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Juros fecham em leve alta com realização de lucros, de olho na reforma



12/06/2019 | 18:12


O mercado de juros passou por um movimento discreto de realização de lucros a partir da reta final da etapa regular e a taxas fecharam esta quarta-feira, 12, em leve alta. A correção teve como argumento o noticiário da tarde em torno da reforma da Previdência, nesta véspera de apresentação do texto do relator Samuel Moreira (PSDB-SP) à comissão especial. Mais cedo, os juros davam sequência à trajetória de queda das últimas quatro sessões, em meio à informação de que os bancos públicos vão devolver recursos à União e aos números fracos das vendas do varejo em abril.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 6,190%, de 6,169% terça-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 encerrou na máxima de 7,11%, de 7,061% terça-feira no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 7,591% para 7,63%.

Players viram a correção das taxas como natural, diante do volume de prêmios retirado nas últimas semanas, estimulado pela melhora no cenário de inflação, atividade patinando e sinais no exterior de juros ainda mais baixos nas principais economias. Porém, nos atuais níveis de preço, o mercado também vê pouco espaço para alívios adicionais. "As taxas caíram muito e agora é necessária a confirmação da queda da Selic. Não tem como caírem muito mais, nem como subir muito", disse o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito. A poucos dias da decisão do Copom, ele diz ver o Banco Central "numa armadilha", pois se cortar a Selic a sinalização será de alta de juros à frente e a curva empina. "Mas, por outro lado, se não corta, o mercado não tem mais para onde ir", disse.

A tramitação da reforma da Previdência é vista como parte importante do processo de afrouxamento monetário e, por isso, o noticiário em torno do tema é acompanhado com atenção. Alguns profissionais afirmam que o fato de o relatório a ser apresentado nesta quinta-feira não incluir os governos regionais pode ter estimulado o ajuste desta quarta, pois não estava no cenário de parte dos analistas. "Mas temos até julho para construir acordo para que eles sejam reincluídos", disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"O cenário-base era de que os Estados ficassem de fora da proposta, mas alguns analistas esperavam que entrassem. De todo modo, há um trade off entre colocar os Estados e arriscar um número de votos menor. O relator preferiu tirar os Estados, deixando em aberto a possibilidade de entrarem depois", disse o trader de renda fixa Quantitas Asset Matheus Gallina.

Entre o fim da manhã e o começo da tarde, as taxas longas recuavam, refletindo notícias positivas da área fiscal. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que todos os bancos públicos com instrumentos híbridos de capital e dívida estão trabalhando para antecipar o pagamento à União. Já os dados do varejo decepcionaram, alimentando ainda mais o debate sobre a queda da Selic. O recuo de 0,6% nas vendas do varejo restrito foi maior do que apontava a mediana das estimativas, negativa em 0,2%. As vendas do varejo ampliado ficaram estáveis, ante mediana de alta de 0,3%.



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Juros fecham em leve alta com realização de lucros, de olho na reforma


12/06/2019 | 18:12


O mercado de juros passou por um movimento discreto de realização de lucros a partir da reta final da etapa regular e a taxas fecharam esta quarta-feira, 12, em leve alta. A correção teve como argumento o noticiário da tarde em torno da reforma da Previdência, nesta véspera de apresentação do texto do relator Samuel Moreira (PSDB-SP) à comissão especial. Mais cedo, os juros davam sequência à trajetória de queda das últimas quatro sessões, em meio à informação de que os bancos públicos vão devolver recursos à União e aos números fracos das vendas do varejo em abril.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 6,190%, de 6,169% terça-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 encerrou na máxima de 7,11%, de 7,061% terça-feira no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 7,591% para 7,63%.

Players viram a correção das taxas como natural, diante do volume de prêmios retirado nas últimas semanas, estimulado pela melhora no cenário de inflação, atividade patinando e sinais no exterior de juros ainda mais baixos nas principais economias. Porém, nos atuais níveis de preço, o mercado também vê pouco espaço para alívios adicionais. "As taxas caíram muito e agora é necessária a confirmação da queda da Selic. Não tem como caírem muito mais, nem como subir muito", disse o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito. A poucos dias da decisão do Copom, ele diz ver o Banco Central "numa armadilha", pois se cortar a Selic a sinalização será de alta de juros à frente e a curva empina. "Mas, por outro lado, se não corta, o mercado não tem mais para onde ir", disse.

A tramitação da reforma da Previdência é vista como parte importante do processo de afrouxamento monetário e, por isso, o noticiário em torno do tema é acompanhado com atenção. Alguns profissionais afirmam que o fato de o relatório a ser apresentado nesta quinta-feira não incluir os governos regionais pode ter estimulado o ajuste desta quarta, pois não estava no cenário de parte dos analistas. "Mas temos até julho para construir acordo para que eles sejam reincluídos", disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"O cenário-base era de que os Estados ficassem de fora da proposta, mas alguns analistas esperavam que entrassem. De todo modo, há um trade off entre colocar os Estados e arriscar um número de votos menor. O relator preferiu tirar os Estados, deixando em aberto a possibilidade de entrarem depois", disse o trader de renda fixa Quantitas Asset Matheus Gallina.

Entre o fim da manhã e o começo da tarde, as taxas longas recuavam, refletindo notícias positivas da área fiscal. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que todos os bancos públicos com instrumentos híbridos de capital e dívida estão trabalhando para antecipar o pagamento à União. Já os dados do varejo decepcionaram, alimentando ainda mais o debate sobre a queda da Selic. O recuo de 0,6% nas vendas do varejo restrito foi maior do que apontava a mediana das estimativas, negativa em 0,2%. As vendas do varejo ampliado ficaram estáveis, ante mediana de alta de 0,3%.

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