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Investir em educação é gerar oportunidades


Alexandre Borbely
Docente de Ciências Econômicas da Metodista

08/06/2019 | 07:19


A ciência econômica estuda uma diversidade de temas que visam, por meio dos recursos disponíveis limitados, atender às necessidades ilimitadas da população. Tais recursos são utilizados para produção e distribuição de bens e serviços. O acesso a esses bens e serviços é importante para o atendimento das necessidades humanas.

Mas diante de um cenário recessivo, de baixo crescimento econômico, como o que ocorre no Brasil há alguns anos, fica a questão: como atender às necessidades?

Não há outro caminho a não ser pelo crescimento econômico. Este é um dos objetivos de política macroeconômica e que é essencial à economia brasileira. No atual momento, a atuação do Estado para promover tal crescimento é de grande relevância. Para tanto, existe uma série de medidas, tais como: investimentos públicos, disponibilidade de crédito, redução da taxa de juros, incentivo para investimentos privados nacionais e estrangeiros etc.

Investir e produzir mais possibilitam aumentar o nível de emprego, renda, consumo e poupança para, assim, a população atender às suas necessidades. Impulsionar a atividade econômica do País é gerar novas oportunidades. É fato que a política econômica para promoção do crescimento deve vir com medidas sustentáveis. Mas não podemos perder mais tempo.

A produção e a renda agregada são consequência de variações quantitativas e qualitativas de dois fatores básicos: mão de obra e capital.

Daí a necessidade de se realizar investimentos. O aumento quantitativo da força de trabalho e do estoque de capital possibilita aumentar a capacidade produtiva de um país.
A questão qualitativa já foi abordada em textos anteriores desta coluna. Deve-se ressaltar sua importância, pois os aspectos qualitativos são mais complexos e envolvem políticas de longo prazo.
A qualificação da mão de obra resulta, por exemplo, em melhorias nos processos produtivos, no desenvolvimento e na implantação de tecnologias, na cura de doenças, entre outros.

Para tanto, investimentos em educação e pesquisa são essenciais. O resultado é de longo prazo. Mas, ao longo do tempo, com novas descobertas, o País passa a desenvolver e produzir bens e serviços de maior valor agregado. É por isso que países desenvolvidos não abrem mão de investimentos em educação e na promoção de pesquisas. E isso ocorre em qualquer área do conhecimento.

É verdade que temos problemas sérios na educação brasileira. Principalmente no nível básico e médio da formação escolar. A base é muito importante, merece mais atenção e investimentos. Mas não podemos em hipótese alguma abrir mão da pesquisa e dos investimentos na educação superior. Não é ‘puxar o cobertor de um lado para descobrir o outro’. Isso não é desenvolvimento. Isso é atraso.

Infelizmente, a população de alguns países em desenvolvimento, como da América Latina, África e Ásia, tem baixos níveis de educação formal. O resultado está na produtividade da mão de obra desses países, que costuma ser inferior se comparada à de nações desenvolvidas.

Consequentemente, observa-se também que o nível de renda per capita dos países em desenvolvimento é menor se comparado ao de nações que não abrem mão de investimentos em educação, pesquisa e desenvolvimento.

Dessa forma, qualificar a força de trabalho de um país é fator determinante para o crescimento sustentável. Um trabalhador mais qualificado é mais produtivo. Mas, para isso, a educação formal e a pesquisa não podem ser sacrificadas.

Qualificação da mão de obra e melhor utilização dos meios de produção resultam em eficiência organizacional. Tal eficiência possibilita aumento da produtividade. Em última instância, isso promoverá resultados positivos no PIB do país.

A melhoria tecnológica e a ampliação do estoque de máquinas, equipamentos e instalações utilizados no processo produtivo possibilitam que, no futuro, a capacidade produtiva do país seja maior. Sendo assim, podemos concluir que investimentos em capacidade produtiva, educação e pesquisa são essenciais ao crescimento e desenvolvimento econômico de uma nação.



