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Incêndio causado por balão destrói indústria de plástico em São Bernardo

Empresa operava há 27 anos e tinha 77 funcionários; dono lamenta prejuizo e impunidade


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

17/06/2019 | 07:00


 Fabricar, comercializar, transportar e soltar balões é crime, conforme a lei federal 9.605/1998 – com punição de até três anos de detenção e multa –, mas o Grande ABC testemunhou, no fim da noite de sábado, incêndio que destruiu a Intercolor Indústria e Comércio de Plásticos, em São Bernardo.

No dia 2, este Diário divulgou levantamento sobre a prática na região. Entre 2017 e 2018, cresceram em 48,19% os registros de queda de artefatos do tipo só no entorno do Polo Petroquímico de Capuava, na divisa entre Santo André e Mauá, ao passarem de 83 para 123.

O fogo em São Bernardo foi tão intenso que os bombeiros só conseguiram controlá-lo às 5h de ontem. Foram quase seis horas de trabalho, 17 viaturas e 70 profissionais envolvidos. Não houve vítimas.

O dono da fábrica, Isaac Lerer, 70 anos, ainda não sabe mensurar o que foi perdido. “Acredito que foram cerca de 200 toneladas de matéria-prima e 45 toneladas de material trabalhado pronto para ser entregue”, disse. “Em valores, ainda não faço ideia.”

Segundo Lerer, a empresa operava há 27 anos e tinha 77 funcionários. “Sorte que ninguém se feriu. Ainda não sei o que vou fazer. É tudo triste e difícil”, disse. Ele acredita que os responsáveis pela soltura do balão não serão encontrados.

Acompanhando o trabalho dos bombeiros e de funcionários que realizavam rescaldo, o dono da empresa afirmou que o material perdido não tinha seguro. Ele se emocionou ao saber do resgate de quadro de tapeçaria feito por sua mãe há quase 50 anos. “O desenho é do Muro das Lamentações – considerado o lugar mais sagrado da Terra Santa pelos judeus – e foi feito antes que ela ficasse cega. Lamentação é o que estou passando agora”, desabafou, tentando limpar a fuligem que tomava o quadro.



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Incêndio causado por balão destrói indústria de plástico em São Bernardo

Empresa operava há 27 anos e tinha 77 funcionários; dono lamenta prejuizo e impunidade

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

17/06/2019 | 07:00


 Fabricar, comercializar, transportar e soltar balões é crime, conforme a lei federal 9.605/1998 – com punição de até três anos de detenção e multa –, mas o Grande ABC testemunhou, no fim da noite de sábado, incêndio que destruiu a Intercolor Indústria e Comércio de Plásticos, em São Bernardo.

No dia 2, este Diário divulgou levantamento sobre a prática na região. Entre 2017 e 2018, cresceram em 48,19% os registros de queda de artefatos do tipo só no entorno do Polo Petroquímico de Capuava, na divisa entre Santo André e Mauá, ao passarem de 83 para 123.

O fogo em São Bernardo foi tão intenso que os bombeiros só conseguiram controlá-lo às 5h de ontem. Foram quase seis horas de trabalho, 17 viaturas e 70 profissionais envolvidos. Não houve vítimas.

O dono da fábrica, Isaac Lerer, 70 anos, ainda não sabe mensurar o que foi perdido. “Acredito que foram cerca de 200 toneladas de matéria-prima e 45 toneladas de material trabalhado pronto para ser entregue”, disse. “Em valores, ainda não faço ideia.”

Segundo Lerer, a empresa operava há 27 anos e tinha 77 funcionários. “Sorte que ninguém se feriu. Ainda não sei o que vou fazer. É tudo triste e difícil”, disse. Ele acredita que os responsáveis pela soltura do balão não serão encontrados.

Acompanhando o trabalho dos bombeiros e de funcionários que realizavam rescaldo, o dono da empresa afirmou que o material perdido não tinha seguro. Ele se emocionou ao saber do resgate de quadro de tapeçaria feito por sua mãe há quase 50 anos. “O desenho é do Muro das Lamentações – considerado o lugar mais sagrado da Terra Santa pelos judeus – e foi feito antes que ela ficasse cega. Lamentação é o que estou passando agora”, desabafou, tentando limpar a fuligem que tomava o quadro.

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