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Hortas urbanas atraem pela qualidade do alimento

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Produtos sem agrotóxicos e com preço acessível chamam a atenção de clientes


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

09/06/2019 | 07:22


Por mais que o Grande ABC possua 98,3% do território de 828,7 quilômetros quadrados urbanizado, ainda é possível encontrar atividades típicas do campo, como as hortas. Os espaços atraem aqueles que se preocupam com a qualidade do alimento consumido e também com a oportunidade de fomentar a agricultura familiar. 

Vanderley Pereira, 53 anos, responsável por horta urbana na Vila Pires, em Santo André, conta que o trabalho passa por gerações em sua família. Ele assumiu o ponto, em terreno cedido pela AES Eletropaulo, na época, hoje Enel, há seis meses. No entanto, a estrutura, que sustenta toda a casa, já existe há pelo menos 20 anos. Ele administra, também, horta situada no bairro andreense Casa Branca. 

“Vim para cá em busca de fluxo e retornos maiores e percebo diariamente o aumento dos clientes. O pessoal dá mais preferência aos nossos alimentos do que os de feiras-livres ou mercados”, pontua. 

Como forma de dar diferencial no plantio, a família Pereira cobre toda a plantação com plástico, que, de acordo com eles, queima as bactérias e conserva melhor o solo. “Para o cultivo diário dos alimentos e até mesmo a higiene e limpeza de furtas e verduras, optamos pelo plástico”, pontua o responsável pelo cultivo. 

A socióloga e educadora ambiental Ana Luíza Frari ressalta que para serem ecologicamente corretas, as hortas urbanas precisam fazer um manejo adequado – assim como faz Vanderley. “É necessário realizar adubação organizada e ter cuidado com a terra. Cobrir a terra no plantio, ao invés de deixar em céu aberto, faz diferença”, observa a especialista. Ela destaca que o público que frequenta as hortas urbanas ou já sabe de onde vêm os alimentos ou são pessoas que procuram alimentação saudável.

Vanderley comenta que os produtos mais procurados pelo clientes são a rúcula, que sai no valor de R$ 5 o maço, e o coentro, no valor de R$ 3 o maço. Os melhores dias para venda são aos sábados e domingos. “Todos os dias estamos aqui. Adoramos esse contato com a natureza, além de oferecer alimentação melhor aos nossos clientes”, finaliza. 

Apaixonado por esportes, Carlos Miyashiru, 69, troca os alimentos do mercado e feiras livres pela horta urbana e garante que é o melhor lugar para comprar. “Compro aqui há mais de 15 anos. É limpo, sem agrotóxicos. Não troco por nada”, ressalta.

Representante da Associação Global de Desenvolvimento Sustentado, Nelson Pedroso trabalha com hortas urbanas há 35 anos. Em São Bernardo, possui oito unidades. Ele comenta que, neste nicho de mercado, há variados perfis de comerciantes. “O preço dos produtos é bem competitivo em relação ao mercado e são produtos diferenciados. As pessoas se sentem bem comprando daqui em relação à saúde”, finaliza.

De acordo com Nelson, cerca de 70 famílias cuidam de hortas urbanas em terrenos da Enel na Vila Vivaldi, em São Bernardo. 



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Hortas urbanas atraem pela qualidade do alimento

Produtos sem agrotóxicos e com preço acessível chamam a atenção de clientes

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

09/06/2019 | 07:22


Por mais que o Grande ABC possua 98,3% do território de 828,7 quilômetros quadrados urbanizado, ainda é possível encontrar atividades típicas do campo, como as hortas. Os espaços atraem aqueles que se preocupam com a qualidade do alimento consumido e também com a oportunidade de fomentar a agricultura familiar. 

Vanderley Pereira, 53 anos, responsável por horta urbana na Vila Pires, em Santo André, conta que o trabalho passa por gerações em sua família. Ele assumiu o ponto, em terreno cedido pela AES Eletropaulo, na época, hoje Enel, há seis meses. No entanto, a estrutura, que sustenta toda a casa, já existe há pelo menos 20 anos. Ele administra, também, horta situada no bairro andreense Casa Branca. 

“Vim para cá em busca de fluxo e retornos maiores e percebo diariamente o aumento dos clientes. O pessoal dá mais preferência aos nossos alimentos do que os de feiras-livres ou mercados”, pontua. 

Como forma de dar diferencial no plantio, a família Pereira cobre toda a plantação com plástico, que, de acordo com eles, queima as bactérias e conserva melhor o solo. “Para o cultivo diário dos alimentos e até mesmo a higiene e limpeza de furtas e verduras, optamos pelo plástico”, pontua o responsável pelo cultivo. 

A socióloga e educadora ambiental Ana Luíza Frari ressalta que para serem ecologicamente corretas, as hortas urbanas precisam fazer um manejo adequado – assim como faz Vanderley. “É necessário realizar adubação organizada e ter cuidado com a terra. Cobrir a terra no plantio, ao invés de deixar em céu aberto, faz diferença”, observa a especialista. Ela destaca que o público que frequenta as hortas urbanas ou já sabe de onde vêm os alimentos ou são pessoas que procuram alimentação saudável.

Vanderley comenta que os produtos mais procurados pelo clientes são a rúcula, que sai no valor de R$ 5 o maço, e o coentro, no valor de R$ 3 o maço. Os melhores dias para venda são aos sábados e domingos. “Todos os dias estamos aqui. Adoramos esse contato com a natureza, além de oferecer alimentação melhor aos nossos clientes”, finaliza. 

Apaixonado por esportes, Carlos Miyashiru, 69, troca os alimentos do mercado e feiras livres pela horta urbana e garante que é o melhor lugar para comprar. “Compro aqui há mais de 15 anos. É limpo, sem agrotóxicos. Não troco por nada”, ressalta.

Representante da Associação Global de Desenvolvimento Sustentado, Nelson Pedroso trabalha com hortas urbanas há 35 anos. Em São Bernardo, possui oito unidades. Ele comenta que, neste nicho de mercado, há variados perfis de comerciantes. “O preço dos produtos é bem competitivo em relação ao mercado e são produtos diferenciados. As pessoas se sentem bem comprando daqui em relação à saúde”, finaliza.

De acordo com Nelson, cerca de 70 famílias cuidam de hortas urbanas em terrenos da Enel na Vila Vivaldi, em São Bernardo. 

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