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Indústria cortou 1,1 milhão de vagas e reduziu salários em 14,7% entre 2014 e 2017

ABR Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Por outro lado setor gerou R$ 1,2 tri de valor da transformação industrial em 2017, diz IBGE


Do Dgabc.com.br
Com AE

06/06/2019 | 11:47


A PIA (Pesquisa Industrial Anual) publicada na manhã desta quinta-feira (6), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que entre 2014 e 2017 os salários reais da Indústria caíram em média 14,7%. A queda foi maior nas indústrias extrativas (-31,2%) do que nas indústrias de transformação (-13,9%). As empresas industriais fecharam cerca de 12,5% dos postos de trabalho no período, o equivalente a 1,104 milhão de trabalhadores a menos

Por outro lado, o setor no Brasil gerou R$ 1,2 trilhão de valor da transformação industrial em 2017. O resultado foi consequência de um valor bruto da produção de R$ 2,7 trilhões, menos os custos de R$ 1,5 trilhão das operações industriais. 

A indústria de transformação foi responsável por 91,3% da riqueza gerada pelo segmento industrial em 2017. O País tinha 318,3 mil empresas industriais ativas com pelo menos uma pessoa ocupada, que empregaram 7,7 milhões de trabalhadores e pagaram R$ 300,4 bilhões em remunerações.

Em 2017, a indústria brasileira registrou faturamento bruto total de R$ 3,9 trilhões, sendo 82,5% relativo à receita bruta da venda de produtos e serviços industriais. Em 10 anos, houve queda de 1,8 ponto porcentual na participação dessa modalidade de receita, puxada pela indústria de transformação.

Por outro lado, as receitas oriundas de atividades não industriais - como revenda de mercadorias, prestação de serviços não industriais e transporte - aumentaram sua participação de 6,6% em 2008 para 9,5% em 2017, tornando-se a segunda maior fonte de faturamento. Já a fatia das receitas geradas por atividades não produtivas - como arrendamento e aluguéis, receitas financeiras, variações monetárias ativas, resultados positivos de participações societárias e outras receitas operacionais - caiu 1,1 ponto porcentual em uma década.

"Isso pode sinalizar um crescimento da diversificação da atividade industrial e uma interação maior com as demais atividades econômicas, especialmente nas indústrias de transformação", apontou o IBGE, em relatório.

A receita líquida de vendas industriais foi de R$ 3,0 trilhões no ano de 2017. O resultado significa, em termos reais, uma redução de 7,7% em relação a 2014, período pré-crise. A perda foi mais intensa nas indústrias extrativas (-16,9%) do que nas indústrias de transformação (-7,4%).

Diesel

Segundo a pesquisa do IBGE, o óleo diesel manteve a liderança como principal produto industrial do País em 2017. O combustível somou R$ 63,7 bilhões em valor de venda, o equivalente a 2,8% do total vendido pela indústria no ano. No entanto, o resultado significa uma perda de cerca de 14% em relação ao ano anterior. O óleo diesel tinha rendido mais em 2016, R$ 74,4 bilhões.

Em 2017, os demais produtos industriais com maior valor de vendas foram óleos brutos de petróleo (com 2,6% de participação no total vendido pela indústria), minério de ferro (com uma fatia de 2,6%) e automóveis entre 1.500 e 3.000 cm3 (com participação de 2,1%).

Num universo com cerca de 3.400 produtos, esses quatro principais itens fabricados pela indústria brasileira concentraram 10,1% do total das vendas do setor, que totalizaram R$ 2,3 trilhões em 2017.

Os cem produtos industriais mais importantes do País foram responsáveis por 53% das vendas industriais. Na Região Norte, quase um terço das vendas foram obtidas com apenas três produtos: minério de ferro, televisões e aparelhos de telefone celular.



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Indústria cortou 1,1 milhão de vagas e reduziu salários em 14,7% entre 2014 e 2017

Por outro lado setor gerou R$ 1,2 tri de valor da transformação industrial em 2017, diz IBGE

Do Dgabc.com.br
Com AE

06/06/2019 | 11:47


A PIA (Pesquisa Industrial Anual) publicada na manhã desta quinta-feira (6), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que entre 2014 e 2017 os salários reais da Indústria caíram em média 14,7%. A queda foi maior nas indústrias extrativas (-31,2%) do que nas indústrias de transformação (-13,9%). As empresas industriais fecharam cerca de 12,5% dos postos de trabalho no período, o equivalente a 1,104 milhão de trabalhadores a menos

Por outro lado, o setor no Brasil gerou R$ 1,2 trilhão de valor da transformação industrial em 2017. O resultado foi consequência de um valor bruto da produção de R$ 2,7 trilhões, menos os custos de R$ 1,5 trilhão das operações industriais. 

A indústria de transformação foi responsável por 91,3% da riqueza gerada pelo segmento industrial em 2017. O País tinha 318,3 mil empresas industriais ativas com pelo menos uma pessoa ocupada, que empregaram 7,7 milhões de trabalhadores e pagaram R$ 300,4 bilhões em remunerações.

Em 2017, a indústria brasileira registrou faturamento bruto total de R$ 3,9 trilhões, sendo 82,5% relativo à receita bruta da venda de produtos e serviços industriais. Em 10 anos, houve queda de 1,8 ponto porcentual na participação dessa modalidade de receita, puxada pela indústria de transformação.

Por outro lado, as receitas oriundas de atividades não industriais - como revenda de mercadorias, prestação de serviços não industriais e transporte - aumentaram sua participação de 6,6% em 2008 para 9,5% em 2017, tornando-se a segunda maior fonte de faturamento. Já a fatia das receitas geradas por atividades não produtivas - como arrendamento e aluguéis, receitas financeiras, variações monetárias ativas, resultados positivos de participações societárias e outras receitas operacionais - caiu 1,1 ponto porcentual em uma década.

"Isso pode sinalizar um crescimento da diversificação da atividade industrial e uma interação maior com as demais atividades econômicas, especialmente nas indústrias de transformação", apontou o IBGE, em relatório.

A receita líquida de vendas industriais foi de R$ 3,0 trilhões no ano de 2017. O resultado significa, em termos reais, uma redução de 7,7% em relação a 2014, período pré-crise. A perda foi mais intensa nas indústrias extrativas (-16,9%) do que nas indústrias de transformação (-7,4%).

Diesel

Segundo a pesquisa do IBGE, o óleo diesel manteve a liderança como principal produto industrial do País em 2017. O combustível somou R$ 63,7 bilhões em valor de venda, o equivalente a 2,8% do total vendido pela indústria no ano. No entanto, o resultado significa uma perda de cerca de 14% em relação ao ano anterior. O óleo diesel tinha rendido mais em 2016, R$ 74,4 bilhões.

Em 2017, os demais produtos industriais com maior valor de vendas foram óleos brutos de petróleo (com 2,6% de participação no total vendido pela indústria), minério de ferro (com uma fatia de 2,6%) e automóveis entre 1.500 e 3.000 cm3 (com participação de 2,1%).

Num universo com cerca de 3.400 produtos, esses quatro principais itens fabricados pela indústria brasileira concentraram 10,1% do total das vendas do setor, que totalizaram R$ 2,3 trilhões em 2017.

Os cem produtos industriais mais importantes do País foram responsáveis por 53% das vendas industriais. Na Região Norte, quase um terço das vendas foram obtidas com apenas três produtos: minério de ferro, televisões e aparelhos de telefone celular.

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