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Museu de Portugal é dedicado à imprensa

Luis Carlos Fernandes Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Local apresenta técnica que revolucionou produção de livros no século 15;


Luiz Carlos Fernandes
Do Diário do Grande ABC

13/06/2019 | 07:18


Johann Gutenberg, inventor da prensa de tipos móveis, em 1439, que revolucionou a produção de livros no século XV, imprimiu a primeira Bíblia, certamente ficaria muito orgulhoso, se fosse vivo, de conhecer o Museu Nacional da Imprensa, onde é possível ter noção da importância da imprensa na vida das pessoas de todo o mundo, uma verdadeira viagem pela história e pelos livros de histórias, jornais e revistas.

Ali é fácil ver a primeira charge publicada em jornal, Join, or Die (Junte-se, ou morra, na tradução do inglês), com viés político atribuído a Benjamin Franklin para representar as oito colônias originais dos Estados Unidos. A publicação original do jornal Gazzete, em 9 de maio de 1754, é a mais antiga representação pictórica conhecida. Trata-se de xilogravura mostrando uma cobra cortada em várias partes, com cada segmento rotulado com as iniciais de regiões norte-americanas.

O museu está aos cuidados do diretor Luíz Humberto Marcos, professor, poeta e jornalista investigativo. Responsável pelo PortoCartoon, concurso internacional de cartuns e caricaturas. “Juntamos alguns dos melhores artistas mundiais desta arte indispensável à democracia e à consciência cívica. O cartum ajuda a pensar e a fomentar um mundo melhor”, explicou ele.

Marcos contou que, ao longo dos 20 anos de certame, foram recebidas mais de 40 mil obras (desenhos, pinturas e esculturas) e que, a cada ano, há sempre países novos participando, como aconteceu em 2018, com Catar, Ilhas Maurício, Quênia e Tanzânia. “É esse nível elevado que coloca o PortoCartoon no pódio do humor mundial. O humor é o caminho mais curto entre as pessoas”, observou o diretor.


Imersão na história de livros, revistas e jornais

A instalação do Museu Nacional da Imprensa fica às margens do Rio Douro, próximo à Ponte do Freixo. O visitante poderá imprimir como antigamente uma página de livro, numa máquina antiga de prelo (forma de impressão gráfica considerada pioneira na reprodução de livros comparado ao que se tinha na época, criada por Gutenberg). São vários os equipamentos antigos em exposição permanente. Ali está, por exemplo, o que imprimiu o primeiro jornal (réplica se encontra no Rio de Janeiro).

Há também exposição permanente com 164 peças de miniaturas em madeira, coleção de máquinas desde os primeiros prelos até a rotativa dos dias atuais, feitas pelo artista Américo Jorge da Silveira, nascido em São Tomé, em 1923, e falecido em Coimbra em 2007. Essa coleção é resultado da vida do artista apaixonado pelas impressoras, feitas com riqueza de detalhes. O museu, que conta com obras doadas pela família, recebe visitas principalmente de estudantes. A entrada custa 1,50 euro (R$ 6,79).


XXI PortoCartoon World Festival

No dia 20 de junho será a abertura da exposição de cartum de um dos maiores eventos de artes gráficas do mundo. Neste ano, o evento recebeu 2.700 obras de 620 artistas, oriundos de 73 países de todos os continentes – número recorde em termos de artistas e obras. Sob o tema ‘língua e mundo’, o grande vencedor na categoria cartum foi o artista belga Luc Descheemaeker, com a obra Money Language, que representa o presidente norte-americano Donald Trump com cara de camaleão e língua de dólares. O segundo lugar foi atribuído a Mojmir Mihatov, da Croácia e, o terceiro, a David Vela, de Espanha. As obras escolhidas pelo júri integrarão a exposição no Museu Nacional da Imprensa neste mês.

Outra categoria do PortoCartoon foi ‘caricatura de Bob Dylan’, porém, a abertura da exposição aconteceu em maio (mês de aniversário do músico norte-americano) no Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, cidade pertencente ao distrito do Porto, ao Norte, com 130.984 habitantes. A exposição de caricatura do cantor e prêmio nobel de literatura ficou em cartaz até 9 de junho. Entre as 120 obras selecionadas, estava caricatura do brasileiro Luiz Carlos Fernandes, do Diário, vencedor da categoria. Também lá estavam os trabalhos que conquistaram o segundo prêmio, produzidos pelo australiano David Rowe e pelo português António Santos (Santiagu). O terceiro premiado foi Omar Figueroa Turcios, da Espanha.

A organização incluiu prêmio especial centrado na figura de Fernão de Magalhães, evocando os 500 anos de viagem de circum-navegação, cujos vencedores foram: primeiro lugar – Pedro Ribeiro Ferreira (Portugal); segundo – Reza Ghorbanian (Irã): terceiro – Aurélio Mesquita e Vitor Neves (Portugal).

O júri internacional foi composto por Peter Nieuwendjik, Maria Milano, Roberto Merino, Xaquín Marín, António Ponte e Luiz Humberto Marcos (diretor do Museu Nacional da Imprensa).

Além da exposição, vários pontos turísticos podem ser visitados em Matosinhos, a exemplo do Casa de Chá Boa Nova (construção nas pedras), clássico da arquitetura mundial, projetada por Álvaro Siza, que também criou conjunto de piscinas naturais próximo ao local. Próximo dali há uma enorme escultura de rede com movimentos, obra da norte-americana Janet Echelmann denominada de She Changes, em homenagem aos pescadores.

