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Troca de modal da Linha 18 causará prejuízo de R$ 50 mi

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Consórcio Vem ABC, vencedor de PPP para construção do monotrilho, afirma que governo estadual terá que ressarcir investimento já realizado


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

12/06/2019 | 07:00


 A troca do modal da Linha 18-Bronze do Metrô, cujo projeto original licitado previa o monotrilho, para BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus) pode significar prejuízo de R$ 50 milhões ao Estado de São Paulo. Este é o valor que o Consórcio Vem ABC, vencedor da PPP (Parceria Público-Privada) em 2014 para construção da obra, afirma ter para receber a título de ressarcimento.

Em entrevista ao Diário, o diretor-presidente do Consórcio Vem ABC, Maciel Paiva, afirmou que a concessionária já empenhou, desde a assinatura do contrato, dois terços dos R$ 38 milhões aportados para constituir a empresa, sendo R$ 5 milhões para os trabalhos que antecedem a construção do empreendimento.

Mais recentemente, em 5 de junho, durante evento em defesa do monotrilho promovido pela AEAABC (Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Grande ABC), o gerente de implantação de obras civis do Consórcio, Fábio Zahr, afirmou que esse valor, corrigido, deve chegar a R$ 50 milhões. “Se houver a decisão do governo estadual em mudar o modal, não podemos fazer nada, mas, certamente, vamos buscar nossos direitos”, declarou.

Além da perda financeira, caso realmente o projeto do monotrilho seja abandonado, todos os estudos ambientais terão que ser refeitos, com realização de audiências públicas e série de processos que, segundo o executivo, podem levar até dois anos. “Considerando mais dois anos de obras do corredor do BRT, é o mesmo prazo para construção do monotrilho”, ponderou Zahr.

O Consórcio não detalhou os investimentos que somariam o valor citado pelo gerente, mas a assessoria de imprensa esclareceu que, no contrato firmado em 2014, consta cláusula referente a possíveis cobranças de compensação, caso ocorra quebra unilateral. “A concessionária, neste momento, não considera a hipótese de rescisão contratual. Caso isso ocorra, serão levantados detalhadamente todos os custos e perdas incorridos e apresentados para a devida indenização por parte do Estado”, informou. Questionada sobre o possível pagamento, a STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) apenas informou que “as alternativas para ampliar a oferta de transporte na região do (Grande) ABC estão em estudo no âmbito do governo do Estado”.

A possibilidade de troca do monotrilho pelo BRT é estudada desde março pelo Palácio dos Bandeirantes. A alegação é a de que não há recurso para o pagamento das desapropriações previstas no projeto, estimadas em R$ 600 milhões. Grupo de estudos formado por integrantes da Secretaria dos Transportes Metropolitanos e de governo debate a viabilidade financeira para a obra. A decisão está prevista para ser divulgada até 30 de junho.

A Linha 18 foi projetada para ter 13 paradas, ligando a Estação Tamanduateí, da Linha 2-Verde do Metrô, ao Centro de São Bernardo, passando por São Caetano e Santo André.



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Troca de modal da Linha 18 causará prejuízo de R$ 50 mi

Consórcio Vem ABC, vencedor de PPP para construção do monotrilho, afirma que governo estadual terá que ressarcir investimento já realizado

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

12/06/2019 | 07:00


 A troca do modal da Linha 18-Bronze do Metrô, cujo projeto original licitado previa o monotrilho, para BRT (sigla em inglês para sistema de transporte rápido por ônibus) pode significar prejuízo de R$ 50 milhões ao Estado de São Paulo. Este é o valor que o Consórcio Vem ABC, vencedor da PPP (Parceria Público-Privada) em 2014 para construção da obra, afirma ter para receber a título de ressarcimento.

Em entrevista ao Diário, o diretor-presidente do Consórcio Vem ABC, Maciel Paiva, afirmou que a concessionária já empenhou, desde a assinatura do contrato, dois terços dos R$ 38 milhões aportados para constituir a empresa, sendo R$ 5 milhões para os trabalhos que antecedem a construção do empreendimento.

Mais recentemente, em 5 de junho, durante evento em defesa do monotrilho promovido pela AEAABC (Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Grande ABC), o gerente de implantação de obras civis do Consórcio, Fábio Zahr, afirmou que esse valor, corrigido, deve chegar a R$ 50 milhões. “Se houver a decisão do governo estadual em mudar o modal, não podemos fazer nada, mas, certamente, vamos buscar nossos direitos”, declarou.

Além da perda financeira, caso realmente o projeto do monotrilho seja abandonado, todos os estudos ambientais terão que ser refeitos, com realização de audiências públicas e série de processos que, segundo o executivo, podem levar até dois anos. “Considerando mais dois anos de obras do corredor do BRT, é o mesmo prazo para construção do monotrilho”, ponderou Zahr.

O Consórcio não detalhou os investimentos que somariam o valor citado pelo gerente, mas a assessoria de imprensa esclareceu que, no contrato firmado em 2014, consta cláusula referente a possíveis cobranças de compensação, caso ocorra quebra unilateral. “A concessionária, neste momento, não considera a hipótese de rescisão contratual. Caso isso ocorra, serão levantados detalhadamente todos os custos e perdas incorridos e apresentados para a devida indenização por parte do Estado”, informou. Questionada sobre o possível pagamento, a STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) apenas informou que “as alternativas para ampliar a oferta de transporte na região do (Grande) ABC estão em estudo no âmbito do governo do Estado”.

A possibilidade de troca do monotrilho pelo BRT é estudada desde março pelo Palácio dos Bandeirantes. A alegação é a de que não há recurso para o pagamento das desapropriações previstas no projeto, estimadas em R$ 600 milhões. Grupo de estudos formado por integrantes da Secretaria dos Transportes Metropolitanos e de governo debate a viabilidade financeira para a obra. A decisão está prevista para ser divulgada até 30 de junho.

A Linha 18 foi projetada para ter 13 paradas, ligando a Estação Tamanduateí, da Linha 2-Verde do Metrô, ao Centro de São Bernardo, passando por São Caetano e Santo André.

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