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Com IPCA e payroll, juros caem e fecham semana em novas mínimas históricas



07/06/2019 | 18:17


A leitura do IPCA e do payroll de maio continuou dando suporte para o recuo dos juros futuros na etapa vespertina, embora tenham perdido um pouco do impulso da queda expressiva vista pela manhã desta sexta-feira, 7. A perda de prêmios foi mais pronunciada no miolo da curva, diante de novos ajustes nas apostas para a Selic. O IPCA de maio (0,13%), no piso das estimativas e com preços de abertura bem comportados, reforçou a percepção de que o Copom deverá iniciar nos próximos meses um processo de afrouxamento monetário. A curva a termo já precifica 100% de chance de Selic em 6% no fim de 2019. Do mesmo modo, o payroll mostrou criação de vagas (75 mil) muito abaixo da esperada (180 mil) em maio, indicando que também o Federal Reserve deve reduzir o juro muito em breve.

No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 estava na mínima de 6,215%, de 6,264%. A do DI para janeiro de 2021 caiu de 6,390% para 6,270%. O DI para janeiro de 2023 terminou com taxa de 7,18%, de 7,281% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025, passou de 7,851% para 7,76%.

As taxas terminaram a semana com novas mínimas históricas. Ainda assim os profissionais de renda fixa acreditam não haver espaço para grandes correções de alta, uma vez que a atividade está claramente debilitada e há otimismo sobre a tramitação da reforma da Previdência. Na semana que vem, expectativa é pela apresentação do parecer do relator do texto, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), na comissão especial da Câmara.

Entre os fundamentos, o comportamento da inflação corrobora a percepção de que o Copom terá de começar a cortar a Selic no curto prazo, com o IPCA divulgado atestando a dissipação dos choques que vinham pressionando os preços nos meses anteriores. A taxa de 0,13% em maio foi a mais baixa para o mês desde 2006 e alimentou a possibilidade de que em junho o País poderá ter deflação.

"Por motivos internos e externos os juros no Brasil estão no menor patamar da sua história. As LTNs de dois anos estão sendo cotadas a 6,663% pelo resultado do fechamento de quinta e mostram que o mercado vê como dado o corte de juros pelo BCB", observa o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito. Na sua avaliação, o BC está muito pressionado a cortar a Selic mesmo que isso não vá ajudar a economia como um todo. "O risco na mesa é que se o BCB não cortar o mercado se 'ressinta' do conservadorismo da autoridade monetária e assim os juros subam mais forte lá na frente", explicou.



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Com IPCA e payroll, juros caem e fecham semana em novas mínimas históricas


07/06/2019 | 18:17


A leitura do IPCA e do payroll de maio continuou dando suporte para o recuo dos juros futuros na etapa vespertina, embora tenham perdido um pouco do impulso da queda expressiva vista pela manhã desta sexta-feira, 7. A perda de prêmios foi mais pronunciada no miolo da curva, diante de novos ajustes nas apostas para a Selic. O IPCA de maio (0,13%), no piso das estimativas e com preços de abertura bem comportados, reforçou a percepção de que o Copom deverá iniciar nos próximos meses um processo de afrouxamento monetário. A curva a termo já precifica 100% de chance de Selic em 6% no fim de 2019. Do mesmo modo, o payroll mostrou criação de vagas (75 mil) muito abaixo da esperada (180 mil) em maio, indicando que também o Federal Reserve deve reduzir o juro muito em breve.

No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 estava na mínima de 6,215%, de 6,264%. A do DI para janeiro de 2021 caiu de 6,390% para 6,270%. O DI para janeiro de 2023 terminou com taxa de 7,18%, de 7,281% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025, passou de 7,851% para 7,76%.

As taxas terminaram a semana com novas mínimas históricas. Ainda assim os profissionais de renda fixa acreditam não haver espaço para grandes correções de alta, uma vez que a atividade está claramente debilitada e há otimismo sobre a tramitação da reforma da Previdência. Na semana que vem, expectativa é pela apresentação do parecer do relator do texto, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), na comissão especial da Câmara.

Entre os fundamentos, o comportamento da inflação corrobora a percepção de que o Copom terá de começar a cortar a Selic no curto prazo, com o IPCA divulgado atestando a dissipação dos choques que vinham pressionando os preços nos meses anteriores. A taxa de 0,13% em maio foi a mais baixa para o mês desde 2006 e alimentou a possibilidade de que em junho o País poderá ter deflação.

"Por motivos internos e externos os juros no Brasil estão no menor patamar da sua história. As LTNs de dois anos estão sendo cotadas a 6,663% pelo resultado do fechamento de quinta e mostram que o mercado vê como dado o corte de juros pelo BCB", observa o economista-chefe da Necton Investimentos, André Perfeito. Na sua avaliação, o BC está muito pressionado a cortar a Selic mesmo que isso não vá ajudar a economia como um todo. "O risco na mesa é que se o BCB não cortar o mercado se 'ressinta' do conservadorismo da autoridade monetária e assim os juros subam mais forte lá na frente", explicou.

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