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Incêndio destrói fábrica de plástico em São Bernardo

Daniel Tossato/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Queda de balão causou fogo; bombeiros conseguiram controlar chamas somente neste domingo


Daniel Tossato

16/06/2019 | 11:06


Incêndio de grandes proporções destruiu uma fábrica de plásticos que fica na estrada Eiji Kikuti, altura do número 300, no bairro Alves Dias, em São Bernardo. Segundo informações do Corpo de Bombeiros o fogo foi causado por um balão que caiu na noite de ontem na edificação da fábrica Intercolor Ind.e Com. de Plásticos. Na hora do incêndio não havia operação na firma e por isso não houve vítimas.

Os bombeiros conseguiram controlar o incêndio somente às 5h deste domingo. Segundo a corporação, eles atenderam a ocorrência por volta das 23h do sábado. Foram quase seis horas de combate e controle do incêndio.

Por volta das 9h30 de hoje, os bombeiros realizavam operação de rescaldo no local que foi totalmente destruído pelo fogo. Ainda havia seis viaturas na fábrica, mas a situação estava sob controle, como informou os homens da corporação.

No momento mais crítico das chamas, a corporação enviou 17 viaturas para a contenção do fogo e contou com a participação de 70 bombeiros para extinguir as chamas.

Alguns funcionários da empresa que realiza reciclagem de material plástico auxiliavam os bombeiros a retirar moveis, materiais e documentos de dentro das salas onde funcionava o setor administrativo da fábrica.

Segundo o dono da empresa, Isaac Lerer, 70 anos, ainda não é possível mensurar o que foi perdido na tragédia. “Acredito que perdi cerca de 200 toneladas de matéria-prima e 45 toneladas de material trabalhado e pronto para ser entregue para os clientes”, disse. “Em valores, eu ainda não faço ideia.”

Segundo o empresário, a fábrica estava no local há 27 anos e mantinha 77 funcionários na linha de produção e no setor de administração da empresa. “Ainda bem que ninguém se feriu. Ainda não sei o que vou fazer. É tudo muito triste e difícil”, disse Lerer, que recebeu ligação do filho, na noite de domingo, com a informação que havia um incêndio na fábrica.

A Prefeitura de São Bernardo emitiu nota informando que a Defesa Civil e o Departamento de Trânsito auxiliaram na ação do Corpo de Bombeiros, que utilizaram máquina retroescavadeira que foi cedida pela municipalidade. A Defesa Civil aguarda a perícia para analisar se precisará interditar o espaço atingido.

''Muro das Lamentações''

Acompanhando o trabalho dos bombeiros e de funcionários que realizavam rescaldo na fábrica, o dono da empresa, Isaac Lerer, 70, afirmou que o material perdido não tinha seguro. O empresário ficou visivelmente emocionado quando seus colaboradores lhe mostraram que tinham resgatado um quadro de tapeçaria feito por sua mãe, há quase 50 anos.

“Por incrível que pareça, o desenho deste quadro é o Muro das Lamentações e foi feita pela minha mãe antes que ela ficasse cega. Muro das Lamentações é exatamente o que estou passando neste exato momento”, disse tentando limpar a fuligem que tomava o quadro. “Eu perdi tudo. Não sei o que vou fazer”, lamentou. 



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Incêndio destrói fábrica de plástico em São Bernardo

Queda de balão causou fogo; bombeiros conseguiram controlar chamas somente neste domingo

Daniel Tossato

16/06/2019 | 11:06


Incêndio de grandes proporções destruiu uma fábrica de plásticos que fica na estrada Eiji Kikuti, altura do número 300, no bairro Alves Dias, em São Bernardo. Segundo informações do Corpo de Bombeiros o fogo foi causado por um balão que caiu na noite de ontem na edificação da fábrica Intercolor Ind.e Com. de Plásticos. Na hora do incêndio não havia operação na firma e por isso não houve vítimas.

Os bombeiros conseguiram controlar o incêndio somente às 5h deste domingo. Segundo a corporação, eles atenderam a ocorrência por volta das 23h do sábado. Foram quase seis horas de combate e controle do incêndio.

Por volta das 9h30 de hoje, os bombeiros realizavam operação de rescaldo no local que foi totalmente destruído pelo fogo. Ainda havia seis viaturas na fábrica, mas a situação estava sob controle, como informou os homens da corporação.

No momento mais crítico das chamas, a corporação enviou 17 viaturas para a contenção do fogo e contou com a participação de 70 bombeiros para extinguir as chamas.

Alguns funcionários da empresa que realiza reciclagem de material plástico auxiliavam os bombeiros a retirar moveis, materiais e documentos de dentro das salas onde funcionava o setor administrativo da fábrica.

Segundo o dono da empresa, Isaac Lerer, 70 anos, ainda não é possível mensurar o que foi perdido na tragédia. “Acredito que perdi cerca de 200 toneladas de matéria-prima e 45 toneladas de material trabalhado e pronto para ser entregue para os clientes”, disse. “Em valores, eu ainda não faço ideia.”

Segundo o empresário, a fábrica estava no local há 27 anos e mantinha 77 funcionários na linha de produção e no setor de administração da empresa. “Ainda bem que ninguém se feriu. Ainda não sei o que vou fazer. É tudo muito triste e difícil”, disse Lerer, que recebeu ligação do filho, na noite de domingo, com a informação que havia um incêndio na fábrica.

A Prefeitura de São Bernardo emitiu nota informando que a Defesa Civil e o Departamento de Trânsito auxiliaram na ação do Corpo de Bombeiros, que utilizaram máquina retroescavadeira que foi cedida pela municipalidade. A Defesa Civil aguarda a perícia para analisar se precisará interditar o espaço atingido.

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Acompanhando o trabalho dos bombeiros e de funcionários que realizavam rescaldo na fábrica, o dono da empresa, Isaac Lerer, 70, afirmou que o material perdido não tinha seguro. O empresário ficou visivelmente emocionado quando seus colaboradores lhe mostraram que tinham resgatado um quadro de tapeçaria feito por sua mãe, há quase 50 anos.

“Por incrível que pareça, o desenho deste quadro é o Muro das Lamentações e foi feita pela minha mãe antes que ela ficasse cega. Muro das Lamentações é exatamente o que estou passando neste exato momento”, disse tentando limpar a fuligem que tomava o quadro. “Eu perdi tudo. Não sei o que vou fazer”, lamentou. 

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