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PSDB de São Bernardo expulsa Mario de Abreu


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/06/2019 | 06:29


A comissão de ética do PSDB de São Bernardo expulsou do partido, na noite de quinta-feira, o vereador afastado Mario de Abreu. As alegações foram as denúncias contra o agora ex-tucano no âmbito da Operação Barbatana, desbaratada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em 2017.

Mario foi acusado pelo Ministério Público de cobrar propina para liberação de licenças ambientais quando era secretário de Gestão Ambiental no governo do prefeito Orlando Morando (PSDB). Também responde por, supostamente, vender cargos públicos dentro da pasta. Ele foi exonerado do cargo em outubro de 2017, chegou a voltar à Câmara – é vereador eleito –, mas a Justiça determinou sua prisão e seu afastamento da função. Somente a decretação da detenção foi revogada por instâncias superiores.

Segundo o presidente da comissão de ética do PSDB são-bernardense, o vereador Almir do Gás (PSDB), apesar de Mario não ter sido julgado pela Justiça, os fatos atribuídos a ele são muito graves. “A maioria entendeu pela expulsão. São denúncias pesadas”, resumiu o parlamentar. Curiosamente, é o próprio Almir quem ocupa a vaga de Mario na Câmara – Almir recorreu à Justiça para ocupar a cadeira de Mario.

Dos cerca de 30 integrantes com direito a voto, apenas quatro não votaram pela expulsão (optaram pela abstenção), casos dos vereadores Juarez Tudo Azul e Samuel Alves, além do secretário de Desenvolvimento Econômico e parlamentar licenciado, Hiroyuki Minami, e do ex-candidato a vereador Rubens Pacheco.

Em nota, a defesa de Mario de Abreu informou que vai recorrer da decisão porque não foram percorridos todos os trâmites conforme o estatuto do PSDB. “Não lhe foi permitido produzir provas e apresentar defesa nas condições previstas no código de ética do partido. Dentre as provas pretendidas, Mario de Abreu requereu audiência de acareação junto com o prefeito Orlando Morando e a deputada estadual Carla Morando, já que ambos têm conhecimento de fatos que podem fortalecer sua defesa.”

Também em nota, Mario de Abreu disse que a expulsão teve motivação pessoal. “Aconteceu algo muito parecido com o ex-prefeito e ex-deputado federal William Dib, que foi expulso do partido em operação muito semelhante. Esse processo do qual agora também sou vítima é fruto de uma árvore envenenada e pura motivação pessoal. Estou batalhando para provar minha inocência, destacando que nos postos de secretário, assessor é impossível fazer alguma coisa, ainda mais quando o governo é essencialmente personalista, sem isonomia.” 



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PSDB de São Bernardo expulsa Mario de Abreu

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/06/2019 | 06:29


A comissão de ética do PSDB de São Bernardo expulsou do partido, na noite de quinta-feira, o vereador afastado Mario de Abreu. As alegações foram as denúncias contra o agora ex-tucano no âmbito da Operação Barbatana, desbaratada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em 2017.

Mario foi acusado pelo Ministério Público de cobrar propina para liberação de licenças ambientais quando era secretário de Gestão Ambiental no governo do prefeito Orlando Morando (PSDB). Também responde por, supostamente, vender cargos públicos dentro da pasta. Ele foi exonerado do cargo em outubro de 2017, chegou a voltar à Câmara – é vereador eleito –, mas a Justiça determinou sua prisão e seu afastamento da função. Somente a decretação da detenção foi revogada por instâncias superiores.

Segundo o presidente da comissão de ética do PSDB são-bernardense, o vereador Almir do Gás (PSDB), apesar de Mario não ter sido julgado pela Justiça, os fatos atribuídos a ele são muito graves. “A maioria entendeu pela expulsão. São denúncias pesadas”, resumiu o parlamentar. Curiosamente, é o próprio Almir quem ocupa a vaga de Mario na Câmara – Almir recorreu à Justiça para ocupar a cadeira de Mario.

Dos cerca de 30 integrantes com direito a voto, apenas quatro não votaram pela expulsão (optaram pela abstenção), casos dos vereadores Juarez Tudo Azul e Samuel Alves, além do secretário de Desenvolvimento Econômico e parlamentar licenciado, Hiroyuki Minami, e do ex-candidato a vereador Rubens Pacheco.

Em nota, a defesa de Mario de Abreu informou que vai recorrer da decisão porque não foram percorridos todos os trâmites conforme o estatuto do PSDB. “Não lhe foi permitido produzir provas e apresentar defesa nas condições previstas no código de ética do partido. Dentre as provas pretendidas, Mario de Abreu requereu audiência de acareação junto com o prefeito Orlando Morando e a deputada estadual Carla Morando, já que ambos têm conhecimento de fatos que podem fortalecer sua defesa.”

Também em nota, Mario de Abreu disse que a expulsão teve motivação pessoal. “Aconteceu algo muito parecido com o ex-prefeito e ex-deputado federal William Dib, que foi expulso do partido em operação muito semelhante. Esse processo do qual agora também sou vítima é fruto de uma árvore envenenada e pura motivação pessoal. Estou batalhando para provar minha inocência, destacando que nos postos de secretário, assessor é impossível fazer alguma coisa, ainda mais quando o governo é essencialmente personalista, sem isonomia.” 

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