entender quem são essas pessoas, quais são as dores do negócio, o que precisam de suporte e como a tecnologia pode ajudar com seus problemas”, conta Santelmo.

E as dores são muitas, indo da dificuldade de encontrar novos clientes até a gestão financeira, passando pela compra dos ingredientes e pelo modo de entrega. “Muitos boleiros diziam que podiam produzir mais, mas não tinham comprador, pois novos clientes vinham apenas por indicação dos antigos e da vizinhança”, observa Santelmo.

Sem ter para quem vender, comprar ingredientes em grandes quantidades para reduzir o custo traz o risco de perder o estoque de matéria-prima, que é perecível. “Se vou comprar chocolate, para conseguir um bom preço, preciso comprar muito. Sem demanda, o produto estraga e se perde”, explica o CEO da Vem de Bolo.

Por outro lado, o consumidor também tem suas carências ou necessidades que não estavam sendo supridas. Entre elas, a conveniência de comprar o bolo que precisa para uma determinada ocasião sem depender de dicas de amigos ou somente do fornecedor que conhece, que, muitas vezes, não consegue fazer pronta entrega.

“O boom de casas de bolo dos últimos anos não atende o consumidor que busca um produto caseiro de verdade pra celebrar uma ocasião ou um aniversário. Apenas diretamente de doceiras independentes ele encontra um bolo caseiro de fato. O cliente quer o produto a seu gosto, com aqueles ingredientes da receita da mãe ou da avó”, ressalta Santelmo.

A Vem de Bolo tem também a preocupação de garantir boas ofertas aos boleiros e, com isso, assegurar o incremento da receita. Santelmo conta que alguns fornecedores mal conheciam as mídias digitais. Agora, por meio da plataforma, estão tendo uma forma de se digitalizar de uma maneira mais rápida e segura. O marketplace é apoiado pela Nestlé, que vê na Vem de Bolo uma forma de se aproximar dos produtores e de obter insights importantes sobre esse segmento.

“Elas recebem benefícios na compra de produtos e treinamentos da companhia, que também oferece mentorias para os empreendedores que desenvolveram o Vem de Bolo. Sabemos que esse apoio vai ajudar a alavancar os negócios, tirando muitos boleiros da informalidade e gerando novos empregos”, explica Carolina Sevciuc, head de transformação digital da Nestlé.

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