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Exterior ruim reduz chance de Ibovespa testar 100 mil pontos nesta quarta-feira



12/06/2019 | 11:05


A despeito do clima interno considerado favorável, o Ibovespa tem dificuldade de emplacar alta e, com isso, testar novamente os 100 mil pontos nesta quarta-feira, 12, por causa do ambiente internacional. Além disso, diante da cautela externa investidores podem aproveitar para embolsar lucros, depois da elevação de 1,53% na terça-feira do índice à vista, aos 98.960,00 pontos. Às 10h43, o principal índice da B3 caia 0,13%, aos 98.833,75 pontos.

"Deve ficar de lado, enquanto o mercado espera novidades a respeito da reforma da Previdência", observa um operador, acrescentando que essa expectativa de um desempenho modesto na B3 pode continuar até amanhã quando é esperada a leitura da proposta da reforma pelo relator da Previdência.

O economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria Integrada, observa que o nível dos 100 mil pontos até tem possibilidade de ser alcançado hoje, mas, como ontem o Ibovespa subiu muito e nesta quarta-feira o exterior está negativo, fica mais complicado. "Desde que as coisas agenda de reformas continuem caminhando neste sentido, de forma mais construtiva, tem chance de retomar os 100 mil pontos, mas o exterior está mais cauteloso", avalia.

As bolsas europeias cedem e a maioria do mercado de ações nos EUA, também, diante das incertezas relacionados ao impasse comercial sino americano.

Hoje, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, afirmou que a cúpula do G-20, marcada para o fim deste mês, não é o lugar para que o presidente Donald Trump e o chinês, Xi Jinping, assinem um acordo comercial. Os líderes devem se concentrar em retomar o diálogo na ocasião, disse.

Já quanto ao Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ross disse acreditar que o Fed deve ser "mais cauteloso e reconsiderar a mais recente alta de juros" realizada no país, em dezembro, que elevou a taxa básica em 25 pontos-base, para a faixa entre 2,25% e 2,50%.

Questionado em entrevista na TV sobre a mensagem dos mercados, que têm precificado cortes de juros, à autoridade monetária americana, o secretário destacou, porém, que os investidores consideram também outros fatores, como o ponto do ciclo econômico e a inflação.

Para Campos Neto, há notícias favoráveis e desfavoráveis no exterior e que ainda não se sabe quais irão predominar. Ainda assim, ressalta que no âmbito doméstico o quadro parece prospectivo. "Se a apresentação do relatório da Previdência amanhã for bem recebida, incluindo Estados e municípios, retirando os pontos que o mercado já estima que irão cair, a discussão na Comissão for bem, será mais um degrau. E, quando passar no Plenário, será ótimo, já que é o grande tema do ano", diz.



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Exterior ruim reduz chance de Ibovespa testar 100 mil pontos nesta quarta-feira


12/06/2019 | 11:05


A despeito do clima interno considerado favorável, o Ibovespa tem dificuldade de emplacar alta e, com isso, testar novamente os 100 mil pontos nesta quarta-feira, 12, por causa do ambiente internacional. Além disso, diante da cautela externa investidores podem aproveitar para embolsar lucros, depois da elevação de 1,53% na terça-feira do índice à vista, aos 98.960,00 pontos. Às 10h43, o principal índice da B3 caia 0,13%, aos 98.833,75 pontos.

"Deve ficar de lado, enquanto o mercado espera novidades a respeito da reforma da Previdência", observa um operador, acrescentando que essa expectativa de um desempenho modesto na B3 pode continuar até amanhã quando é esperada a leitura da proposta da reforma pelo relator da Previdência.

O economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria Integrada, observa que o nível dos 100 mil pontos até tem possibilidade de ser alcançado hoje, mas, como ontem o Ibovespa subiu muito e nesta quarta-feira o exterior está negativo, fica mais complicado. "Desde que as coisas agenda de reformas continuem caminhando neste sentido, de forma mais construtiva, tem chance de retomar os 100 mil pontos, mas o exterior está mais cauteloso", avalia.

As bolsas europeias cedem e a maioria do mercado de ações nos EUA, também, diante das incertezas relacionados ao impasse comercial sino americano.

Hoje, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, afirmou que a cúpula do G-20, marcada para o fim deste mês, não é o lugar para que o presidente Donald Trump e o chinês, Xi Jinping, assinem um acordo comercial. Os líderes devem se concentrar em retomar o diálogo na ocasião, disse.

Já quanto ao Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ross disse acreditar que o Fed deve ser "mais cauteloso e reconsiderar a mais recente alta de juros" realizada no país, em dezembro, que elevou a taxa básica em 25 pontos-base, para a faixa entre 2,25% e 2,50%.

Questionado em entrevista na TV sobre a mensagem dos mercados, que têm precificado cortes de juros, à autoridade monetária americana, o secretário destacou, porém, que os investidores consideram também outros fatores, como o ponto do ciclo econômico e a inflação.

Para Campos Neto, há notícias favoráveis e desfavoráveis no exterior e que ainda não se sabe quais irão predominar. Ainda assim, ressalta que no âmbito doméstico o quadro parece prospectivo. "Se a apresentação do relatório da Previdência amanhã for bem recebida, incluindo Estados e municípios, retirando os pontos que o mercado já estima que irão cair, a discussão na Comissão for bem, será mais um degrau. E, quando passar no Plenário, será ótimo, já que é o grande tema do ano", diz.

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