 



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Museu de Portugal é dedicado à imprensa

Local apresenta técnica que revolucionou produção de livros no século 15;

Luiz Carlos Fernandes
Do Diário do Grande ABC

13/06/2019 | 07:18


Johann Gutenberg, inventor da prensa de tipos móveis, em 1439, que revolucionou a produção de livros no século XV, imprimiu a primeira Bíblia, certamente ficaria muito orgulhoso, se fosse vivo, de conhecer o Museu Nacional da Imprensa, onde é possível ter noção da importância da imprensa na vida das pessoas de todo o mundo, uma verdadeira viagem pela história e pelos livros de histórias, jornais e revistas.

Ali é fácil ver a primeira charge publicada em jornal, Join, or Die (Junte-se, ou morra, na tradução do inglês), com viés político atribuído a Benjamin Franklin para representar as oito colônias originais dos Estados Unidos. A publicação original do jornal Gazzete, em 9 de maio de 1754, é a mais antiga representação pictórica conhecida. Trata-se de xilogravura mostrando uma cobra cortada em várias partes, com cada segmento rotulado com as iniciais de regiões norte-americanas.

O museu está aos cuidados do diretor Luíz Humberto Marcos, professor, poeta e jornalista investigativo. Responsável pelo PortoCartoon, concurso internacional de cartuns e caricaturas. “Juntamos alguns dos melhores artistas mundiais desta arte indispensável à democracia e à consciência cívica. O cartum ajuda a pensar e a fomentar um mundo melhor”, explicou ele.

Marcos contou que, ao longo dos 20 anos de certame, foram recebidas mais de 40 mil obras (desenhos, pinturas e esculturas) e que, a cada ano, há sempre países novos participando, como aconteceu em 2018, com Catar, Ilhas Maurício, Quênia e Tanzânia. “É esse nível elevado que coloca o PortoCartoon no pódio do humor mundial. O humor é o caminho mais curto entre as pessoas”, observou o diretor.


Imersão na história de livros, revistas e jornais

A instalação do Museu Nacional da Imprensa fica às margens do Rio Douro, próximo à Ponte do Freixo. O visitante poderá imprimir como antigamente uma página de livro, numa máquina antiga de prelo (forma de impressão gráfica considerada pioneira na reprodução de livros comparado ao que se tinha na época, criada por Gutenberg). São vários os equipamentos antigos em exposição permanente. Ali está, por exemplo, o que imprimiu o primeiro jornal (réplica se encontra no Rio de Janeiro).

Há também exposição permanente com 164 peças de miniaturas em madeira, coleção de máquinas desde os primeiros prelos até a rotativa dos dias atuais, feitas pelo artista Américo Jorge da Silveira, nascido em São Tomé, em 1923, e falecido em Coimbra em 2007. Essa coleção é resultado da vida do artista apaixonado pelas impressoras, feitas com riqueza de detalhes. O museu, que conta com obras doadas pela família, recebe visitas principalmente de estudantes. A entrada custa 1,50 euro (R$ 6,79).


XXI PortoCartoon World Festival

No dia 20 de junho será a abertura da exposição de cartum de um dos maiores eventos de artes gráficas do mundo. Neste ano, o evento recebeu 2.700 obras de 620 artistas, oriundos de 73 países de todos os continentes – número recorde em termos de artistas e obras. Sob o tema ‘língua e mundo’, o grande vencedor na categoria cartum foi o artista belga Luc Descheemaeker, com a obra Money Language, que representa o presidente norte-americano Donald Trump com cara de camaleão e língua de dólares. O segundo lugar foi atribuído a Mojmir Mihatov, da Croácia e, o terceiro, a David Vela, de Espanha. As obras escolhidas pelo júri integrarão a exposição no Museu Nacional da Imprensa neste mês.

Outra categoria do PortoCartoon foi ‘caricatura de Bob Dylan’, porém, a abertura da exposição aconteceu em maio (mês de aniversário do músico norte-americano) no Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, cidade pertencente ao distrito do Porto, ao Norte, com 130.984 habitantes. A exposição de caricatura do cantor e prêmio nobel de literatura ficou em cartaz até 9 de junho. Entre as 120 obras selecionadas, estava caricatura do brasileiro Luiz Carlos Fernandes, do Diário, vencedor da categoria. Também lá estavam os trabalhos que conquistaram o segundo prêmio, produzidos pelo australiano David Rowe e pelo português António Santos (Santiagu). O terceiro premiado foi Omar Figueroa Turcios, da Espanha.

A organização incluiu prêmio especial centrado na figura de Fernão de Magalhães, evocando os 500 anos de viagem de circum-navegação, cujos vencedores foram: primeiro lugar – Pedro Ribeiro Ferreira (Portugal); segundo – Reza Ghorbanian (Irã): terceiro – Aurélio Mesquita e Vitor Neves (Portugal).

O júri internacional foi composto por Peter Nieuwendjik, Maria Milano, Roberto Merino, Xaquín Marín, António Ponte e Luiz Humberto Marcos (diretor do Museu Nacional da Imprensa).

Além da exposição, vários pontos turísticos podem ser visitados em Matosinhos, a exemplo do Casa de Chá Boa Nova (construção nas pedras), clássico da arquitetura mundial, projetada por Álvaro Siza, que também criou conjunto de piscinas naturais próximo ao local. Próximo dali há uma enorme escultura de rede com movimentos, obra da norte-americana Janet Echelmann denominada de She Changes, em homenagem aos pescadores.

 

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