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Estudo do Estado aponta monotrilho como melhor opção para Linha 18

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Documento de dois anos atrás cita que modal é ‘solução mais adequada e viável’ para região


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

10/06/2019 | 08:00


Documento da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de julho de 2017, ao qual o Diário teve acesso, atesta que o monotrilho é o melhor modal para atender a demanda do Grande ABC na Linha 18-Bronze, que ligará a região ao sistema metroviário da Capital.

O despacho, que leva a assinatura de Celso Jorge Caldeira, então coordenador da comissão de monitoramento das concessões e permissões do governo do Estado, aponta que o modal escolhido para o empreendimento foi “o sistema de monotrilho para a Linha 18-Bronze, de transporte de média/alta capacidade, que, por definição, pode carregar demandas entre 15 mil e 50 mil passageiros/hora/sentido, sendo que seus trens utilizam tração elétrica e sustentação por pneus, se deslocando sobre uma viga de concreto com pneus laterais para guia e estabilização”.

Caldeira continua em sua explanação técnica. “Resta comprovado que o sistema de monotrilho definido para a Linha 18-Bronze se apresenta como a solução técnica mais adequada e viável, e ainda a mais oportuna no que diz respeito à agilidade de implantação de sistema estrutural de transporte coletivo no Grande ABC.”

Chama atenção o fato de o documento ser de dois anos atrás. Especialistas dizem que levantamentos sobre mudança de modal – com necessidade de adequação da demanda, por exemplo – são feitos a cada dez anos. O próprio dirigente da secretaria à época confirma a tese. “A escolha de novo sistema passa por várias análises, sendo uma delas a sua capacidade de transporte, condição essa que foi obtida pela secretaria e Metrô por meio de realização de simulações de demanda para os anos horizontes futuros de 2020, 2025 e 2030.”

O governador João Doria (PSDB) diz que até o fim do mês vai divulgar resultado de avaliação da Linha 18-Bronze. Ele admitiu a possibilidade de trocar o monotrilho pelo BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade), a despeito de a PPP (Parceria Público-Privada) já estar assinada há cinco anos e não prever mudanças tão drásticas.

No mês passado, o jornal O Estado de S.Paulo publicou reportagem na qual diz que estudo preliminar da Secretaria de Transportes Metropolitanos indicam redução do número potencial de passageiros, de 330 mil por dia para 220 mil diários. Essa queda justificaria a implementação do BRT, segundo fontes do Palácio dos Bandeirantes ouvidas pelo jornal. Em nota ao Diário, a Secretaria de Transportes Metropolitanos apenas disse que estuda a instalação da Linha 18.

Na semana passada, o governo federal sinalizou positivamente para a liberação de recursos para destravar a construção da Linha 18, que empacou nas desapropriações. O Estado declarou ter intenção de obter recursos da União para a obra. 



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Estudo do Estado aponta monotrilho como melhor opção para Linha 18

Documento de dois anos atrás cita que modal é ‘solução mais adequada e viável’ para região

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

10/06/2019 | 08:00


Documento da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de julho de 2017, ao qual o Diário teve acesso, atesta que o monotrilho é o melhor modal para atender a demanda do Grande ABC na Linha 18-Bronze, que ligará a região ao sistema metroviário da Capital.

O despacho, que leva a assinatura de Celso Jorge Caldeira, então coordenador da comissão de monitoramento das concessões e permissões do governo do Estado, aponta que o modal escolhido para o empreendimento foi “o sistema de monotrilho para a Linha 18-Bronze, de transporte de média/alta capacidade, que, por definição, pode carregar demandas entre 15 mil e 50 mil passageiros/hora/sentido, sendo que seus trens utilizam tração elétrica e sustentação por pneus, se deslocando sobre uma viga de concreto com pneus laterais para guia e estabilização”.

Caldeira continua em sua explanação técnica. “Resta comprovado que o sistema de monotrilho definido para a Linha 18-Bronze se apresenta como a solução técnica mais adequada e viável, e ainda a mais oportuna no que diz respeito à agilidade de implantação de sistema estrutural de transporte coletivo no Grande ABC.”

Chama atenção o fato de o documento ser de dois anos atrás. Especialistas dizem que levantamentos sobre mudança de modal – com necessidade de adequação da demanda, por exemplo – são feitos a cada dez anos. O próprio dirigente da secretaria à época confirma a tese. “A escolha de novo sistema passa por várias análises, sendo uma delas a sua capacidade de transporte, condição essa que foi obtida pela secretaria e Metrô por meio de realização de simulações de demanda para os anos horizontes futuros de 2020, 2025 e 2030.”

O governador João Doria (PSDB) diz que até o fim do mês vai divulgar resultado de avaliação da Linha 18-Bronze. Ele admitiu a possibilidade de trocar o monotrilho pelo BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade), a despeito de a PPP (Parceria Público-Privada) já estar assinada há cinco anos e não prever mudanças tão drásticas.

No mês passado, o jornal O Estado de S.Paulo publicou reportagem na qual diz que estudo preliminar da Secretaria de Transportes Metropolitanos indicam redução do número potencial de passageiros, de 330 mil por dia para 220 mil diários. Essa queda justificaria a implementação do BRT, segundo fontes do Palácio dos Bandeirantes ouvidas pelo jornal. Em nota ao Diário, a Secretaria de Transportes Metropolitanos apenas disse que estuda a instalação da Linha 18.

Na semana passada, o governo federal sinalizou positivamente para a liberação de recursos para destravar a construção da Linha 18, que empacou nas desapropriações. O Estado declarou ter intenção de obter recursos da União para a obra. 

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