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Bispo cobra que fiéis tenham solidariedade em tempos de crise

Nario Barbosa/ DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em celebração a Santo Antônio, dom Pedro Carlos Cipollini ressalta que exemplo do padroeiro católico vai além da fama de casamenteiro


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

14/06/2019 | 07:00


Fiéis celebraram ontem o Dia de Santo Antônio, um dos nomes mais populares da Igreja Católica e conhecido pela fama de casamenteiro. Para o bispo da Diocese de Santo André, responsável pelo Grande ABC, dom Pedro Carlos Cipollini, entretanto, o principal legado do padroeiro é a solidariedade, característica que deveria ser colocada em prática nos dias de hoje, defende o líder religioso. “Santo Antônio sempre compartilhou o pão com quem estava com fome. Com toda essa crise, é necessário rezar e também compartilhar do pão que se tem”, observa.

O bispo celebrou uma das cinco missas realizadas na Paróquia Santo Antônio, no Largo São Francisco, Vila Alpina, em Santo André, a das 15h, na tarde de ontem. “Isso é uma religiosidade popular e já está em nossa história há muitos anos. É um santo que sempre trabalhou e lutou pelo povo, então, este dia é muito importante”, ressalta Cipollini.

Além das celebrações eucarísticas, a paróquia também realizou tradicional quermesse, das 6h às 23h. Segundo o frei Pedro Antônio Pereira, que organiza o evento pela segunda vez, os resultados do ano passado criaram expectativas para 2019. “Foram 10 mil visitas em 2018, número que também aguardamos para este ano”, comemora.

Outra tradição, além da distribuição de pães, é a venda do bolo do santo casamenteiro. Foram produzidos cerca de 8.500 pedaços. “Essa superstição é muito famosa, e as pessoas têm admiração por isso. Nós produzimos um pouco a mais do que no ano passado, mas a gente vende tudo.”

A recepcionista Eliete Antônia, 44 anos, comemora seu aniversário todos os anos na missa de Santo Antônio. “Não venho pelas superstições, porque não acredito. Venho para agradecer. Tenho muita fé. Trago pães para serem abençoados e levados para casa. Alguns eu distribuo aos moradores de rua”, conta.

Devota do santo, a dona de casa Melissa de Andrade, 40, confessa que já fez simpatias para conseguir namorado. “Todas as superstições já fiz. Deixar o santo de ponta-cabeça e na água também. Uma hora eu sei que aparece (o noivo)”, brinca.

Há 20 anos, o casal de contadores Evilasio Felix, 58, e Valeria Arnoud, 52, conseguiu realizar o sonho de comprar a casa própria. Depois disso, mantém o agradecimento à santidade. “Era nossa grande meta de vida e, como agradecimento ao Santo Antônio, todo ano nós doamos para a igreja cerca de 7.000 pães, todos fresquinhos e feitos no dia”, comenta Felix, que ainda reforça a dificuldade de encontrar fabricação para essa quantidade. “Desta vez, a produção começou às 4h para entregarmos de tarde. Mas sempre damos nosso jeito e entregamos”, finaliza.  



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Bispo cobra que fiéis tenham solidariedade em tempos de crise

Em celebração a Santo Antônio, dom Pedro Carlos Cipollini ressalta que exemplo do padroeiro católico vai além da fama de casamenteiro

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

14/06/2019 | 07:00


Fiéis celebraram ontem o Dia de Santo Antônio, um dos nomes mais populares da Igreja Católica e conhecido pela fama de casamenteiro. Para o bispo da Diocese de Santo André, responsável pelo Grande ABC, dom Pedro Carlos Cipollini, entretanto, o principal legado do padroeiro é a solidariedade, característica que deveria ser colocada em prática nos dias de hoje, defende o líder religioso. “Santo Antônio sempre compartilhou o pão com quem estava com fome. Com toda essa crise, é necessário rezar e também compartilhar do pão que se tem”, observa.

O bispo celebrou uma das cinco missas realizadas na Paróquia Santo Antônio, no Largo São Francisco, Vila Alpina, em Santo André, a das 15h, na tarde de ontem. “Isso é uma religiosidade popular e já está em nossa história há muitos anos. É um santo que sempre trabalhou e lutou pelo povo, então, este dia é muito importante”, ressalta Cipollini.

Além das celebrações eucarísticas, a paróquia também realizou tradicional quermesse, das 6h às 23h. Segundo o frei Pedro Antônio Pereira, que organiza o evento pela segunda vez, os resultados do ano passado criaram expectativas para 2019. “Foram 10 mil visitas em 2018, número que também aguardamos para este ano”, comemora.

Outra tradição, além da distribuição de pães, é a venda do bolo do santo casamenteiro. Foram produzidos cerca de 8.500 pedaços. “Essa superstição é muito famosa, e as pessoas têm admiração por isso. Nós produzimos um pouco a mais do que no ano passado, mas a gente vende tudo.”

A recepcionista Eliete Antônia, 44 anos, comemora seu aniversário todos os anos na missa de Santo Antônio. “Não venho pelas superstições, porque não acredito. Venho para agradecer. Tenho muita fé. Trago pães para serem abençoados e levados para casa. Alguns eu distribuo aos moradores de rua”, conta.

Devota do santo, a dona de casa Melissa de Andrade, 40, confessa que já fez simpatias para conseguir namorado. “Todas as superstições já fiz. Deixar o santo de ponta-cabeça e na água também. Uma hora eu sei que aparece (o noivo)”, brinca.

Há 20 anos, o casal de contadores Evilasio Felix, 58, e Valeria Arnoud, 52, conseguiu realizar o sonho de comprar a casa própria. Depois disso, mantém o agradecimento à santidade. “Era nossa grande meta de vida e, como agradecimento ao Santo Antônio, todo ano nós doamos para a igreja cerca de 7.000 pães, todos fresquinhos e feitos no dia”, comenta Felix, que ainda reforça a dificuldade de encontrar fabricação para essa quantidade. “Desta vez, a produção começou às 4h para entregarmos de tarde. Mas sempre damos nosso jeito e entregamos”, finaliza.  

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