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No Rudge Ramos, corredor de ônibus tem atraso de seis meses

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitura prometeu entrega para dezembro de 2018; apenas dois dos 6,8 quilômetros estão prontos


Flávia Fernandes
Especial para o Diário

08/06/2019 | 07:00


 As obras do Corredor Rudge Ramos, em São Bernardo, estavam programadas para serem entregues em dezembro do ano passado. No entanto, passados seis meses, o espaço exclusivo para a circulação de ônibus tem apenas dois dos 6,8 quilômetros de extensão concluídos. Moradores e comerciantes do entorno alegam que os trabalhos – sob responsabilidade da construtora Kamilos Ltda – estão parados há cerca de um ano.

A equipe do Diário esteve no local ontem e verificou que no trecho já executado do corredor ainda faltam cobertura dos pontos de ônibus, bancos e sinalização. O viário percorrerá as avenidas Senador Vergueiro e Dr. Rudge Ramos.

O Corredor Rudge Ramos é um dos 11 que integram o Programa de Transportes Urbanos da cidade, anunciado em 2012, com um total de 40 quilômetros de extensão. As obras no local foram retomadas em 2017, após período sem movimentação, e, ao todo, estão sendo investidos R$ 43 milhões na edificação por meio de financiamento parcial do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

O objetivo da construção é diminuir o trânsito e tempo de locomoção dos usuários dos transportes públicos. Entretanto, na altura do número 2.800 da Senador Vergueiro, o corredor causa transtornos para comerciantes e pessoas que transitam no local. O motivo, segundo eles, é que a obra aumentou o congestionamento no trecho devido o afunilamento da via. “Os clientes reclamam que não conseguem chegar aqui. Principalmente no fim da tarde, o trânsito para”, revela o vendedor Adriano Camussi, 27 anos.

Quem depende do transporte público também questiona o uso do viário. “As portas dos ônibus mudam de lado e isso pode trazer problemas também”, analisa o estudante Rodrigo Sartori, 22. Já outros usuários acreditam que, depois de pronto, o sistema facilitaria a locomoção dos pedestres. A professora Rachel Martinuzzo, 29, utiliza o transporte público na área e conta que fica aproximadamente 30 minutos esperando o ônibus. “O tempo de espera é alto. Com o corredor de ônibus, pode ser que diminua o trânsito.”

Em vistoria à obra realizada em fevereiro do ano passado, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), destacou que 60% dos trabalhos estavam executados e que o corredor seria entregue à comunidade em dezembro. Naquela ocasião, o avanço das intervenções dependiam de finalização de trâmite de desapropriação.

A previsão é que o viário disponha de 30 paradas de ônibus: Versolato, Antônio Secato, Expedicionários, Vicente de Carvalha, Kennedy, 11 de Agosto, João Daprat, Ernerto Cleto, 13 de Maio, Maria da Penha, entre outros. Quando finalizado, o projeto conectará a região norte do município ao Centro, após percorrer os bairros Taboão, Rudge Ramos e adjacências.<EM>

A Prefeitura de São Bernardo não se posicionou sobre o atraso na entrega da obra até o fechamento desta edição.

 

OUTROS CORREDORES

Dos 11 corredores projetados para a cidade, apenas um já foi entregue, o João Firmino, no bairro Assunção. Reportagem do Diário de quinta-feira mostrou que o viário, inaugurado há apenas um ano para agilizar o transporte por ônibus e desafogar o trânsito, tem sido motivo de insatisfação para passageiros e motoristas. Superlotação, usuários com dúvida com relação às paradas e mudança na localização de pontos são as principais reclamações.

 

Licitação dos transportes não exige contrapartida estrutural

A Prefeitura de São Bernardo não incluiu contrapartidas estruturais significativas da empresa vencedora na primeira versão do edital de licitação do transporte público, revogado em 16 de maio após o TCE (Tribunal de Contas do Estado) apontar série de irregularidades. A única exigência, além dos 389 ônibus, seria o pagamento de outorga de R$ 40 milhões em 90 dias.

Em Santo André, por sua vez, o governo pretende utilizar edital de concessão de parte das linhas, atualmente operadas em caráter precário pela Suzantur, para exigir que a ganhadora reformule o Terminal da Vila Luzita, recuperando calçadas, além de obrigar a reforma de pontos existentes no corredor da Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo.

A Prefeitura de São Bernardo pretende relançar o edital até o dia 17. Na primeira versão, além de não exigir contrapartidas estruturais da vencedora, como a construção de corredores como o do Rudge Ramos, o Paço mantinha as 66 linhas em lote único – exceção entre as cidades com quase 1 milhão de habitantes.



