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Para químicos e petroleiros, Metrô pode melhorar desempenho de trabalhadores

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sindicatos creem que tempo de deslocamento será agilizado


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

16/06/2019 | 07:17


A possibilidade da vinda do Metrô para o Grande ABC, a partir do projeto monotrilho da Linha 18-Bronze, desperta até mesmo o interesse de categorias que não seriam beneficiadas diretamente pelo modal. É o caso dos trabalhadores dos segmentos químico, petroquímico e petroleiro, cuja maior parte dos 31 mil profissionais chega às companhias por meio de ônibus fretados.

Definição da construção de 13 estações do modal – sendo 12 na região –, como é pleiteada ao governo do Estado, que estuda implementar o BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus) em vez do Metrô, é aguardada para o dia 30.

Entre as estações previstas, há construções em São Caetano – Goiás, Espaço Cerâmica, Estrada das Lágrimas, Praça Regina Matiello e Mauá –, São Bernardo – Afonsina, Winston Churchill, Senador Vergueiro, Baeta Neves, Paço Municipal e Djalma Dutra –, além da FSA (Fundação Santo André) e da Bom Pastor, em Santo André.

Embora a maioria dos profissionais que atuam nesses segmentos não utilize transporte público para chegar ao trabalho, os sindicatos das categorias estimam impactos positivos com a vinda do modal ao Grande ABC.

“Transporte de qualidade traz maior fluidez do trânsito. Muitas vezes, o trabalhador leva bastante tempo para chegar à empresa, até uma hora e meia, e já chega cansado. O Metrô pode interferir de forma positiva na qualidade do serviço, pois ele chegará mais cedo, seja porque haverá tráfego menor ou porque se utilizará do modal para chegar mais cedo. Muitos ainda estudam quando saem da firma, ou seja, agilizaria e muito a vida”, avalia Paulo José dos Santos, o Paulão, secretário-geral do Sindicato dos Químicos do ABC. “Hoje, só o que vemos é os preços das passagens subindo e a qualidade dos transportes diminuindo. Precisamos de mais qualidade nos deslocamentos.”

Ele pondera que, infelizmente, algumas pessoas pagarão por isso, pois terão seus imóveis desapropriados por onde a linha passar, mas que elas deverão ser indenizadas e que tudo isso “faz parte do progresso”. No fim das contas, toda maior fluidez do trânsito é bem-vinda.” Na região, cerca de 30 mil trabalhadores atuam em químicas e no Polo Petroquímico.

“Desde que seja algo bem planejado, bem organizado, e melhore a mobilidade urbana, a população como um todo será beneficiada, até porque temos um grande deficit na malha ferroviária em toda a Região Metropolitana”, avalia o diretor do Sindipetro-SP (Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo) no Grande ABC, Juliano Deptula Lima.

Ele conta que os cerca de 900 funcionários da Recap (Refinaria de Capuava), em Mauá, e do CD (Centro de Distribuição) em São Caetano, têm o transporte fretado oferecido pela Petrobras, mas defende que o modal reduziria o trânsito. “Trata-se de benefício para toda a sociedade, pois o trabalhador petroleiro, além de demorar menos para chegar ao trabalho, e ficar mais disposto, pode se beneficiar aos fins de semana e feriados, por exemplo, em que quiser passear com a família na Capital.” 



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Para químicos e petroleiros, Metrô pode melhorar desempenho de trabalhadores

Sindicatos creem que tempo de deslocamento será agilizado

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

16/06/2019 | 07:17


A possibilidade da vinda do Metrô para o Grande ABC, a partir do projeto monotrilho da Linha 18-Bronze, desperta até mesmo o interesse de categorias que não seriam beneficiadas diretamente pelo modal. É o caso dos trabalhadores dos segmentos químico, petroquímico e petroleiro, cuja maior parte dos 31 mil profissionais chega às companhias por meio de ônibus fretados.

Definição da construção de 13 estações do modal – sendo 12 na região –, como é pleiteada ao governo do Estado, que estuda implementar o BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus) em vez do Metrô, é aguardada para o dia 30.

Entre as estações previstas, há construções em São Caetano – Goiás, Espaço Cerâmica, Estrada das Lágrimas, Praça Regina Matiello e Mauá –, São Bernardo – Afonsina, Winston Churchill, Senador Vergueiro, Baeta Neves, Paço Municipal e Djalma Dutra –, além da FSA (Fundação Santo André) e da Bom Pastor, em Santo André.

Embora a maioria dos profissionais que atuam nesses segmentos não utilize transporte público para chegar ao trabalho, os sindicatos das categorias estimam impactos positivos com a vinda do modal ao Grande ABC.

“Transporte de qualidade traz maior fluidez do trânsito. Muitas vezes, o trabalhador leva bastante tempo para chegar à empresa, até uma hora e meia, e já chega cansado. O Metrô pode interferir de forma positiva na qualidade do serviço, pois ele chegará mais cedo, seja porque haverá tráfego menor ou porque se utilizará do modal para chegar mais cedo. Muitos ainda estudam quando saem da firma, ou seja, agilizaria e muito a vida”, avalia Paulo José dos Santos, o Paulão, secretário-geral do Sindicato dos Químicos do ABC. “Hoje, só o que vemos é os preços das passagens subindo e a qualidade dos transportes diminuindo. Precisamos de mais qualidade nos deslocamentos.”

Ele pondera que, infelizmente, algumas pessoas pagarão por isso, pois terão seus imóveis desapropriados por onde a linha passar, mas que elas deverão ser indenizadas e que tudo isso “faz parte do progresso”. No fim das contas, toda maior fluidez do trânsito é bem-vinda.” Na região, cerca de 30 mil trabalhadores atuam em químicas e no Polo Petroquímico.

“Desde que seja algo bem planejado, bem organizado, e melhore a mobilidade urbana, a população como um todo será beneficiada, até porque temos um grande deficit na malha ferroviária em toda a Região Metropolitana”, avalia o diretor do Sindipetro-SP (Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo) no Grande ABC, Juliano Deptula Lima.

Ele conta que os cerca de 900 funcionários da Recap (Refinaria de Capuava), em Mauá, e do CD (Centro de Distribuição) em São Caetano, têm o transporte fretado oferecido pela Petrobras, mas defende que o modal reduziria o trânsito. “Trata-se de benefício para toda a sociedade, pois o trabalhador petroleiro, além de demorar menos para chegar ao trabalho, e ficar mais disposto, pode se beneficiar aos fins de semana e feriados, por exemplo, em que quiser passear com a família na Capital.” 

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