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Maia diz que razão venceu emoção nos debates em torno da Previdência



12/06/2019 | 19:09


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira, 12, que a "razão venceu a emoção" nos debates em torno da reforma da Previdência na Casa e destacou que quem está dando a solução para os problemas do País são os deputados. Ele agradeceu ainda o esforço feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, nas negociações.

"É demonstração que a Câmara entende seu papel e sua responsabilidade no momento em que o País enfrenta dificuldades", disse. Maia falou a líderes partidários e a jornalistas em uma reunião para a apresentação dos pontos gerais que são apresentados pelo relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP).

Maia destacou o papel de Paulo Guedes no processo de convencimento dos parlamentares em torno da proposta. "A Câmara recebeu proposta (de reforma) encaminhada por Paulo Guedes em fevereiro. Talvez Guedes seja um dos poucos ministros que dialoga com parlamento. Ele tem tentado colaborar nesse diálogo fundamental para consolidação da democracia", disse.

Maia voltou a fazer um apelo para que os governadores que defendem a aprovação das reforma previdenciária convençam os deputados de suas bases aliadas a garantirem votos a favor da aprovação da proposta. "Governadores precisar sinalizar de forma clara para sociedade e isso só vai ser feito quando ficar transparente quando os deputados ligados aos governadores garantirem que vão votar pela reforma da Previdência", disse.

Maia fez questão de abrir a coletiva fazendo um agradecimento público ao deputado Arthur Maia (DEM-BA), pelo trabalho feito por ele na legislatura passada. Arthur Maia foi relator da reforma de Michel Temer. "Arthur Maia votou quando tema da reforma tinha rejeição maior que tem hoje." "Desde minha reeleição, falei da necessidade de reorganizar despesas do Estado brasileiro. A dificuldade com regra de ouro é prova que Estado perdeu capacidade de investir", afirmou o presidente da Câmara.

Maia também criticou os altos salários pagos aos servidores públicos e o atingimento rápido do topo das carreiras. "Categorias não têm mais carreira, sobem muito rápido. A disputa hoje não é mais pelo teto, mas sim pelo extra-teto. As carreiras precisam ser novamente carreiras típicas de Estado", disse.

Capitalização

Maia sinalizou que o regime de capitalização será retirado da proposta de reforma da Previdência em análise pela Casa por falta de apoio entre os parlamentares. De acordo com ele, a questão deverá voltar a ser discutida no segundo semestre.

"Não temos consenso ainda em torno do tema da capitalização. O mais importante é garantir a economia próxima a R$ 1 trilhão. O que pretendemos é, no início do 2º semestre, retomar o debate da capitalização", disse.

Maia, no entanto, afirmou que não há rejeição à matéria, mas destacou que é preciso mais tempo e calma para discuti-la. "Vamos debatê-la no segundo momento para criar a capitalização com regras claras, com contribuição patronal obrigatória, entre outros pontos", disse. A medida era um dos principais pontos defendidos pelo ministro Paulo Guedes.



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Maia diz que razão venceu emoção nos debates em torno da Previdência


12/06/2019 | 19:09


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira, 12, que a "razão venceu a emoção" nos debates em torno da reforma da Previdência na Casa e destacou que quem está dando a solução para os problemas do País são os deputados. Ele agradeceu ainda o esforço feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, nas negociações.

"É demonstração que a Câmara entende seu papel e sua responsabilidade no momento em que o País enfrenta dificuldades", disse. Maia falou a líderes partidários e a jornalistas em uma reunião para a apresentação dos pontos gerais que são apresentados pelo relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP).

Maia destacou o papel de Paulo Guedes no processo de convencimento dos parlamentares em torno da proposta. "A Câmara recebeu proposta (de reforma) encaminhada por Paulo Guedes em fevereiro. Talvez Guedes seja um dos poucos ministros que dialoga com parlamento. Ele tem tentado colaborar nesse diálogo fundamental para consolidação da democracia", disse.

Maia voltou a fazer um apelo para que os governadores que defendem a aprovação das reforma previdenciária convençam os deputados de suas bases aliadas a garantirem votos a favor da aprovação da proposta. "Governadores precisar sinalizar de forma clara para sociedade e isso só vai ser feito quando ficar transparente quando os deputados ligados aos governadores garantirem que vão votar pela reforma da Previdência", disse.

Maia fez questão de abrir a coletiva fazendo um agradecimento público ao deputado Arthur Maia (DEM-BA), pelo trabalho feito por ele na legislatura passada. Arthur Maia foi relator da reforma de Michel Temer. "Arthur Maia votou quando tema da reforma tinha rejeição maior que tem hoje." "Desde minha reeleição, falei da necessidade de reorganizar despesas do Estado brasileiro. A dificuldade com regra de ouro é prova que Estado perdeu capacidade de investir", afirmou o presidente da Câmara.

Maia também criticou os altos salários pagos aos servidores públicos e o atingimento rápido do topo das carreiras. "Categorias não têm mais carreira, sobem muito rápido. A disputa hoje não é mais pelo teto, mas sim pelo extra-teto. As carreiras precisam ser novamente carreiras típicas de Estado", disse.

Capitalização

Maia sinalizou que o regime de capitalização será retirado da proposta de reforma da Previdência em análise pela Casa por falta de apoio entre os parlamentares. De acordo com ele, a questão deverá voltar a ser discutida no segundo semestre.

"Não temos consenso ainda em torno do tema da capitalização. O mais importante é garantir a economia próxima a R$ 1 trilhão. O que pretendemos é, no início do 2º semestre, retomar o debate da capitalização", disse.

Maia, no entanto, afirmou que não há rejeição à matéria, mas destacou que é preciso mais tempo e calma para discuti-la. "Vamos debatê-la no segundo momento para criar a capitalização com regras claras, com contribuição patronal obrigatória, entre outros pontos", disse. A medida era um dos principais pontos defendidos pelo ministro Paulo Guedes.

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