Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 23 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Tony reúne atores novatos e veteranos



08/06/2019 | 08:13


É a grande festa do teatro americano - do musical, em especial. Assim como o Oscar festeja (e projeta mundialmente) o cinema, o Tony coloca em evidência os melhores do palco dos Estados Unidos. A festa acontece na noite deste domingo, às 21h (horário de Brasília), no Radio City Music Hall, com transmissão ao vivo pelo canal fechado Film&Arts.

E, neste ano em especial, será a festa das estrelas: Annette Bening, Jeff Daniels, Bryan Cranston, Adam Driver, Laurie Metcalf e Janet McTeer, entre outros, estão na disputa. Mas fama e poder não significam necessariamente favoritismo, o que se comprova com a lista de indicados, encabeçada por uma produção que, até há pouco tempo, era off Broadway: Hadestown recebeu 14 indicações, seguido do jukebox Aint Too Proud (12) e Tootsie (11).

Hadestown é uma pequena joia. Ao adaptar o mito de Orfeu para um ambiente de sonoridade folk, o musical combina elementos apolíticos em uma trama ambientada durante a Grande Depressão americana, nos anos 1930. Os personagens são os mesmos do conto original - o poeta e músico Orfeu apaixonado por Eurídice, ambos interpretados por Reeve Carney e Eva Noblezada, em interpretações comoventes.

O tom fabular ganha uma estranha e fascinante ambientação de New Orleans graças à presença de André De Shields, cuja vitalidade no papel de Hermes, o narrador, é contagiante. Apesar de ambientada no início do século passado, a trama ganha contornos políticos atuais graças à força de suas canções mais empolgantes, como Why We Build the Wall, que ganha ressonância a cada momento em que o presidente Donald Trump revive a ideia de construir um muro separando os Estados Unidos do México.

A força de Hadestown está no conjunto, enquanto outros espetáculos pulsam graças a seus principais intérpretes. Não foi surpresa, por exemplo, que Santino Fontana fosse indicado na categoria de melhor ator de musical por sua atuação em Tootsie, inspirado no filme estrelado por Dustin Hoffman, em 1982 - Fontana apresenta, há anos, um virtuosismo sem esforço em peças e musicais.

Outro ator que ganhou projeção em espetáculo inspirado em um longa é Alex Brightman, que exibe uma bela veia cômica em Beetlejuice, no talvez único papel em que Michael Keaton conseguiu brilhar no cinema. A lista, aliás, de artistas mais conhecidos na tela grande é engrossada com a presença de Bryan Cranston - vencedor, anos atrás, de um Tony por ter vivido o presidente Lyndon B. Johnson, o ator disputa agora o troféu pela entrega que faz em cena na peça Network, que também inspirou um filme de 1976 (aqui chamado de Rede de Intrigas) e que garantiu a Peter Finch um Oscar póstumo pelo mesmo papel.

Na cerimônia deste domingo, que deve durar cerca de três horas, os produtores pretendem apresentar um grande número musical de abertura, mas não um monólogo do apresentador James Corden, que tem um programa de entrevistas na CBS. Ele garante que não haverá nenhuma intenção política na festa. "Mas apoio totalmente qualquer um que queira", festeja.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Tony reúne atores novatos e veteranos


08/06/2019 | 08:13


É a grande festa do teatro americano - do musical, em especial. Assim como o Oscar festeja (e projeta mundialmente) o cinema, o Tony coloca em evidência os melhores do palco dos Estados Unidos. A festa acontece na noite deste domingo, às 21h (horário de Brasília), no Radio City Music Hall, com transmissão ao vivo pelo canal fechado Film&Arts.

E, neste ano em especial, será a festa das estrelas: Annette Bening, Jeff Daniels, Bryan Cranston, Adam Driver, Laurie Metcalf e Janet McTeer, entre outros, estão na disputa. Mas fama e poder não significam necessariamente favoritismo, o que se comprova com a lista de indicados, encabeçada por uma produção que, até há pouco tempo, era off Broadway: Hadestown recebeu 14 indicações, seguido do jukebox Aint Too Proud (12) e Tootsie (11).

Hadestown é uma pequena joia. Ao adaptar o mito de Orfeu para um ambiente de sonoridade folk, o musical combina elementos apolíticos em uma trama ambientada durante a Grande Depressão americana, nos anos 1930. Os personagens são os mesmos do conto original - o poeta e músico Orfeu apaixonado por Eurídice, ambos interpretados por Reeve Carney e Eva Noblezada, em interpretações comoventes.

O tom fabular ganha uma estranha e fascinante ambientação de New Orleans graças à presença de André De Shields, cuja vitalidade no papel de Hermes, o narrador, é contagiante. Apesar de ambientada no início do século passado, a trama ganha contornos políticos atuais graças à força de suas canções mais empolgantes, como Why We Build the Wall, que ganha ressonância a cada momento em que o presidente Donald Trump revive a ideia de construir um muro separando os Estados Unidos do México.

A força de Hadestown está no conjunto, enquanto outros espetáculos pulsam graças a seus principais intérpretes. Não foi surpresa, por exemplo, que Santino Fontana fosse indicado na categoria de melhor ator de musical por sua atuação em Tootsie, inspirado no filme estrelado por Dustin Hoffman, em 1982 - Fontana apresenta, há anos, um virtuosismo sem esforço em peças e musicais.

Outro ator que ganhou projeção em espetáculo inspirado em um longa é Alex Brightman, que exibe uma bela veia cômica em Beetlejuice, no talvez único papel em que Michael Keaton conseguiu brilhar no cinema. A lista, aliás, de artistas mais conhecidos na tela grande é engrossada com a presença de Bryan Cranston - vencedor, anos atrás, de um Tony por ter vivido o presidente Lyndon B. Johnson, o ator disputa agora o troféu pela entrega que faz em cena na peça Network, que também inspirou um filme de 1976 (aqui chamado de Rede de Intrigas) e que garantiu a Peter Finch um Oscar póstumo pelo mesmo papel.

Na cerimônia deste domingo, que deve durar cerca de três horas, os produtores pretendem apresentar um grande número musical de abertura, mas não um monólogo do apresentador James Corden, que tem um programa de entrevistas na CBS. Ele garante que não haverá nenhuma intenção política na festa. "Mas apoio totalmente qualquer um que queira", festeja.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;