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Artista independente de São Bernardo, usa arte para apontar mazelas e empoderar mulher

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prila Maria frequentemente aborda pautas vinculadas a algum acontecimento de interesse comum


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

12/06/2019 | 07:44


Priscila Nunes da Silva, 38 anos, diz não ser boa com as palavras. Mas encontrou outra maneira para se expressar. E como ela coloca para fora tudo o que pensa? Com arte. Conhecida no meio artístico como Prila Maria, a pintora de São Bernardo teve seu primeiro contato com o universo artístico por meio de um livro com peças da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954). “A forma como ela ressignificava suas dores e as dores do mundo e da época em que vivia, por meio de sua produção, era extraordinária aos meus olhos”, conta.

Mas o primeiro contato significativo de Prila com a arte foi por meio do grafite, universo com o qual flertou a partir de 2003. Seis anos depois estava produzindo a série Observatório Retratado, em que apresentou, com pinturas de rostos, diversas figuras do underground paulistano. Seu trabalho, aliás, pode ser visto em sua conta no Instagram (prila.maria).<EM>

Ela tem como base um ateliê na cidade onde mora. E a produção está em pleno andamento. Prila está fazendo pinups coloridas e usa como base a personagem batizada ‘2019, Carnaval e Resistência’. “A série que estou fazendo tem proposta diferente do que as pessoas estão acostumadas a ver em meu trabalho, pois, desta vez, ela traz mais a estética do que o discurso em si”, explica. São oito obras, sendo duas únicas em tela de 100 cm por 150 cm e as outras seis originais em papel A3 Canson de algodão, que serão replicadas em 30 prints numerados e assinados para venda.

Sua nova produção pode focar mais na estética, como ela diz, mas uma de suas marcas é a contestação. Questiona o que acha errado, coloca o dedo nas mazelas e dá voz às mulheres. “Desenho uma mulher negra em atitude empoderada, quase espartana, em um País onde sua imagem em museus de arte ainda se caracteriza como a escrava, sexualizada, objetificada, em sociedade extremamente machista, misógina, onde o feminicídio cresce em proporções assustadoras e a gente retrocede um pouco mais a cada dia, apesar de toda militância e luta. A figura da mulher negra empoderada no País do feminicídio é resistência.”

Seu trabalho frequentemente aborda pautas vinculadas a algum acontecimento de interesse comum. E esse questionamento é algo natural. Pensa em política desde a hora em que acorda. Para Prila, política está presente em tudo. No café, no preço dos produtos na feira, na forma como é tratada, “Comumente tenho que confrontar para impor respeito, quando preciso me defender do patriarcado.” Resistir e lutar é, portanto, seu lema.  



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Artista independente de São Bernardo, usa arte para apontar mazelas e empoderar mulher

Prila Maria frequentemente aborda pautas vinculadas a algum acontecimento de interesse comum

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

12/06/2019 | 07:44


Priscila Nunes da Silva, 38 anos, diz não ser boa com as palavras. Mas encontrou outra maneira para se expressar. E como ela coloca para fora tudo o que pensa? Com arte. Conhecida no meio artístico como Prila Maria, a pintora de São Bernardo teve seu primeiro contato com o universo artístico por meio de um livro com peças da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954). “A forma como ela ressignificava suas dores e as dores do mundo e da época em que vivia, por meio de sua produção, era extraordinária aos meus olhos”, conta.

Mas o primeiro contato significativo de Prila com a arte foi por meio do grafite, universo com o qual flertou a partir de 2003. Seis anos depois estava produzindo a série Observatório Retratado, em que apresentou, com pinturas de rostos, diversas figuras do underground paulistano. Seu trabalho, aliás, pode ser visto em sua conta no Instagram (prila.maria).<EM>

Ela tem como base um ateliê na cidade onde mora. E a produção está em pleno andamento. Prila está fazendo pinups coloridas e usa como base a personagem batizada ‘2019, Carnaval e Resistência’. “A série que estou fazendo tem proposta diferente do que as pessoas estão acostumadas a ver em meu trabalho, pois, desta vez, ela traz mais a estética do que o discurso em si”, explica. São oito obras, sendo duas únicas em tela de 100 cm por 150 cm e as outras seis originais em papel A3 Canson de algodão, que serão replicadas em 30 prints numerados e assinados para venda.

Sua nova produção pode focar mais na estética, como ela diz, mas uma de suas marcas é a contestação. Questiona o que acha errado, coloca o dedo nas mazelas e dá voz às mulheres. “Desenho uma mulher negra em atitude empoderada, quase espartana, em um País onde sua imagem em museus de arte ainda se caracteriza como a escrava, sexualizada, objetificada, em sociedade extremamente machista, misógina, onde o feminicídio cresce em proporções assustadoras e a gente retrocede um pouco mais a cada dia, apesar de toda militância e luta. A figura da mulher negra empoderada no País do feminicídio é resistência.”

Seu trabalho frequentemente aborda pautas vinculadas a algum acontecimento de interesse comum. E esse questionamento é algo natural. Pensa em política desde a hora em que acorda. Para Prila, política está presente em tudo. No café, no preço dos produtos na feira, na forma como é tratada, “Comumente tenho que confrontar para impor respeito, quando preciso me defender do patriarcado.” Resistir e lutar é, portanto, seu lema.  

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