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São Bernardo adia licitação da Fábrica de Cultura

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Planejamento inicial era conhecer empresa que concluiria obra em maio; agora, será dia 28


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

09/06/2019 | 07:15


A Prefeitura de São Bernardo adiou para o dia 28 a abertura de propostas de empresas interessadas em concluir a parte física da futura Fábrica de Cultura, que será instalada no antigo Museu do Trabalho e do Trabalhador, no Centro da cidade. A previsão inicial da administração era abrir os envelopes no dia 7 de maio.

Os motivos da transferência de data não foram explicados – questionado pelo Diário, o Paço evitou se manifestar. A mudança de data e hora da sessão para avaliação das propostas foi publicada no Diário Oficial local sem alarde.

A estimativa do governo local é despender R$ 5,6 milhões para concluir a parte estrutural do prédio. Equipamentos serão instalados em uma segunda etapa, com a escolha, por parte do governo do Estado, de organização social que vai administrar o local.

Assim que o contrato for assinado e a ordem de serviço for autorizada, a empresa vencedora da licitação terá cinco meses para concluir a obra. Ou seja, se o acordo for rubricado em julho, até dezembro a Fábrica de Cultura estará com sua fase estrutural finalizada.

As obras do Museu do Trabalho e do Trabalhador começaram ainda no governo do ex-prefeito Luiz Marinho (PT), em 2012, e tinha previsão de custo de R$ 18 milhões. O objetivo era contar a história fabril de São Bernardo, passando pelo período sindical. A oposição sempre questionou que o recurso – da União – serviria para uma obra que enalteceria a carreira política de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que emergiu à frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nos anos 1970 e 1980.

A construção travou ao longo do processo. Primeiramente por falta de verba. Depois por suspeita de irregularidades. O Diário mostrou que a empresa contratada, a Construções e Incorporações CEI, tinha como sócio um desempregado morador da periferia de Diadema. A situação parou no MPF (Ministério Público Federal).

No fim de 2016, a MPF e PF deflagraram a Operação Hefesta, que levou à prisão dois secretários do então governo Marinho, além de empresários envolvidos no episódio – houve apontamento de desvio de recursos em diversas fases do projeto, o que Marinho nega. Por ordem judicial, a obra foi embargada e o petista terminou o governo sem concluir o museu.

Assim que assumiu a Prefeitura, Orlando Morando (PSDB) avisou que não seguiria o plano do museu adiante e que, no local, pensava em uma Fábrica de Cultura. Acertou os detalhes com o governo do Estado, que aceitou a proposta. No fim do ano passado, a Justiça Federal autorizou a Prefeitura de São Bernardo a mudar o objeto do prédio. 



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São Bernardo adia licitação da Fábrica de Cultura

Planejamento inicial era conhecer empresa que concluiria obra em maio; agora, será dia 28

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

09/06/2019 | 07:15


A Prefeitura de São Bernardo adiou para o dia 28 a abertura de propostas de empresas interessadas em concluir a parte física da futura Fábrica de Cultura, que será instalada no antigo Museu do Trabalho e do Trabalhador, no Centro da cidade. A previsão inicial da administração era abrir os envelopes no dia 7 de maio.

Os motivos da transferência de data não foram explicados – questionado pelo Diário, o Paço evitou se manifestar. A mudança de data e hora da sessão para avaliação das propostas foi publicada no Diário Oficial local sem alarde.

A estimativa do governo local é despender R$ 5,6 milhões para concluir a parte estrutural do prédio. Equipamentos serão instalados em uma segunda etapa, com a escolha, por parte do governo do Estado, de organização social que vai administrar o local.

Assim que o contrato for assinado e a ordem de serviço for autorizada, a empresa vencedora da licitação terá cinco meses para concluir a obra. Ou seja, se o acordo for rubricado em julho, até dezembro a Fábrica de Cultura estará com sua fase estrutural finalizada.

As obras do Museu do Trabalho e do Trabalhador começaram ainda no governo do ex-prefeito Luiz Marinho (PT), em 2012, e tinha previsão de custo de R$ 18 milhões. O objetivo era contar a história fabril de São Bernardo, passando pelo período sindical. A oposição sempre questionou que o recurso – da União – serviria para uma obra que enalteceria a carreira política de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que emergiu à frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nos anos 1970 e 1980.

A construção travou ao longo do processo. Primeiramente por falta de verba. Depois por suspeita de irregularidades. O Diário mostrou que a empresa contratada, a Construções e Incorporações CEI, tinha como sócio um desempregado morador da periferia de Diadema. A situação parou no MPF (Ministério Público Federal).

No fim de 2016, a MPF e PF deflagraram a Operação Hefesta, que levou à prisão dois secretários do então governo Marinho, além de empresários envolvidos no episódio – houve apontamento de desvio de recursos em diversas fases do projeto, o que Marinho nega. Por ordem judicial, a obra foi embargada e o petista terminou o governo sem concluir o museu.

Assim que assumiu a Prefeitura, Orlando Morando (PSDB) avisou que não seguiria o plano do museu adiante e que, no local, pensava em uma Fábrica de Cultura. Acertou os detalhes com o governo do Estado, que aceitou a proposta. No fim do ano passado, a Justiça Federal autorizou a Prefeitura de São Bernardo a mudar o objeto do prédio. 

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