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Dólar fecha semana em queda de 1,24% com expectativa de corte de juros nos EUA

Marcello Casal Jr/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


07/06/2019 | 18:09


O real se beneficiou na sessão desta sexta-feira, 7, de uma onda global de enfraquecimento do dólar, após dados fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçarem as apostas em queda dos juros americanos neste ano. Em queda desde a manhã, quando desceu até mínima de R$ 3,8505, na esteira da divulgação do relatório de emprego dos EUA, o dólar reduziu as perdas ao longo da tarde, com realização de lucros e ajuste de posições, para encerrar o pregão cotado a R$ 3,8770, em queda de 0,16%.

Com perdas em quatro dos últimos cinco pregões, a moeda americana encerrou a primeira semana de junho com desvalorização acumulada de 1,24%, deixando para trás o piso de R$ 3,90. Segundo analistas, confirmadas as expectativas de juros menores nos EUA e de andamento da reforma da Previdência, com apresentação de parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), na comissão especial da Câmara na próxima semana, o dólar pode romper os R$ 3,85.

A declarações "dovish" do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na quarta-feira, somaram-se nesta manhã à divulgação do relatório de emprego de maio nos EUA, que mostrou criação de 75 mil vagas, bem abaixo dos 180 mil previstos. O Índice DXY - que mede a variação do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes - trabalhou em queda firma durante todo o dia, fixando-se abaixo dos 97 pontos. A moeda americana também caiu em relação a divisas emergentes, à exceção da lira turca.

Segundo Vicente Matheus Zuffo, gestor de investimentos da asset SRM, com a queda do dólar desde 20 de maio, quando atingiu R$ 4,10, até agora, o real já se alinhou ao desempenho das demais moedas emergentes. Para Zuffo, em caso de cristalização do cenário de corte dos juros nos EUA, as moedas emergentes terão nova rodada de valorização. "Com o ambiente político melhor, agora o Brasil tem chance de se destacar, com queda maior do dólar aqui", afirma.

No ambiente interno, o destravamento das votações no Congresso, com a votação de Medidas Provisórias e do projeto de Saneamento, mostra um ambiente mais propício para o andamento da reforma da Previdência. Por ora, as disputas em torno da permanência de Estados e municípios no projeto de alteração das aposentadorias não assustam os investidores. Também contribui para apostas no real a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de quinta sobre a venda de subsidiárias de estatais porque aumenta a expectativa de entrada de recursos externos para aquisição de ativos locais.

Para Zuffo, da SRM, a aparência é de que a reforma da Previdência traga uma economia robusta e seja aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados antes de agosto. Em seguida, viriam outras pautas, como a reforma tributária, e a aceleração das privatizações. Isso tudo indica que a tendência é de apreciação do real até o fim do ano. O movimento de fortalecimento da moeda brasileira é atenuado, por ora, pela posição ainda defensiva dos agentes, que não abrem mão de manter um hedge cambial quando aplicam em bolsa e renda fixa.



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Dólar fecha semana em queda de 1,24% com expectativa de corte de juros nos EUA


07/06/2019 | 18:09


O real se beneficiou na sessão desta sexta-feira, 7, de uma onda global de enfraquecimento do dólar, após dados fracos do mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçarem as apostas em queda dos juros americanos neste ano. Em queda desde a manhã, quando desceu até mínima de R$ 3,8505, na esteira da divulgação do relatório de emprego dos EUA, o dólar reduziu as perdas ao longo da tarde, com realização de lucros e ajuste de posições, para encerrar o pregão cotado a R$ 3,8770, em queda de 0,16%.

Com perdas em quatro dos últimos cinco pregões, a moeda americana encerrou a primeira semana de junho com desvalorização acumulada de 1,24%, deixando para trás o piso de R$ 3,90. Segundo analistas, confirmadas as expectativas de juros menores nos EUA e de andamento da reforma da Previdência, com apresentação de parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), na comissão especial da Câmara na próxima semana, o dólar pode romper os R$ 3,85.

A declarações "dovish" do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na quarta-feira, somaram-se nesta manhã à divulgação do relatório de emprego de maio nos EUA, que mostrou criação de 75 mil vagas, bem abaixo dos 180 mil previstos. O Índice DXY - que mede a variação do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes - trabalhou em queda firma durante todo o dia, fixando-se abaixo dos 97 pontos. A moeda americana também caiu em relação a divisas emergentes, à exceção da lira turca.

Segundo Vicente Matheus Zuffo, gestor de investimentos da asset SRM, com a queda do dólar desde 20 de maio, quando atingiu R$ 4,10, até agora, o real já se alinhou ao desempenho das demais moedas emergentes. Para Zuffo, em caso de cristalização do cenário de corte dos juros nos EUA, as moedas emergentes terão nova rodada de valorização. "Com o ambiente político melhor, agora o Brasil tem chance de se destacar, com queda maior do dólar aqui", afirma.

No ambiente interno, o destravamento das votações no Congresso, com a votação de Medidas Provisórias e do projeto de Saneamento, mostra um ambiente mais propício para o andamento da reforma da Previdência. Por ora, as disputas em torno da permanência de Estados e municípios no projeto de alteração das aposentadorias não assustam os investidores. Também contribui para apostas no real a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de quinta sobre a venda de subsidiárias de estatais porque aumenta a expectativa de entrada de recursos externos para aquisição de ativos locais.

Para Zuffo, da SRM, a aparência é de que a reforma da Previdência traga uma economia robusta e seja aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados antes de agosto. Em seguida, viriam outras pautas, como a reforma tributária, e a aceleração das privatizações. Isso tudo indica que a tendência é de apreciação do real até o fim do ano. O movimento de fortalecimento da moeda brasileira é atenuado, por ora, pela posição ainda defensiva dos agentes, que não abrem mão de manter um hedge cambial quando aplicam em bolsa e renda fixa.

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