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Lixo na TV e em horário nobre


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

02/06/2001 | 15:35


O lixo já foi tema de música, de novela (Brasileiras e Brasileiros, no SBT), de enredo de escola de samba (na Beija-Flor, ainda com Joãosinho Trinta, nos anos 80), tema de arte contemporânea e de filme (Ilha das Flores). Agora, é questão que envolve preocupação ambiental. A TV Cultura começa a exibir hoje a série Desafios do Lixo, às 19h, dentro do programa As Faces do Mundo, com direção e roteiro do jornalista Washington Novaes, direção artística do artista plástico Siron Franco e direção musical de Gilberto Gil.

Ao todo, são cinco programas aos domingos que tratam da destinação do lixo doméstico, industrial (incluído lixos nuclear e hospitalar) e rural mostrando em que pé se encontra essa discussão no Brasil e em países como Estados Unidos, Canadá, Itália, Alemanha, Holanda, França, Dinamarca, Noruega e Suécia.

O lixo é produzido em milhões de toneladas nas grandes cidades do Brasil e do resto do mundo, diariamente, chegando a cerca de 700 milhões por ano. Só no Grande ABC são 60 mil toneladas por mês, média de 40 kg por habitante. As despesas de deposição final dos resíduos encarecem o serviço de coleta de lixo e a reciclagem é a alternativa mais viável para evitar a poluição ambiental e o assoreamento dos recursos hídricos. Mas ainda é uma prática pouco utilizada no Brasil.

A série, que abre na TV Cultura a semana do meio ambiente, mostra como outros países tratam seu lixo e, nos dois últimos programas, destaca onde o Brasil avançou (reciclagem de alumínio) e onde a estaca ainda é zero, como a destinação de 75% do lixo doméstico e de escritórios para aterros inadequados e falta de solução para os resíduos nucleares e hospitalares.

O lixo nos Estados Unidos será visto no programa deste domingo. Números são uma constante ao longo da série e o que as cidades fazem com seu lixo é o enfoque principal, tanto neste como nos demais programas. Novaes faz uma apresentação didática, destacando problemas e soluções. Dos Estados Unidos, ele mostra quanto um norte-americano consome ao longo da vida (15 mil kg de metais, 16 mil kg de papel, 22 mil kg de madeira, 29 mil kg de produtos químicos e quase 500 mil kg de material de construção).

O programa mostra pontos de vista diferentes: em Nova York, o aterro que recebia 14 mil toneladas por dia está sendo fechado e o lixo é transportado por caminhões para cerca de 500 km de distância, com custos muito altos. Já em São Francisco, a cidade que mais recicla lixo no país (42,5% do total), a coleta seletiva é um orgulho local. Entretanto, o lixo nuclear ainda é um pesadelo ambiental. A equipe do documentário mostra um depósito sendo construído 300 m abaixo do deserto de Mojave.

Curioso é saber que a questão do lixo é tão séria em alguns países, que um coletor no Canadá e na Dinamarca, por exemplo, ganha cerca de US$ 50 mil por ano. E algumas soluções para reciclagem são bem simples, como os supermercados que dão cupons para a entrega de vasilhames, de vidro ou de plástico.



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Lixo na TV e em horário nobre

Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

02/06/2001 | 15:35


O lixo já foi tema de música, de novela (Brasileiras e Brasileiros, no SBT), de enredo de escola de samba (na Beija-Flor, ainda com Joãosinho Trinta, nos anos 80), tema de arte contemporânea e de filme (Ilha das Flores). Agora, é questão que envolve preocupação ambiental. A TV Cultura começa a exibir hoje a série Desafios do Lixo, às 19h, dentro do programa As Faces do Mundo, com direção e roteiro do jornalista Washington Novaes, direção artística do artista plástico Siron Franco e direção musical de Gilberto Gil.

Ao todo, são cinco programas aos domingos que tratam da destinação do lixo doméstico, industrial (incluído lixos nuclear e hospitalar) e rural mostrando em que pé se encontra essa discussão no Brasil e em países como Estados Unidos, Canadá, Itália, Alemanha, Holanda, França, Dinamarca, Noruega e Suécia.

O lixo é produzido em milhões de toneladas nas grandes cidades do Brasil e do resto do mundo, diariamente, chegando a cerca de 700 milhões por ano. Só no Grande ABC são 60 mil toneladas por mês, média de 40 kg por habitante. As despesas de deposição final dos resíduos encarecem o serviço de coleta de lixo e a reciclagem é a alternativa mais viável para evitar a poluição ambiental e o assoreamento dos recursos hídricos. Mas ainda é uma prática pouco utilizada no Brasil.

A série, que abre na TV Cultura a semana do meio ambiente, mostra como outros países tratam seu lixo e, nos dois últimos programas, destaca onde o Brasil avançou (reciclagem de alumínio) e onde a estaca ainda é zero, como a destinação de 75% do lixo doméstico e de escritórios para aterros inadequados e falta de solução para os resíduos nucleares e hospitalares.

O lixo nos Estados Unidos será visto no programa deste domingo. Números são uma constante ao longo da série e o que as cidades fazem com seu lixo é o enfoque principal, tanto neste como nos demais programas. Novaes faz uma apresentação didática, destacando problemas e soluções. Dos Estados Unidos, ele mostra quanto um norte-americano consome ao longo da vida (15 mil kg de metais, 16 mil kg de papel, 22 mil kg de madeira, 29 mil kg de produtos químicos e quase 500 mil kg de material de construção).

O programa mostra pontos de vista diferentes: em Nova York, o aterro que recebia 14 mil toneladas por dia está sendo fechado e o lixo é transportado por caminhões para cerca de 500 km de distância, com custos muito altos. Já em São Francisco, a cidade que mais recicla lixo no país (42,5% do total), a coleta seletiva é um orgulho local. Entretanto, o lixo nuclear ainda é um pesadelo ambiental. A equipe do documentário mostra um depósito sendo construído 300 m abaixo do deserto de Mojave.

Curioso é saber que a questão do lixo é tão séria em alguns países, que um coletor no Canadá e na Dinamarca, por exemplo, ganha cerca de US$ 50 mil por ano. E algumas soluções para reciclagem são bem simples, como os supermercados que dão cupons para a entrega de vasilhames, de vidro ou de plástico.

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