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Investir em educação é gerar oportunidades

Alexandre Borbely
Docente de Ciências Econômicas da Metodista

08/06/2019 | 07:19


A ciência econômica estuda uma diversidade de temas que visam, por meio dos recursos disponíveis limitados, atender às necessidades ilimitadas da população. Tais recursos são utilizados para produção e distribuição de bens e serviços. O acesso a esses bens e serviços é importante para o atendimento das necessidades humanas.

Mas diante de um cenário recessivo, de baixo crescimento econômico, como o que ocorre no Brasil há alguns anos, fica a questão: como atender às necessidades?

Não há outro caminho a não ser pelo crescimento econômico. Este é um dos objetivos de política macroeconômica e que é essencial à economia brasileira. No atual momento, a atuação do Estado para promover tal crescimento é de grande relevância. Para tanto, existe uma série de medidas, tais como: investimentos públicos, disponibilidade de crédito, redução da taxa de juros, incentivo para investimentos privados nacionais e estrangeiros etc.

Investir e produzir mais possibilitam aumentar o nível de emprego, renda, consumo e poupança para, assim, a população atender às suas necessidades. Impulsionar a atividade econômica do País é gerar novas oportunidades. É fato que a política econômica para promoção do crescimento deve vir com medidas sustentáveis. Mas não podemos perder mais tempo.

A produção e a renda agregada são consequência de variações quantitativas e qualitativas de dois fatores básicos: mão de obra e capital.

Daí a necessidade de se realizar investimentos. O aumento quantitativo da força de trabalho e do estoque de capital possibilita aumentar a capacidade produtiva de um país.
A questão qualitativa já foi abordada em textos anteriores desta coluna. Deve-se ressaltar sua importância, pois os aspectos qualitativos são mais complexos e envolvem políticas de longo prazo.
A qualificação da mão de obra resulta, por exemplo, em melhorias nos processos produtivos, no desenvolvimento e na implantação de tecnologias, na cura de doenças, entre outros.

Para tanto, investimentos em educação e pesquisa são essenciais. O resultado é de longo prazo. Mas, ao longo do tempo, com novas descobertas, o País passa a desenvolver e produzir bens e serviços de maior valor agregado. É por isso que países desenvolvidos não abrem mão de investimentos em educação e na promoção de pesquisas. E isso ocorre em qualquer área do conhecimento.

É verdade que temos problemas sérios na educação brasileira. Principalmente no nível básico e médio da formação escolar. A base é muito importante, merece mais atenção e investimentos. Mas não podemos em hipótese alguma abrir mão da pesquisa e dos investimentos na educação superior. Não é ‘puxar o cobertor de um lado para descobrir o outro’. Isso não é desenvolvimento. Isso é atraso.

Infelizmente, a população de alguns países em desenvolvimento, como da América Latina, África e Ásia, tem baixos níveis de educação formal. O resultado está na produtividade da mão de obra desses países, que costuma ser inferior se comparada à de nações desenvolvidas.

Consequentemente, observa-se também que o nível de renda per capita dos países em desenvolvimento é menor se comparado ao de nações que não abrem mão de investimentos em educação, pesquisa e desenvolvimento.

Dessa forma, qualificar a força de trabalho de um país é fator determinante para o crescimento sustentável. Um trabalhador mais qualificado é mais produtivo. Mas, para isso, a educação formal e a pesquisa não podem ser sacrificadas.

Qualificação da mão de obra e melhor utilização dos meios de produção resultam em eficiência organizacional. Tal eficiência possibilita aumento da produtividade. Em última instância, isso promoverá resultados positivos no PIB do país.

A melhoria tecnológica e a ampliação do estoque de máquinas, equipamentos e instalações utilizados no processo produtivo possibilitam que, no futuro, a capacidade produtiva do país seja maior. Sendo assim, podemos concluir que investimentos em capacidade produtiva, educação e pesquisa são essenciais ao crescimento e desenvolvimento econômico de uma nação.

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