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No Rudge Ramos, corredor de ônibus tem atraso de seis meses

Prefeitura prometeu entrega para dezembro de 2018; apenas dois dos 6,8 quilômetros estão prontos

Flávia Fernandes
Especial para o Diário

08/06/2019 | 07:00


 As obras do Corredor Rudge Ramos, em São Bernardo, estavam programadas para serem entregues em dezembro do ano passado. No entanto, passados seis meses, o espaço exclusivo para a circulação de ônibus tem apenas dois dos 6,8 quilômetros de extensão concluídos. Moradores e comerciantes do entorno alegam que os trabalhos – sob responsabilidade da construtora Kamilos Ltda – estão parados há cerca de um ano.

A equipe do Diário esteve no local ontem e verificou que no trecho já executado do corredor ainda faltam cobertura dos pontos de ônibus, bancos e sinalização. O viário percorrerá as avenidas Senador Vergueiro e Dr. Rudge Ramos.

O Corredor Rudge Ramos é um dos 11 que integram o Programa de Transportes Urbanos da cidade, anunciado em 2012, com um total de 40 quilômetros de extensão. As obras no local foram retomadas em 2017, após período sem movimentação, e, ao todo, estão sendo investidos R$ 43 milhões na edificação por meio de financiamento parcial do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

O objetivo da construção é diminuir o trânsito e tempo de locomoção dos usuários dos transportes públicos. Entretanto, na altura do número 2.800 da Senador Vergueiro, o corredor causa transtornos para comerciantes e pessoas que transitam no local. O motivo, segundo eles, é que a obra aumentou o congestionamento no trecho devido o afunilamento da via. “Os clientes reclamam que não conseguem chegar aqui. Principalmente no fim da tarde, o trânsito para”, revela o vendedor Adriano Camussi, 27 anos.

Quem depende do transporte público também questiona o uso do viário. “As portas dos ônibus mudam de lado e isso pode trazer problemas também”, analisa o estudante Rodrigo Sartori, 22. Já outros usuários acreditam que, depois de pronto, o sistema facilitaria a locomoção dos pedestres. A professora Rachel Martinuzzo, 29, utiliza o transporte público na área e conta que fica aproximadamente 30 minutos esperando o ônibus. “O tempo de espera é alto. Com o corredor de ônibus, pode ser que diminua o trânsito.”

Em vistoria à obra realizada em fevereiro do ano passado, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), destacou que 60% dos trabalhos estavam executados e que o corredor seria entregue à comunidade em dezembro. Naquela ocasião, o avanço das intervenções dependiam de finalização de trâmite de desapropriação.

A previsão é que o viário disponha de 30 paradas de ônibus: Versolato, Antônio Secato, Expedicionários, Vicente de Carvalha, Kennedy, 11 de Agosto, João Daprat, Ernerto Cleto, 13 de Maio, Maria da Penha, entre outros. Quando finalizado, o projeto conectará a região norte do município ao Centro, após percorrer os bairros Taboão, Rudge Ramos e adjacências.<EM>

A Prefeitura de São Bernardo não se posicionou sobre o atraso na entrega da obra até o fechamento desta edição.

 

OUTROS CORREDORES

Dos 11 corredores projetados para a cidade, apenas um já foi entregue, o João Firmino, no bairro Assunção. Reportagem do Diário de quinta-feira mostrou que o viário, inaugurado há apenas um ano para agilizar o transporte por ônibus e desafogar o trânsito, tem sido motivo de insatisfação para passageiros e motoristas. Superlotação, usuários com dúvida com relação às paradas e mudança na localização de pontos são as principais reclamações.

 

Licitação dos transportes não exige contrapartida estrutural

A Prefeitura de São Bernardo não incluiu contrapartidas estruturais significativas da empresa vencedora na primeira versão do edital de licitação do transporte público, revogado em 16 de maio após o TCE (Tribunal de Contas do Estado) apontar série de irregularidades. A única exigência, além dos 389 ônibus, seria o pagamento de outorga de R$ 40 milhões em 90 dias.

Em Santo André, por sua vez, o governo pretende utilizar edital de concessão de parte das linhas, atualmente operadas em caráter precário pela Suzantur, para exigir que a ganhadora reformule o Terminal da Vila Luzita, recuperando calçadas, além de obrigar a reforma de pontos existentes no corredor da Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo.

A Prefeitura de São Bernardo pretende relançar o edital até o dia 17. Na primeira versão, além de não exigir contrapartidas estruturais da vencedora, como a construção de corredores como o do Rudge Ramos, o Paço mantinha as 66 linhas em lote único – exceção entre as cidades com quase 1 milhão de habitantes.

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