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Muito além da alma feminina

Artista maranhense radicada em São Bernardo expõe pela primeira vez na região


Vinícius Castelli

09/06/2019 | 07:21


Traços, cores e pensamentos que remetem ao universo feminino e suas nuances, como se fossem fragmentos dos pensamentos, desejos ou sonhos da mulher. É dessa maneira que Betto Damasceno, artista plástico e galerista da região, descreve a nova série de telas assinada por Loyth Sousa.

Artista que trocou São Luís, Maranhão, onde nasceu, por São Bernardo, em razão das portas que a vida foi abrindo para ela, Loyth apresenta, na Pinacoteca são-bernardense, a mostra individual Feminino Inefável, que ganha vida ilustrada por 12 trabalhos inéditos – todos disponíveis para compra.

A reunião de obras, cuja curadoria é assinada por Damasceno, é resultado de três meses e meio de trabalho árduo e fica em cartaz até dia 20 de julho, com entrada gratuita. A artista revela que todo a produção foi feita com tinta e massa acrílicas, colagens, peças artesanais de material acrílico e pedras em bijuterias. Nas peças Loyth retrata a mulher negra, branca, trata de sensualidade e de várias situações do cotidiano. Ela explica que as obras possuem mensagens subliminares e representam alguns momentos do seu cotidiano, como pintar e fotografar, além de outras situações que existem apenas em sua imaginação.

“Juntei alguns prazeres que acredito que toda mulher aprecia e ressaltei a delicadeza, que é algo que está se perdendo nos dias de hoje e sabemos que ela faz parte da nossa essência desde que nascemos. E quando menciono a palavra ‘delicadeza’ não me refiro à fragilidade, e sim à feminilidade natural”, explica.

A ideia de tratar desse universo na nova leva de obras se deu sem pretensão, segundo a artista. “Gosto de estar sempre me reinventando”, diz. “A primeira tela foi de mulher de frente para o cavalete. Depois eu quis fazer mais nessa mesma linha, foi fluindo e comecei a mostrar alguns dos meus sentimentos. Até que surgiu o convite para expor”, conta.

Aos 33 anos, a maranhense expõe pela primeira vez na região que escolheu para viver. Mas tem contato com a pintura desde os 23. Formada em artes plásticas pela Escola Panamericana de Arte, em São Paulo, Loyth desenhava tudo o que via, desde pequena. “Educação artística e português eram minhas matérias preferidas”, brinca.

Antes de focar nas telas sobre o feminino, ela havia apresentado, em São Luís do Maranhão e São Paulo, exposição só com trabalhos abstratos, teoria pela qual é fascinada. “Até para fazer abstrato tem que ter uma percepção mais apurada e entender um pouco de estética, mesmo que seja inconscientemente”, diz.

O curador conta que conheceu Loyth por intermédio de um conhecido. “Foi quando me surpreendi com a qualidade do trabalho da artista”, diz. Em seguida a convidou para um estágio na Betto Damasceno Galeria de Arte, em São Bernardo. “Notando seu desenvolvimento, tivemos a ideia para uma exposição. Daí para a mostra foi só muito trabalho e inspiração”, lembra. Para o curador, se deparar com as telas de Loyth é como “se olhássemos pela fresta da alma feminina”.

Feminino Inefável – Exposição. Na Pinacoteca de São Bernardo – Rua Kara, 105. Em cartaz até dia 20 de julho. De terça a sábado, das 10h às 18h. Entrada gratuita.  



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Muito além da alma feminina

Artista maranhense radicada em São Bernardo expõe pela primeira vez na região

Vinícius Castelli

09/06/2019 | 07:21


Traços, cores e pensamentos que remetem ao universo feminino e suas nuances, como se fossem fragmentos dos pensamentos, desejos ou sonhos da mulher. É dessa maneira que Betto Damasceno, artista plástico e galerista da região, descreve a nova série de telas assinada por Loyth Sousa.

Artista que trocou São Luís, Maranhão, onde nasceu, por São Bernardo, em razão das portas que a vida foi abrindo para ela, Loyth apresenta, na Pinacoteca são-bernardense, a mostra individual Feminino Inefável, que ganha vida ilustrada por 12 trabalhos inéditos – todos disponíveis para compra.

A reunião de obras, cuja curadoria é assinada por Damasceno, é resultado de três meses e meio de trabalho árduo e fica em cartaz até dia 20 de julho, com entrada gratuita. A artista revela que todo a produção foi feita com tinta e massa acrílicas, colagens, peças artesanais de material acrílico e pedras em bijuterias. Nas peças Loyth retrata a mulher negra, branca, trata de sensualidade e de várias situações do cotidiano. Ela explica que as obras possuem mensagens subliminares e representam alguns momentos do seu cotidiano, como pintar e fotografar, além de outras situações que existem apenas em sua imaginação.

“Juntei alguns prazeres que acredito que toda mulher aprecia e ressaltei a delicadeza, que é algo que está se perdendo nos dias de hoje e sabemos que ela faz parte da nossa essência desde que nascemos. E quando menciono a palavra ‘delicadeza’ não me refiro à fragilidade, e sim à feminilidade natural”, explica.

A ideia de tratar desse universo na nova leva de obras se deu sem pretensão, segundo a artista. “Gosto de estar sempre me reinventando”, diz. “A primeira tela foi de mulher de frente para o cavalete. Depois eu quis fazer mais nessa mesma linha, foi fluindo e comecei a mostrar alguns dos meus sentimentos. Até que surgiu o convite para expor”, conta.

Aos 33 anos, a maranhense expõe pela primeira vez na região que escolheu para viver. Mas tem contato com a pintura desde os 23. Formada em artes plásticas pela Escola Panamericana de Arte, em São Paulo, Loyth desenhava tudo o que via, desde pequena. “Educação artística e português eram minhas matérias preferidas”, brinca.

Antes de focar nas telas sobre o feminino, ela havia apresentado, em São Luís do Maranhão e São Paulo, exposição só com trabalhos abstratos, teoria pela qual é fascinada. “Até para fazer abstrato tem que ter uma percepção mais apurada e entender um pouco de estética, mesmo que seja inconscientemente”, diz.

O curador conta que conheceu Loyth por intermédio de um conhecido. “Foi quando me surpreendi com a qualidade do trabalho da artista”, diz. Em seguida a convidou para um estágio na Betto Damasceno Galeria de Arte, em São Bernardo. “Notando seu desenvolvimento, tivemos a ideia para uma exposição. Daí para a mostra foi só muito trabalho e inspiração”, lembra. Para o curador, se deparar com as telas de Loyth é como “se olhássemos pela fresta da alma feminina”.

Feminino Inefável – Exposição. Na Pinacoteca de São Bernardo – Rua Kara, 105. Em cartaz até dia 20 de julho. De terça a sábado, das 10h às 18h. Entrada gratuita.  

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